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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Como Orar a Jesus

Criado por Traduções wikiHow
   
Orar a Jesus




Este artigo é um guia cristão para ensiná-lo a orar a Deus da forma correta. A oração é essencial para os cristãos, e ela pode ser feita todos os dias - mesmo que seja apenas para agradecer a Deus e expressar sua gratidão. Se você está começando no cristianismo, este artigo lhe será de muita ajuda. Lembre-se: Deus ama você e ama ouvir o que você tem a dizer.
 Passo
  1. Aja de acordo com sua fé. Assim, você poderá crer mesmo se não for capaz de entender que Deus é o criador do universo, é o seu Pai Celestial e é uma parte muito importante de seu dia-a-dia. É essencial que você desenvolva o hábito de orar regularmente para que se encha do Espírito Santo.
     
  2. Você pode começar uma oração dizendo “Querido Deus”, “Querido Senhor” ou “Pai Celestial”. A partir daí, comece a agradecer e a glorificar o Senhor por todas as coisas boas da sua vida. Seja específico.
  3. Exemplo: “Querido Deus, eu Te agradeço por minha família; Te agradeço pela melhora do meu pai, que poderá sair do hospital em breve, e Te agradeço por ter me ajudado a entrar para o time de vôlei do colégio."
  4. Diga qualquer coisa que seja apropriada para você e para a sua situação atual. Não é preciso usar determinadas palavras ou orações específicas. Você pode agradecê-Lo, pode fazer pedidos, mas você não precisa fazer isso com palavras pré-determinadas! Fale de uma forma que possa expressar o seu louvor, as suas necessidades, os seus desejos e, por fim, peça que a vontade de Deus seja feita.
  5. Peça perdão a Deus por seus pecados, mas primeiro perdoe os de seus próximos. Deixar de perdoar os seus próximos poderá fazer com que o Senhor não atenda aos seus pedidos por perdão. Primeiramente, pergunte a si mesmo: “Será que eu tenho algo guardado contra outra pessoa que eu ainda preciso resolver?" Conserte isso e confesse a sua ação errada. Pergunte a si mesmo mais uma vez: “Será que eu fui malvado com alguém, menti, traí, roubei ou desobedeci meus pais?” Peça perdão a Deus por qualquer coisa errada que você tenha feito nesse dia.
  6. Enumere os pecados que você sabe que cometeu e depois peça perdão a Deus por aqueles que você esqueceu ou omitiu. Peça também a Ele que lhe mostre seus pecados.
  7. Diga a Deus o quanto você O ama e adora. Se você tornou-se cristão recentemente, poderá sentir uma certa dificuldade e levar algum tempo para conseguir fazer isso. Não há problema algum em se sentir inseguro nesta parte da oração. Você pode experimentar cantar hinos de louvor. Agradeça a Ele todos os dias por ter salvado uma pessoa indigna como você. Agradeça a Ele pela cruz, agradeça a Ele por ter enviado Cristo para morrer pelo perdão dos nossos pecados.
    Peça que Deus lhe ajude nas coisas que não estão correndo bem em sua vida. Lembre-se que orar por notas melhores, por dinheiro e por outras coisas desnecessárias é uma atitude egoísta. Você pode conseguir boas notas se auto-motivando e sendo um aluno aplicado.
  1. 7
    Peça que Ele lhe dê orientação e proteção no decorrer do dia. Agradeça a Ele por mais um dia de vida. Com o tempo, você começará a perceber as bênçãos dEle em sua vida, como, por exemplo, quando Ele lhe dá mais paciência ou supre suas necessidades diárias.
  2. Peça a Ele sabedoria e discernimento. A Bíblia diz: “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. Não pense tal homem que receberá coisa alguma do Senhor; é alguém que tem mente dividida e é instável em tudo o que faz” (Tiago 1:5-8). Se você não entende a palavra de Deus, o Espírito Santo irá ajudá-lo. Leia a Bíblia de acordo com o seu contexto; lembre-se que a sua própria interpretação pessoal não tem valor algum. O que importa é apenas o que o autor quis dizer naquela passagem.
  3. Você pode concluir as suas orações dizendo: “Obrigado, Senhor. Em nome de Jesus Cristo, Amém”, “Em nome de Jesus, Amém”, “Obrigado” ou qualquer outra forma que você queira utilizar. Ele ouvirá suas orações, independente de se você as terminou ou não. Ou seja: ore sem cessar. Tenha um espírito de oração.
  4. Deus quer que você saiba que pode falar com Ele da mesma forma como pode falar com o seu pai terreno. É fácil falar com o Senhor. Ele é o Senhor Supremo e o criador de todas as coisas, mas Ele continua sendo o seu Pai Celestial. “Ele é o que é”! Moisés disse: “O Eu Sou o Que Sou enviou-me aqui”.
    • Você e os seus amigos poderão falar de Cristo e do Pai aos céticos para provar-lhes que Deus é real, através do Espírito Santo. Vocês mesmos poderão espalhar a mensagem do perdão em Cristo e pregar a justificação perante Deus pela graça, mediante a fé, e não por meio de obras. “Disse Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:6)
    • Acima de tudo, lembre-se que a vontade de Deus será feita. Aja como um servo e queira que a vontade de Deus seja feita, e não a sua. Ele não é um “gênio em uma garrafa”.

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    Ore seguindo estes passos: Adoração, Confissão, Agradecimento e Súplica. Fale com Ele, diga a Ele o quanto você O ama, confesse os seus pecados, agradeça a Ele por tudo que Ele tem feito por você e ore pelas necessidades dos outros.
     Dicas
  • Orar em um lugar quieto irá ajudá-lo a não se distrair, mas você pode orar em qualquer lugar e a qualquer momento.
  • Não é necessário fechar os seus olhos e ficar de joelhos. Tente apenas se livrar das distrações para que você possa dedicar toda sua atenção a Deus.
  • Se você tem sonhos ruins ou insônia, faça uma oração de agradecimento, peça a Deus para fazer chover bênçãos sobre as outras pessoas e – ao invés de implorar por sonhos bons e boas noites de sono – peça coisas positivas. Creia nas suas orações e tenha fé de que tudo vai melhorar.
  • Ore sempre pedindo que a vontade de Deus seja feita. Em momentos de aflição, agradeça a Deus por lhe tirar o seu sofrimento.
  • Ponha a sua fé em prática para esperar que Deus abençoe aqueles que você pediu. Dê louvores a Ele antes mesmo que ele responda as suas orações, como: “Eu Te louvo e Te agradeço por suprir todas as minhas necessidades de saúde e financeiras, e eu sei que todas as coisas boas vêm de Ti, Senhor”.
  • Não use muitas repetições; seja simples e vá direto ao ponto, como a Bíblia diz:
    • “Não seja precipitado de lábios, nem apressado de coração para fazer promessas diante de Deus. Deus está nos céus, e você está na terra, por isso, fale pouco. Das muitas ocupações brotam sonhos; do muito falar nasce a prosa vã do tolo.” (Eclesiastes 5:2-3)
Avisos
  • Não implore. Tenha fé: agradeça a Deus e peça a ele que abençoe as outras pessoas.
  • Livre-se da amargura e do medo para obter esperança!
  • Deus age de formas misteriosas que você pode não entender. Ele sempre ouvirá a sua oração, mas Jesus disse: “Não tentarás o Senhor teu Deus.” Não provoque ou atormente o Senhor.
  • Deus sempre responderá as suas orações. No entanto, a resposta não será sempre um “sim”; às vezes será “não”, às vezes será “espere”. Não desista de orar ou de crer em Deus apenas por ele não lhe deu imediatamente aquilo que você queria.
  • Ore sempre com o seu coração, com a sua alma e com cada fibra de seu ser.
  • “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma. Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. Não pense tal homem que receberá coisa alguma do Senhor; é alguém que tem mente dividida e é instável em tudo o que faz.” (Tiago 1:2-8)

Materiais Necessários

  • Tenha consigo a Bíblia Sagrada para poder consultar as orações que Jesus ensinou e os ensinamentos, as instruções e as advertências que Deus nos trouxe através dos autores da Bíblia. Você pode perguntar a um pastor confiável sobre quaisquer outros livros que possam lhe ajudar na sua vida de oração.
  • “Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.” (Hebreus 4:14-16)
  • Se você for católico ou ortodoxo, poderá levar consigo um rosário para rezar a Cristo por meio dele, de uma maneira tradicional.
  • Protestantes podem orar de maneira informal e devem evitar fazer repetições vãs a Jesus Cristo, pois ele é um amigo amoroso que sempre se importa com você e é, de acordo com a palavra de Deus, “mais chegado que um irmão”.

COMO PINTAR A APAREDE DE SUA CASADIFERENTE MODO

Pintura de parede diferente
Está em casa pensando em uma forma de mudar a cara da decoração? Já pensou em mudar a cor da parede? Isso mesmo, da parede! A maioria das pessoas pensa em comprar artigos e móveis novos, investir na iluminação, comprar flores, mas, se esquecem das paredes! Você pode fazer isso de forma legal e divertida, com um pouco de disposição é possível mudar a cor da parede do ambiente e personalizá-lo a seu modo. No post de hoje você vai aprender a como fazer a técnica e o resultado ficará incrível, veja os detalhes a seguir.

Material  necessário

  • 02 Galões de tinta acrílica de cores diferentes (podem ser encontradas em três tipos de acabamento: fosco, semibrilho e acetinada);
  • Rolo anti-respingo;
  • Tecido em malha limpo (pode ser aquela malha antiga que você tem em casa e que não usa mais);
  • Fita crepe grossa
  • Jornais velhos
  • Luvas descartáveis.

Como  fazer  parede  pintada

1 – Antes de começar a pintar, use a fita crepe e o jornal nas paredes próximas a que será pintada. É interessante fazer isso antes para que não respingue tinta nas demais paredes.
2 – Use as luvas descartáveis para realizar o trabalho. Com o rolo anti-respingo passe a demão de tinta (da sua preferência) sobre a parede e aguarde a secagem total. É importante lembrar que são duas cores para fazer o trabalho, nesse primeiro passo você pinta com um cor e depois com outra.
Pinte a parede
3 – Depois de seca é hora de fazer a técnica. Pegue a malha e mergulhe-a no galão de tinta. Torça-a bem para retirar o excesso.
Molhe o pano
4 – Comece a dar ‘batidinhas’ na parede usando a malha conforme a imagem abaixo. Se preferir, também pode rolar a malha na parede para ir fazendo as marcas. Inicie do alto e vá até o chão.
Passe na parede
5 – Depois faça o mesmo com os cantos. É importante que a técnica seja realizada com ‘batidinhas’ suaves!
Veja o resultado
6 – Aguarde a secagem total e, depois de seca, retire a fita crepe e os jornais das demais paredes. Está pronto nosso trabalho! De forma rápida e barata é possível fazer o trabalho e deixar sua parede muito mais descolada. A técnica pode ser aplicada em qualquer ambiente, é só escolher aquele que você quer dar maior destaque!
Gostou da dica? Esperamos que sim. As ideias são divulgadas no site pensando em você, no seu divertimento. Continue nos fazendo companhia acessando www.revistaartesanato.com.br. Até lá!
Fotos retiradas de: http://www.mutuellemaroc.ma/vb/showthread.php?t=2267


Leia mais: http://www.revistaartesanato.com.br/pintura/como-pintar-a-parede-da-sua-casa-de-forma-diferente/08#ixzz2brsyCnkF

Libertação Espiritual

Libertação Espiritual
Por: (*) Edemar Vitorino
Textos: Tiago 4:7 / I Jo 3:8 / Efésios 4:27 / I Pedro 5:8 / Êxodo 20:5
http://www.blogdopastor.com.br/index.php?subaction=showfull&id=1190336657&archive=
INTRODUÇÃOAntes da ministração deste estudo, leia, para o seu fortalecimento, Zc 2:5.
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A Bíblia adverte que não devemos dar lugar ao diabo (Ef. 4:27).

Libertação significa tornar a pessoa livre de algo que a prende e escraviza. Você precisa se libertar de todo jugo, vício de toda escravidão ao pecado.

Malaquias 4:6 – A maldição será removida da Terra. Para isto, é necessário que haja conversão, uma nova atitude (II Co. 5:17).

Hebreus 6:8 – A Terra está amaldiçoada também por causa da nossa boca. Citar Tiago 3:10. precisamos nos libertar de todo vocabulário do mundo, das seitas esotéricas, dos cultos e invocações pagãs, de toda palavra torpe.
2. ÁREAS DA VIDA QUE CARECEM DE LIBERTAÇÃO
Toda infidelidade é pecado e resulta em maldição. A infidelidade é uma porta aberta para a maldição. (Sonegar dízimo é infidelidade e a Bíblia diz claramente que isto traz maldição (Ml 3:6-8). Não devemos abrir precedentes. (Lv 27:30-31)).

Exemplos de pessoas que precisam de libertação:
Alguns bons pais de família, que amam a esposa e os filhos, mas que adulteram (Hb 13:4 / Pv 6:32).

Há pessoas boas, mas que são mentirosas (Mt 5:37 / Ef 4:25)

Pessoas que são imorais: em qualquer coisa que olham, voltam a atenção para a carne (I Co 15:33 / I Jo 2:16-17).

Pessoas com dupla personalidade. Em casa é um, na rua é outro. Que vivem uma vida de contradição, que falam uma coisa mas fazem diferente (Tg 1:8).

Pessoas que começam a fazer várias coisas, mas nunca terminam – são inconstantes.

Pessoas maledicentes ( Cl 3:5-9) – falam por trás, semeiam a desconfiança.

2.1. De que lado você quer ficar?

Deuteronômio 11:26 diz: "Coloco diante de ti a bênção e a maldição". O Senhor diz: "Meu filho, escolhe a bênção para que você viva".

A obediência a Deus é o perfeito caminho para uma libertação total e completa de qualquer servidão do passado.

2.2. Decida-se a abandonar todo jugo do pecado.

Você não tem que continuar pecando ... Você é livre em Cristo.
Jesus já levou sobre Si mesmo, na cruz, todo o seu pecado. Todo o seu fardo, jugo; Ele hoje quer te fazer livre!

Decida-se hoje a abandonar as obras da carne, a romper com todo jugo, vício, escravidão! Arrependa-se e lance-se nos braços de Jesus! Ele perdoará você! Ele lhe libertará!

2.3. Abandone hoje o pecado enquanto é tempo!

O pecado traz consigo sérias conseqüências, terríveis, sofríveis, as vezes irreparáveis, para a sua vida, e que poderão afetar e prejudicar toda a sua família, e até mesmo a sua posteridade!

A Bíblia nos dá um exemplo - Veja a história de Davi (I Sm 12:7-14)

O Rei Davi foi confrontado por Deus, através do profeta Natã, pelos seus pecados de adultério e homicídio. O Senhor diz a Davi: "Agora, portanto, a espada jamais se apartará da tua casa, porque me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher. Assim diz o Senhor: Eu suscitarei da tua própria casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei ao teu próximo, o qual se deitará com elas, à plena luz do dia." (I Sm. 12:10-12). II Samuel 16:22 conta que essa palavra se cumpriu: "Portanto, estenderam para Absalão uma tenda no terraço, e entrou ele às concubinas de seu pai, à vista de todo o Israel." (ver Dt 28:30).
Quando Davi pecou, ele não somente deu lugar ao adultério em sua própria vida, mas permitiu que a imoralidade sexual entrasse na vida da sua família. Em II Samuel 13 você pode verificar o drama da família de Davi, quando seu filho Amnon possuiu a sua irmã Tamar.

3. Compreendendo as realidades Espirituais

O homem é o responsável pelo seu próprio pecado, e não o diabo.

No dia final teremos que responder por cada um dos nossos pecados, e não poderemos lançar a culpa sobre o diabo.

A maioria dos pecados são obras carnais e são produzidas pelo próprio homem em razão das fraquezas e apetites carnais que fazem guerra contra a alma. Devemos combater as paixões carnais!
Satanás, e seus demônios, procuram atuar nas áreas de fraquezas humanas inicialmente induzindo a pessoa a pecar, e, em seguida, conduzindo a algum tipo de dependência ou escravidão a pecados específicos.

A libertação precisa ocorrer em dois níveis - a nível espiritual, libertando-se das cadeias e aprisionamentos malígnos; e a nível humano - libertertando-se das fraquezas ou dependências carnais que induzem ao pecado...

Demônios existem? O que são Demônios?

Existem! Eles são mais reais do que muita gente pensa! São seres espirituais comandados por Satanás, com a missão de matar, roubar e destruir... O demônio que é citado em Mateus 17:18, é chamado de espírito imundo no relato paralelo de Marcos 9:25. Veja Efésios 6:10-12. Eles conhecem a Jesus (Mc 1:24), conhecem seu próprio destino final (Mt 8:29), e conhecem o plano da salvação (Tg 2:19).
Deus não criou Lúcifer (Satanás) para ser um espírito maligno. O problema deste anjo caído estava em querer ser igual a Deus e maior que Deus (Is 14:12). Acabou se tornado o ser maligno que é, o diabo. A terça parte dos anjos do céu caiu com Lúcifer (Apoc 12:4). Deus fez o inferno para satanás e seus anjos. (Mt 25:41).
Satanás é o príncipe dos demônios. Ele possui uma hierarquia bem organizada. "Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes." (Ef 6:12).
Principado – significa território ou jurisdição de um príncipe - há demônios que atuam em áreas territoriais específicas;
Potestade – significa autoridade. No grego é a palavra "exousia" (autoridade sobre o lugar). - há demônios investidos de autoridade (ou comissionados) para determinados domínios, funções ou tarefas;
Forças do mal nas regiões celestes – são poderes que só tem um objetivo: o MAL (Ef 6:12) -são demônios encarregados de combater a obra de Deus, impedir a propagação do Evangelho, investem sobre os crentes com o objetivo de impedir a santificação.

4. Passos para a libertação

4.1 - Fechar a porta - Para a libertação total, é necessário que a pessoa vigie, que seja íntegra, em todas as áreas da sua vida... Que viva uma vida de santidade, na presença do Senhor. Que seja sincera! Não se pode deixar nenhuma brecha ou porta aberta para as investidas de Satanás. No mundo espiritual, estas brechas ou portas se constituem em concessão para a atuação de Satanás. A bíblia diz que o diabo vive ao derredor, rugindo como leão, procurando a quem possa tragar... Se ele achar a porta aberta, ele poderá entrar,  sem pedir licença!

Integridade – significa ser uma pessoa de bom caráter, honesta, idônea, equilibrada, de bons princípios (Jô 1:8).

santidade
– é abster-se de todo pecado, separar-se do mundo e achegar-se mais a Deus(I Pe 1:14-16).

sinceridade – É evitar a falsidade, a mentira, o engano, ser transparente! Chamar o pecado de pecado! Enquanto não enumerei os meus pecados, adoeci (Sl 32:3). A minha alegria se transformou em tristeza. (Sl 51:12).
4.2 - Arrependimento - O principal elemento necessário para ser liberto é o genuíno arrependimento. Mas, o que é arrependimento? (Atos 3:19)

Sentir dor profunda. É envergonhar-se do pecado! É decidir-se a abandonar de vez o pecado!
Não adianta dizer: "Puxa, eu não deveria ter feito" (e voltar a fazer novamente)
O verdadeiro arrependimento leva a pessoa a assumir a culpa, a responsabilidade pelo seu pecado, e não ficar tentando justificar a atitude pecaminosa, com desculpas esfarrapadas, como: "Ah! É por causa disso, é por causa daquilo ..."

O verdadeiro arrependimento gera a genuína libertação. (Pv 28:13).

A pessoa arrependida sente verdadeira dor pelo pecado porque sabe que , enquanto durou o pecado, sua comunhão com Deus foi estragada.
Para qualquer mudança acontecer, é preciso sentir uma dor profunda. Essa dor deve-se ao reconhecimento de que o seu pecado ofendeu a Deus, e causou também danos às pessoas próximas (Lucas 15:18). Quando o pecado é lembrado com dor, aí há cura.
4.3 - Renúncia - Todo pecado tem que ser renunciado (Tg. 4:7). Lembra onde está a brecha? Então, para que essa brecha seja fechada, é necessário que haja uma renúncia. Precisamos aprender a viver como santos. É preciso cortar o mal pela raiz.
4.4 - Confissão - Pecado têm que ser declarado um a um: Eu fiz isto, desta forma, "x vezes". (Sl 32;3-4). Davi disse: Todos os meus pecados eu te declarei. (Sl 32:5 / Sl 51).
5. Princípios para receber a libertação
1. Sentir necessidade – reconheça que precisa de libertação (Sl 51:3).
2. Arrepender-se de todo pecado.
3. Não ter medo da libertação – o medo amarra você, impedindo a sua libertação (II Tm 1:7 / I Jo 4:4).
4. Lutar pela sua libertação – Não há poder maior do que o poder de Deus.
Renuncie a todo pacto, compromisso, aliança, que tiver feito anteriormente, que esteja vivo em sua memória – Confesse o Senhor Jesus Cristo como Salvador e Senhor da sua vida!

"Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. ". Romanos 10:9-10

6. Oração de Libertação
Leia, memorize, e tome posse das bênçãos e verdades contidas nos textos de (Gl 3:13-14 / II Cor 5:21 / Rm 8:1-3). Depois ore a Deus em voz alta, pela fé a tua vitória em Cristo, com base nas verdades contidas nos textos bíblicos lidos. Declare, nesta oração que agora você é uma nova criatura em Cristo. Você pode citar também outros textos da palavra, como desejar.
Se você precisa de ajuda, procure uma igreja evangélica mais próxima da sua casa.

Ser Pastor É ... Ser Corajoso!

Ser Pastor É ... Ser Corajoso!
Seja corajoso e não perca sua fé.
Sonhos podem falhar, não porque alguém não o possa receber, mas porque simplesmente desistiu. Você tem que ser corajoso! Em Josué, lemos que Deus dos a ele: " Sê Forte e Corajoso!" E isso repetidas vezes!! Lembre-se que ele estava prestes a tomar posse de uma terra habitada, com fortes exércitos e cidades fortificadas! Muitos desafios, muitas etapas a serem vencidas, muitas barreiras!!
O que ele precisava ouvir naquele momento? "Sê forte e Corajoso! "
Para cada um de nós, de igual forma, temos coisas para tomar posse, conquistas a realizar... Mas em cada avanço que tivermos, haverá sempre impedimentos, barreiras, dificuldades, desafios! Mas nada pode te impedir de prosseguir, avançar, vencer!!! " Sê Forte e Corajoso!"
Desistir não vai apenas te impedir de vencer, mas também de aprender!! Nossa vida cristã é e sempre será repleta de Bênçãos alcançadas dentro das diversidades e dificuldades!! Pois enquanto Deus nos abençoa, Ele também nos acrescenta, ensina, corrige, estrutura, dá crescimento! É um pacote completo!!!
Deus te faz vencedor ao mesmo tempo que te forma vencedor!
Nunca desista!! Persista, insista, acredite, lute!!
"Sê Forte e Corajoso!"

Abraços fraternos!! Pr. Seiji Kikuti

domingo, 11 de agosto de 2013

Acidentes, Nao Castigos

Acidentes, Não Castigos ( Sermão de C.H.Spurgeon )
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Sermão pregado Domingo, 8 de setembro de 1861
Por Charles Haddon Spurgeon
No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

“E, Naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” Lucas 13:1-5
O ano de 1861 será notório entre seus companheiros por ser um ano marcado por calamidades. Justo na época quando o homem sai a receber o fruto de seus labores, quando a colheita da terra está madura, e os celeiros começam a encher-se, cheios de trigo novo, a Morte também, essa poderosa segadora, saiu para cortar sua própria colheita – feixes completos foram recolhidos em seu celeiro: a tumba. Terríveis foram os lamentos que formam o hino de colheita da morte.
Ao ler os jornais essas ultimas semanas, ainda as pessoas mais impassíveis experimentaram sentimentos muito dolorosos. Não só ocorreram calamidades tão alarmantes que só de lembrar gelam o sangue, mas também as colunas dos periódicos foram dedicadas a certas calamidades de um menor nível de horror, mas que, somadas todas, são suficientes para encher a mente de terror, pela tremenda quantidade de mortes inesperadas que recentemente corresponderam aos filhos dos homens.
Não somente temos tido acidentes a cada dia da semana, mas sim até dois ou três – não fomos simplesmente aturdidos pelo alarmante ruído de um terrível estrondo, mas antes com outro, outro, outro e outro, que seguiram suas pisadas, como os amigos de Jó, até que tenhamos tido necessidade da paciência e da resignação de Jó para escutar a terrível narrativa dessas calamidades. Agora, homens e irmãos, coisas como essas ocorreram sempre em todas as épocas do mundo. Não pensem que isso é algo novo – não considerem, como alguns fazem, que isso é o produto de uma civilização excessiva, ou o resultado dessa descoberta moderna tão maravilhosa como é o vapor. Se jamais se tivesse conhecido a máquina a vapor, e se nunca se tivesse construído uma ferroviária, de todas as formas teriam ocorrido mortes inesperadas e acidentes terríveis.
Ao revisar os velhos arquivos nos quais nossos antepassados registraram os acidentes e as calamidades, encontramos que a antiga diligência ofereceu à morte uma presa tão custosa como o trem que roda ferozmente o faz; tinham então tantas portas para o Hades como as que existem hoje – caminhos tão empinados e íngremes que conduziam para a morte, que eram transitados por uma multidão tão vasta como em nossa época; Por acaso duvidam disso?
Peço-lhes que nos dirijamos ao capítulo treze de Lucas. Lembrem-se desses dezoito sobre os quais a torre de Siloé caiu. Que tal se nenhuma colisão os tivesse esmagado?[1] Ou que se não tivessem sido destruídos pelo ingovernável cavalo de ferro que os arrastou a água desde um aterro?[2] No entanto, alguma torre mal construída, ou alguma parede golpeada pela tempestade poderia ter caído sobre dezoito de uma vez, e teriam perecido.
Ou pior que isso, um governante déspota, levando as vidas dos homens penduradas em seu cinto como se fossem as chaves de seu palácio, poderia ter caído subitamente sobre os que estavam adorando no próprio templo, e poderia ter misturado o sangue deles com o sangue dos bezerros que nesse momento estavam sendo sacrificados ao Deus do céu. Não pensem, então, que essa é uma época na que Deus está tratando mais duramente com nós do que antes. Não pensem que a providência de Deus se tem voltado mais dura do que antes: sempre ocorreram mortes inesperadas, e sempre as haverá – sempre tem ocorrido estações nas que os lobos da morte tem caçado em manadas famintas, e provavelmente, até o fim dessa dispensação, o último inimigo terá seu festival periódico e satisfará aos vermes com carne humana.
Portanto, não estejam abatidos pelas mortes inesperadas, nem tampouco estejam perturbados com essas calamidades. Continuem com suas atividades normais, e se seus chamados os levam a cruzar o campo da própria morte, o façam, e façam corajosamente. Deus não soltou as rédeas do mundo, não tirou Sua mão do timão do grande barco, todavia:
“Ele em todas as partes possui império,
e todas as coisas servem a seu propósito;
Cada ato seu é pura benção,
Seu caminho é luz sem mancha.”
Só aprendam a confiar Nele, e não terão nenhum temor à morte inesperada; “A sua alma pousará no bem, e a sua semente herdará a terra.” (Salmo 25:13)
O tema particular dessa manhã, no entanto, é esse: o uso que devemos encontrar para esses terríveis textos que Deus está escrevendo com letras maiúsculas na história do mundo. Deus falou uma vez, sim, duas vezes – que não se diga que o homem não prestou atenção. Temos visto um vislumbre do poder de Deus, contemplamos alguma coisa da rapidez com a que Ele pode destruir nossos concidadãos. “Presta atenção ao castigo e a quem o estabelece;” e ao prestar atenção, façamos duas coisas.
Primeiro, não sejamos tão insensatos para tirar a conclusão a que chegam as pessoas supersticiosas e ignorantes; essa conclusão que está sugerida no texto, quer dizer, que os que são destruídos por meio de acidentes, são pecadores que estão acima de todos os pecadores que habitam o lugar. E, em segundo lugar, cheguemos à conclusão apropriada e correta; façamos um uso prático de todos esses eventos para nossa própria melhoria pessoal: escutemos a voz do Salvador que diz: “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.”
I. Primeiro, então, TENHAMOS MUITO CUIDADO DE NÃO CONCLUIR APRESSADAMENTE E IRREFLETIDAMENTE SOBRE ESSES TERRIVEIS ACIDENTES: QUE OS QUE OS SOFREM, OS SOFREM POR CULPA DE SEUS PECADOS.
É dito de maneira mais absurda que os que viajam no primeiro dia da semana, e sofrem um acidente, devem considerar esse acidente como um juízo de Deus sobre eles, devido a estarem violando o dia de adoração cristão. Tem se dito, ainda por parte de ministros piedosos, que essa ultima colisão deplorável dos trens deve-se considerar uma notável visitação e sumariamente maravilhosa da ira de Deus contra esses infelizes que por casualidade encontravam-se no túnel Clayton.
Porem, eu apresento meu protesto mais enérgico contra uma conclusão assim, não só em meu nome, mas também em nome Daquele que é o Senhor do cristão e Mestre do cristão. Eu pergunto acerca dessas pessoas que foram esmagadas nesse túnel, pensam vocês que eles era maiores pecadores do que todos os pecadores? “Não, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.”, ou os que morreram na segunda feira passada, pesam vocês que eles eram maiores pecadores que todos os pecadores que estavam em Londres?[3] “Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.”
Agora, fixem-se bem, eu não negaria que existiram ocasiões em que houve juízos de Deus sobre pessoas particulares devido a seu pecado; algumas vezes, e eu penso que muito raramente, tais coisas ocorreram. Alguns de nós ouvimos, em nossa própria experiência, que certos homens blasfemam a Deus e o desafiaram a que os destruísse, e morreram repentinamente – e em tais casos, o castigo seguiu tão rapidamente á blasfêmia que era impossível não ver a mão de Deus nisso. O homem havia perdido perversamente o juízo de Deus, e sua oração foi ouvida, e veio o juízo.
E alem de toda dúvida, existe o que se pode descobrir como juízos naturais. Vocês vêm a um homem vestindo farrapos, pobre, sem casa – foi um libertino, um bêbado, perdeu seu caráter, e não é senão o justo juízo de Deus sobre esse homem que esteja morrendo de fome, e que seja um proscrito dos homens. Vocês podem ver nos hospitais a repugnantes exemplares de homens e mulheres que estão terrivelmente enfermos – Deus não queira que em tais casos, nós neguemos que existe um juízo de Deus sobre essas concupiscências ímpias e licenciosas.
E o mesmo pode se disser de muitos casos onde existe um vínculo tão claro entre o pecado e o castigo que até os homens mais cegos podem discernir que Deus converteu a Miséria na filha do Pecado. Porem, em casos de acidente, tal como esse a que me refiro, e em casos de morte repentina e instantânea, repito, eu apresento meu mais sincero protesto contra essa insensata e ridícula ideia que os que perecem assim, são mais pecadores que todos os pecadores que sobrevivem sem sofrer dano algum.
Simplesmente permitam-me raciocinar esse assunto com o povo cristão – pois há alguns cristãos sem maior iluminação que se sentirão horrorizados pelo que eu disse. E, os que tendem a ser perversos podem sonhar inclusive que eu estou fazendo uma apologia para o quebrantamento do dia de adoração. Porem, eu não faço tal coisa. Eu não diminuo a gravidade do pecado; eu só testifico e declaro que os acidentes não devem ser vistos como castigos, pois o castigo não pertence a esse mundo, mas sim ao futuro. A todos aqueles que se apressam em considerar cada calamidade como um juízo, eu quero lhes falar na esperança sincera de corrigir-lhes.
Então, permitam-me começar perguntando, meus amados irmãos, por acaso não enxergam que o que dizem não é certo? E essa é a melhor das razões do porque não devem dizê-lo. Suas próprias experiências e observações não lhes ensinam que um evento ocorre tanto ao justo como ao malvado? É certo que o homem malvado às vezes cai morto na rua – mas o ministro também não caiu também morto no púlpito, por acaso? É certo que um iate de prazer, no qual os homens buscavam sua própria felicidade em um dia de domingo, afundou precipitadamente – mas por acaso não é igualmente certo que um barco que levava somente homens piedosos, cujo destino era um giro para pregar o Evangelho, não afundou também?
A providência de Deus não tem respeito as pessoas: e uma tormenta pode abater-se sobre o barco missionário “John Williams” [4], da mesma forma que pode abater-se sobre outro iate repleto de pecadores desenfreados. Que! Acaso não percebem que a providência de Deus foi de fato, e seus tratos externos, mais dura com os bons do que com os maus? Paulo não disse ao contemplar as misérias dos justos em seus dias: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (1 Coríntios 15:19)
O caminho da justiça frequentemente conduziu aos homens ao cavalo selvagem do tormento, da prisão, do patíbulo e à fogueira – enquanto que o caminho do pecado, muitas vezes os levou ao império, ao domingo e à alta estima de seus companheiros. Não é certo que nesse mundo Deus castigue aos homens por seu pecado, e os premie por suas boas obras. Não disse Davi: “Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal? (Salmos 37:35)” E, isso deixava o Salmista perplexo durante um tempo, até que foi ao santuário de Deus, e enfim então entendeu o fim deles?
Ainda que sua fé lhe assegure que o resultado final da providência trabalhará unicamente o bem para o povo de Deus, no entanto, sua vida, ainda que seja somente uma breve parte do drama divino da história, deve ter-lhe ensinado que a providência não discrimina externamente entre o justo e o ímpio – que o justo perece inesperadamente igual que o ímpio – que a peste não conhece diferenças entre o pecador e o santo – e que a mesma espada da guerra é impiedosa com os filhos de Deus da mesma maneira que é com os filhos de Belial.
Quando Deus envia o flagelo, esse mata inesperadamente ao inocente da mesma forma que ao perverso e ao insolente. Agora, meus irmãos, se a ideia de vocês de uma providência que castiga e que premia não é certa, por que falam como se fosse? E, por que, se não é correta como regra geral, vocês supõem que seja verdadeira nessa instância particular? Demovam essa ideia de suas cabeças, pois o Evangelho de Deus jamais requer que vocês creriam em algo que não é certo.
Porem, em segundo lugar, existe outra razão. A ideia de que, sempre que ocorre um acidente, devemos considerá-lo como um juízo de Deus, faria que a providência fosse, em vez de um grande abismo, uma poça d’água bem rasa. Pois, qualquer criança pode entender a providência de Deus, se é certo que quando há um acidente ferroviário, é porque as pessoas viajavam em um domingo. Eu posso escolher qualquer menininho da classe mais elementar da escola dominical, e ele me dirá: “sim, eu vejo isso.” Mas então, se a providência é uma coisa assim, se é uma providência que pode ser compreendida, evidentemente não é a ideia de providência da Escritura, pois na Escritura nos é sempre ensinado que a providência de Deus é “um grande abismo”, e mesmo Ezequiel, que possuía a asa do querubim e podia voar muito alto, quando viu as rodas que eram o grande quadro da providência de Deus, só podia dizer que os aros das rodas eram tão altos que eram espantosos, e cheios de olhos, de tal forma que lhes era gritado, “roda!”
Repito isso para que fique muito claro: se em todos os casos uma calamidade fosse o resultado de algum pecado, então a providência seria algo tão simples como que dois mais dois são quatro – seria uma das primeiras lições que uma criancinha poderia aprender. Porem, as Escrituras nos ensinam que a providência é um grande abismo no qual o intelecto humano pode nadar e mergulhar, mas não pode encontrar nem o fundo nem a orla; e se você e eu pretendemos poder encontrar as razões da providência, e torcer as dispensações de Deus com nossos dedos, só demonstramos nossa insensatez, porem não estamos evidenciando que temos começado a entender os caminhos de Deus.
Pois, olhem, senhores – suponham por um momento que está acontecendo uma grandiosa representação de uma obra teatral, e que vocês se intrometem na obra e vêm a um ator no cenário por um instante, e dizem: “Sim, eu entendo a obra”, que tontos seriam! Acaso não sabem que as grandes transações da providência começaram aproximadamente uns seis mil anos? E vocês vieram a esse mundo faz uns trinta, quarenta anos, e tem visto um ator em cena, e vocês dizem que já entendem a obra. Oras! Não a entendem – apenas começaram a conhecer. Unicamente Ele conhece o fim desde o principio, somente Ele entende quais são os grandes resultados, e qual é a grandiosa razão pela que o mundo foi feito, e pela qual Ele permite que ocorra tanto o bem como o mal. Não pensem que vocês conhecem os caminhos de Deus; equivale a degradar a providência, e baixar Deus ao nível dos homens, quando pretendem poder entender essas calamidades e descobrir os desígnios secretos da sabedoria.
Porem, continuando, não percebem que uma ideia assim alentaria ao farisaísmo? Essas pessoas que morreram esmagadas, ou queimadas até as cinzas, ou destruídas debaixo das rodas dos vagões do trem, eram piores pecadores que nós. Muito bem, então nós devemos ser umas excelentes pessoas – que excelentes exemplos de virtude! Não fazemos as coisas que eles fazem, e, portanto Deus nos facilita todas as coisas. Na medida em que viajamos, alguns de nós a cada dia da semana, e jamais fomos despedaçados, sobre essa suposição, podemos nos catalogar como os favoritos da Deidade.
Então, não enxergam irmãos, que nossa segurança seria um argumento para nos fazer cristãos? Que tenhamos viajado em um trem com segurança seria um argumento de que somos regenerados, porem eu jamais li nas Escrituras, “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, por que viajamos de Londres a Brigton sem nenhum problema duas vezes ao dia.” Jamais encontrei nenhum versículo que se pareça com isso – e, no entanto, se fosse certo que os piores pecadores sofrem os acidentes, se derivaria como um contraponto natural a essa proposição que os que não sofrem acidentes devem ser pessoas muito boas, e que noções farisaicas geramos e nutrimos dessa maneira.
Porem, eu não posso tolerar essa insensatez nem por um instante. Quando contemplo por um momento os pobres corpos mutilados dos que foram sacrificados tão inesperadamente, meus olhos se enchem de lágrimas, mas meu coração não se vangloria, nem meus lábios acusam – longe de mim tal expressão cheia de orgulho: “Deus, lhe dou graças porque não sou como os outros homens.” Não, não, não, esse não é o espírito de Cristo, nem o espírito do cristianismo. Ainda que possamos agradecer a Deus porque somos preservados, no entanto, podemos dizer: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos” (Lamentações 3:22), e devemos atribuir tal fato a Sua graça e unicamente a Sua graça. Porem, não podemos crer que havia algo melhor em nós, porque fomos preservados vivos estando a morte tão perto. É somente porque Ele teve misericórdia, sendo muito paciente para conosco, não querendo que pereçamos, mas sim que nos arrependamos, que nos preservou dessa maneira para que não desçamos á tumba, e nos manteve a vida preservando-nos da morte.
Logo, permitam-me comentar que a suposição contra a qual estou contendendo é muito cruel e dura. Pois se esse fosse o caso, que todas as pessoas que assim se encontram com a morte de uma maneira extraordinária e terrível são maiores pecadoras que as demais, isso não seria um duro golpe para os afligidos sobreviventes? E não é pouco generoso de nossa parte consentir nessa ideia, a menos que sejamos forçados a aceitá-la como uma terrível verdade, por razões que não podem ser respondidas?
Agora, eu os desafio a sussurrar ao ouvido da viúva. Vão a sua casa e digam-lhe: “seu esposo era pior pecador que o resto dos homens, por isso morreu.” Não possuem a suficiente brutalidade para isso. Um pequeno bebê inconsciente, que jamais havia pecado, ainda que, sem dúvida, um herdeiro da queda de Adão, é encontrado esmagado em meio dos escombros do acidente. Agora, pensem por um momento, qual seria a infame consequência da suposição que os que pereceram era piores que os outros. Teriam que supor que essa inconsciente criança era pior pecadora que muitos que habitam as guaridas da infâmia e cujas vidas são ainda respeitadas. Não percebem que a coisa é radicalmente falsa? E talvez eu pudesse mostra-lhes melhor a injustiça disso, lembrando-lhes que um dia poderia suceder com vocês.
Suponham que lhes toque encontrarem-se com uma inesperada morte desse tipo, estão anuentes a que se lhes corresponda a condenação sobre essa base? Um incidente assim pode ocorrer na casa de Deus. Permitam-me recordar o que ocorreu uma vez em que estávamos congregados – posso afirmar de coração puro que não nos reunimos com nenhum outro objetivo se não o de servir a Deus, e esse ministro não tinha nenhuma meta ao ir a esse lugar, exceto o de congregar a muitos que de outra maneira não teriam tido a oportunidade de escutar sua voz. E, no entanto houve funerais como resultado desse esforço santo (pois ainda declaramos que foi um esforço santo, e a benção de Deus o demonstrou). Houve mortes e mortes entre o povo de Deus – estive a ponto de dizer que estou contente que foi entre o povo de Deus mais que em noutros povos. Um tremendo terror apoderou-se da congregação, e o povo fugiu, e não enxergam que se os acidentes devem ser considerados como juízos, então é uma sã conclusão que nós estávamos pecando ao estar lá. Essa é uma insinuação que nossas consciências categoricamente repudiam.[5]
No entanto, se essa lógica fosse verdadeira, é tão certa contra nós como o é contra outros, e na medida em que vocês repeliriam com indignação a acusação que alguns foram feridos ou golpeados devido ao pecado, estando ali no Music Hall para adorar a Deus, o que rejeitam para vocês o rejeitem para outros, e não querem ser parte da acusação que é apresentada em contra os que foram destruídos durante as ultimas duas semanas, que pereceram por causa de qualquer grande pecado.
Aqui antecipo o clamor de pessoas prudentes e zelosas que temem pela arca de Deus, e a querem tocar com a mão e Uzá. “Bem,” dirá algum, “porem, nós não devemos falar assim, pois é uma superstição muito útil, pois haveria muitas pessoas que já não viajariam aos domingos devido ao acidente, e, portanto, devemos dizer-lhes, que os que pereceram, pereceram devido a que viajaram no domingo.”
Irmãos, eu não diria uma mentira para salvar uma alma, e isso seria dizer mentiras, pois não é verdade. Eu faria qualquer coisa para interromper o trabalho aos domingos e o pecado, mas não forjaria uma falsidade, ainda mesmo para conseguir isso. Essas pessoas poderiam ter falecido na segunda-feira igual como no domingo. Deus não dá uma imunidade especial a algum dia da semana, e os acidentes podem ocorrer em qualquer momento, e é somente uma fraude piedosa quando buscamos jogar assim com a superstição dos homens por causa de Cristo.
O sacerdote da Igreja Católica pode consistentemente usar um argumento assim, porem, um cristão honesto que crê que a religião de Cristo pode cuidar-se a si mesma sem necessidade de falar falsidades, desdenha fazer isso. Esses homens não pereceram porque viajaram num domingo. Que sirva de testemunha o fato de que outros pereceram em uma segunda-feira quando andavam, em missão de misericórdia.
Eu não sei por que razão ou por que motivo Deus enviou o acidente. Deus não queira que ofereçamos nossas próprias razões quando Ele não deu Sua razão, mas não nos é permitido converter a superstição dos homens em um instrumento para avançar a glória de Deus. Vocês sabem que entre os protestantes existem muitos fanatismos papais. Conheço pessoas que aprovam o batismo infantil argumentando: “Bem, não faz dano nenhum, e existem muitas boas intenções nele, e pode fazer muito bem, e ainda a confirmação pode resultar de benção para algumas pessoas, portanto não falemos contra isso.”
A mim não corresponde se esse tema faz dano ou não, tudo o que me importa é se é correto, se é Escriturístico, se é verdadeiro, e se a verdade é prejudicada, que é uma suposição que não podemos aceitar de nenhuma maneira, esse prejuízo não estará em nossa porta. Não temos outro dever que dizer a verdade, ainda que os céus caiam. Repito, qualquer avanço do Evangelho que se deva à superstição dos homens, é um avanço falso, e logo se voltará contra as pessoas que usam dessa arma não consagrada.
Nos possuímos uma religião que apela ao juízo do homem e ao sentido comum, e quando não podemos avançar com isso, eu não aceito que devamos prosseguir utilizando outros métodos - e irmãos, se existe alguma pessoa que queira endurecer seu coração e dizer: “pois bem, eu estou tão certo em um dia como em qualquer outro dia,” o que é muito certo, eu devo responder-lhe: “o pecado de que faça tal uso como o que faz de uma verdade deve jazer a sua porta, não na minha – porem, se eu pudesse evitar que viole o dia do descanso cristão, colocando-lhe frente a uma supersticiosa hipótese, não o faria, pois parece-me que ainda que o consiga manter afastado desse pecado por um pouco de tempo, muito pronto se converteria demasiado inteligente parta ser enganado por mim, e logo me chegaria a considerar como um sacerdote que julgou seus temores em vez de apelar a seu juízo.”
Oh, já é tempo que saibamos que nosso cristianismo não é uma coisa débil e temerosa, que apela aos pequenos temores supersticiosos de mentes ignorantes. É a algo valente, que ama a luz, e que não precisa de fraudes santas para sua defesa. Sim, crítico! Foca sua lanterna até nós, e que brilhe em nossos próprios olhos; nós não temos medo, a verdade é poderosa e pode prevalecer, e se não pode prevalecer à luz do dia, e não temos nenhum desejo de que o sol se ponha para dar a verdade uma oportunidade.
Eu creio que brotou muita infidelidade do desejo muito natural de alguns cristãos de aproveitar-se de erros comuns. “Oh”, disseram, “esse erro popular é muito bom, mantém o povo na posição correta – vamos o perpetuar esse erro, pois evidentemente faz muito bem.” E logo, quando o erro foi descoberto, os infiéis disseram: “Oh, agora vejam que esses cristãos foram descobertos em seus estratagemas.” Não tenhamos nenhum truque, irmãos – não falemos aos homens como se fossem crianças que podem ser amendrotados por histórias de fantasmas e de bruxas. O fato é que esse não é o tempo de retribuição, e é pior que inútil que nós ensinemos que o é.
E agora, por último (e já irei passar a outro ponto), por acaso vocês não percebem que essa suposição, que não é cristã nem Escriturística, que quando os homens se encontram inesperadamente com a morte, é resultado do pecado, rouba ao cristão um de seus argumentos mais nobres para a imortalidade da alma? Irmãos, nós afirmamos diariamente, com a Escritura como nossa garantia, que Deus é justo, e na medida em que Ele é justo, deve castigar o pecado, e premiar ao justo. Manifestamente Ele não o faz nesse mundo, e um mesmo evento ocorre a ambos: o homem justo é pobre igual que o mal, e morre repentinamente igual que o maior répobro. Muito bem, a conclusão é natural e clara, que deve existir um mundo contínuo no que essas coisas serão endireitadas.
Se há um Deus, Ele deve ser justo – e se Ele é justo, Ele deve castigar o pecado – e já que não o faz nesse mundo, deve existir outro estado em que os homens receberão a recompensa de suas obras – e os que semearem para a carne, da carne colherão corrupção, enquanto os que semearem para o Espírito, do Espírito colherão vida eterna. Se fizerem desse mundo o lugar de colher, lhe terão tirado o aguilhão ao pecado.
“Oh,” diz o pecador, “se as aflições que o homem suporta aqui é todo o castigo que terão, vamos pecar com voracidade.” Você responde-lhes, “não - esse não é o mundo do castigo, mas sim o mundo de prova – não é a corte da justiça, mas sim a terra de misericórdia; não é a prisão de terror, mas a casa de paciência;” e lhes terá aberto diante de seus olhos as portas do futuro; ter´s posto o trono do juízo diante de seus olhos; recordou-lhes: “Vinde, benditos,” e “Apartai-vos de mim, malditos;” assim, possui um fundamento mais a razoável e consequentemente mais Bíblico para apelar às suas consciências e corações.
Falei com a intenção de sufocar, na medida do possível, a ideia que está muito propagada entre os ímpios, que nós como cristãos sustentamos que cada calamidade é um juízo. Não é assim; nós não pensamos que aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de Siloé eram mais culpados que todos os homens que habitavam em Jerusalém.
II. Agora passamos a nosso segundo ponto. QUE USO, ENTÃO, DEVEMOS FAZER DESSA VOZ DE DEUS QUE É OUVIDA EM MEIO DOS AGUDOS GRITOS E GEMIDOS DOS MORIBUNDOS? Dois usos; primeiro, perguntas, e segundo, uma advertência.
A primeira pergunta que devemos fazer é a seguinte: “Por que não pode acontecer a mim que muito prontamente e inesperadamente seja eu cortado? Tenho eu um contrato de aluguel de minha vida? Tenho algum amparo especial que me garante que não atravessarei inesperadamente os portais da sepultura? Recebi um título de privilégio de longevidade? Fui coberto com uma armadura tal que sou invulnerável às flechas da morte? Por que não irei morrer?”
A segunda pergunta que deve sugerir é essa: “Não sou um grande pecador como esses que morreram? Não há em mim, sim, em mim mesmo, pecados contra o Senhor meu Deus? Se em pecados visíveis outros me superaram, acaso os pensamentos de meu coração não são malvados? Porventura a mesma lei que os amaldiçoa não amaldiçoa a mim também? Não perseverei em todas as coisas escritas no livro da Lei para que se cumprissem. É tão impossível que eu seja salvo por minhas obras como que eles o sejam. Não estou debaixo da lei, por natureza como eles o estão, e pela mesma não estou eu também debaixo de maldição, como eles o estão? Essa pergunta deve ser feita. Em vez de pensar em seus pecados, o quem me converteria um orgulhoso, devo pensar em meus próprios pecados, o que me converterá humilde. Em lugar de especular sua culpa, que é assunto que não é de minha responsabilidade, devo voltar meus olhos até meu interior, e considerar minha própria transgressão, pela qual devo responder pessoalmente diante do Deus Altíssimo.”
Logo, a seguinte pergunta é, “me arrependi de meu pecado? Eu não preciso ficar investigando se eles se arrependeram ou não: eu me arrependi? Posto que eu esteja exposto à mesma calamidade, estou preparado para enfrentá-la? senti, por meio do poder de convencimento do Espírito Santo, a negridão e a depravação de meu coração? Tenho sido guiado a confessar diante de Deus que eu mereço a Sua ira, e que Seu desagrado, se ele pousa sobre mim, será um justo pago? Odeio o pecado: Aprendi a aborrecê-lo? Apartei-me do pecado, por meio do Espírito Santo, como de um veneno mortal, e busco agora honrar a Cristo meu Senhor: Fui lavado em seu sangue: Reflito sua semelhança? Mostro seu caráter? Busco viver para Seu louvor? Pois, se não é assim, estou em grave perigo como eles estavam, e posso ser cortado tão depressa e repentinamente, e logo, onde estou? Eu não irei perguntar onde eles estão? E logo, de novo, em vez de estar espiando no futuro destino desses infelizes homens e mulheres, quando melhor seria nos perguntar sobre nosso destino e de nossa própria situação! –
“O que eu sou? minha alma, desperta
E faz uma analise imparcial.”
Estou preparado para morrer? Se as portas do inferno abrem-se agora, eu entraria ali? Se debaixo de mim se abrirem as bocas da morte, estou preparado com confiança para atravessá-las, não temendo o mal, porque Deus está comigo?” Esse é o uso correto que podemos fazer desses acidentes; essa é a maneira mais sábia de aplicar os juízos de Deus a nós mesmos e a nossa própria condição.
Oh senhores, Deus tem falado a cada homem em Londres durante as últimas duas semanas; Ele falou a mim, Ele falou a vocês, homens, mulheres e crianças. A voz de Deus há soado desde o escuro túnel Clayton: falou desde o poente do sol e a deslumbrante fogueira em redor do qual jazem os cadáveres de homens e mulheres, e Ele lhes disse, “Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do homem à hora que não imaginais. (Lucas 12:40)” Isso está tão dirigido a vocês, que eu espero que os levem a perguntarem-se: “Estou preparado, estou pronto? Estou disposto a enfrentar a meu Juiz e escutar a sentença pronunciada sobre minha alma?”
Quando tenhamos usado a voz de Deus para nos perguntar dessa maneira, permitam-me lembrar-lhes que devemos usá-la também como uma advertência. “Todos de igualmente perecereis.” “Não,” dirá alguém, “não igualmente. Não todos seremos esmagados; muitos de nós morreremos em nossas camas. Não todos morreremos queimados; muito de nós fecharemos tranquilamente nossos olhos.” Ai! Porem, o texto diz “todos de igual modo perecereis.” E deixem-me lembrar-lhes que alguns de vocês podem perecer de uma maneira idêntica. Não possuem nenhuma razão para crer que vocês não podem ser cortados inesperadamente, enquanto caminhem pelas ruas. Podem cair mortos enquanto comem; quantos não têm perecido com o cajado da vida em suas mãos! Estarão em sua cama, e sua cama subitamente se converterá em sua tumba. Vocês poderão ser fortes, sãos, robustos e quer seja por acidente, ou porque a circulação do sangue se detém, serão rapidamente levados diante de seu Deus. Oh! Que a morte inesperada seja para vocês glória súbita!
Porem pode ocorrer a algum de nós que, da mesma maneira surpreendente em que outros morrerem, morreremos assim também. Faz só um pouco de tempo, nos Estados Unidos, um irmão, enquanto pregava a Palavra, entregou seu corpo e seu cargo simultâneamente. Vocês lembram da morte do Dr. Beaumont, quem, enquanto proclamava o Evangelho de Cristo, fechou seus olhos ao mundo. E eu recordo a morte de um ministro nesse pais, que acabava de pronunciar esse verso –
“Pai, eu anelo, eu anseio ver
O lugar de Tua habitação;
Eu quero deixar teus átrios terrenos e fugir
Até Tua casa, meu Deus”
- E então agradou a Deus conceder-lhe o desejo de seu coração, e apareceu diante do Rei em Sua beleza. Não poderia uma morte imprevista como essa suceder a vocês e a mim mesmo?
Porem, é muito certo que, venha a morte de maneira que venha, há alguns quantos aspectos na que virá aos justos da mesma maneira como veio aos que sofreram esses acidentes. Em primeiro lugar, virá, com toda certeza. Eles não teriam tido possibilidade de escapar do perseguidor, não importa qual rápido viajassem. Eles não teriam tido a chance de escapar da seta, não importando a que lugar houvessem ido, escondendo-se de casa em casa, quando seu tempo lhes chegou. E nós pereceremos assim.
Com a mesma certeza, tão certo como a morte colocou seu selo sobre os cadáveres que agora estão cobertos de terra, com a mesma certeza porá seu selo sobre nós (a menos que o Senhor venha antes), pois “aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo (Hebreus 9:27)” Não existe exoneração nesse caminho; não existe escape por nenhum atalho para nenhum individuo; não existe nenhuma ponte sobre o rio; não há nenhuma nave na que possamos passar esse Jordão sem molharmos nossos pés.
Para suas geladas profundidades, oh rio, cada um de nós deve descer – em sua fria corrente nosso sangue deve congelar-se – e debaixo de suas espumosas ondas nossa cabeça deve submergir! Nós também devemos morrer com certeza. “Trilhado” você diz, “e cheio de lugares comuns;” e a morte é um lugar comum, mas que só nos ocorre uma vez. Que Deus nos conceda que essa única vez que morreremos possa estar perpétuamente em nossas mentes, até que morramos diariamente, e assim não nos resulte ser um trabalho difícil morrer ao final.
Bem, então, como a morte chega a eles e a nós com certeza, assim virá tanto a eles como a nós poderosa e irresistivelmente. Quando a morte os surpreendeu que ajuda tiveram então? Um casebre de papelão de uma criança não poderia ser tão facilmente esmagado que esses pesados vagões? O que podiam fazer para ajudarem uns aos outros? Eles iam sentados uns juntos a outros, conversando. Escutou-se um grito, e antes que houvessem gritado segunda vez, foram esmagados e destroçados. O esposo trata de resgatar dos escombros sua esposa, porem as pesadas tábuas de madeira cobriram seu corpo; ao fim só pode encontra sua pobre cabeça, e ela está morta, e ele senta-se junto a ela embargado pela tristeza, e coloca sua mão em seu rosto, até que se torna frio como uma pedra; e ainda que tenha visto a um e outro que tenha sido resgatado com os ossos quebrados ao meio da massa de escombros, ele têm que deixar o corpo de sua esposa ali.
Ai! Seus filhos ficaram sem mãe, e ele perdeu a companheira de seu coração. Eles não puderam resistir; eles poderiam fazer o que quisessem, porem, tão logo chegou o momento, seguiram adiante, e o resultado foi a morte e ossos quebrados. O mesmo sucederá com vocês e comigo – podem subornar o médico com os honorários mais altos, porem, ele não poderia colocar sangue fresco em suas veias[6] – podem pagar-lhe grandes quantidades de ouro, mas ele não poderia conseguir que o pulso desse outro bramido. Oh, Morte, irresistível conquistadora de homens, não há ninguém que possa prevalecer contra ti; sua palavra é lei, sua vontade é destino! Assim virá a nós como chegou a eles; virá com poder, e nenhum de nós poderá resistir a ela.
Quando a morte chegou-lhes, veio instantaneamente, sem aceitar demoras. Assim virá a nós. Poderíamos ter um aviso mais antecipado do que eles, porem quando chegue a hora, não haverá forma de adiá-la. Encolhe seus pés na cama, oh, patriarca, pois deve morrer e não vai viver! Dá o último beijo em sua esposa, veterano soldado da cruz; coloca suas mãos sobre a cabeça de seus filhos, e dá-lhes a benção do moribundo, pois todas suas orações não podem alargar sua vida, e todas as lágrimas não podem agregar nem uma só gota ao poço seco de seu ser.
Você deve ir, o Senhor manda por você, e Ele não suporta atrasos. Não, ainda que sua família esteja disposta a sacrificar suas vidas para lhe comprar uma hora de trégua, isso não pode ser. Ainda que uma nação seja holocausto, um sacrifício voluntário, para dar a seu soberano outra semana adicional a seu reino, não se pode conseguir tal coisa. Ainda que a congregação inteira consinta voluntariamente em recorrer as escuras abóbadas da tumba para salvar a vida de seu pastor, por mais outro ano, não se pode alcançar esse intento. A morte não aceita atraso – e o tempo chegou, e o relógio soou, a areia da ampulheta consumiu-se, e tão certamente como eles morreram quando chegou-lhes seu tempo, no campo inesperadamente, assim certamente nós devemos morrer.
Logo, novamente, recordemos que a morte chegará a nos como chegou a eles, com terrores. Não com o estrondo de madeiras quebradas, talvez, nem com a escuridão de um túnel, não com o vapor e a fumaça, não com os gritos das mulheres e os gemidos dos moribundos, mas, no entanto, com terrores. Pois se encontrar com a morte onde quer que seja, se não estamos em Cristo, e se a vara o cajado do pastor não nos infundem alento, deve ser uma coisa terrível e tremenda.
Sim, oh, pecador, com suaves almofadas debaixo de sua cabeça, e o terno braço de sua esposa para te sustentar, e uma doce mão para limpar seu frio suor, em seu corpo encontrará que é um terrível trabalho enfrentar o monstro e sentir seu aguilhão, e entrar em seus espantosos domínios. É um terrível trabalho em qualquer instante, mesmo sob as melhores e mais propícias circunstâncias, que um homem morra sem preparação.
E agora quisera eu enviar-lhes de volta para casa com um pensamento que fique gravado em sua memória: nós somos criaturas moribundas, não criaturas viventes, e logo nos teremos ido. Talvez, estando eu de pé aqui, e falando rudemente dessas coisas misteriosas, pronto se estendera essa mão e cerrará minha boca que balbucia com tão gaguejante esforço; o poder supremo, oh Rei eterno, venha quando querias, oh! Porem, nunca venha em uma hora desperdiçada – que me encontres em elevada meditação, cantando hinos a meu grandioso Criador: fazendo obras de misericórdia os pobres e aos necessitados, ou carregando em meus braços aos pobres e necessitados do rebanho; ou consolando o desconsolado, ou tocando o sonido da trombeta do Evangelho aos ouvidos das almas surdas que estão perecendo.
Então, vem quando Tu querias; se Tu estás comigo em vida, não temeria encontra a Ti na morte: mas, oh, que minha alma esteja preparada com seu vestido de bodas, com sua lâmpada preparada e sua luz acesa, pronta para ver a seu Senhor e entra no gozo de seu Deus!
Almas, vocês conhecem o caminho de salvação; o escutaram frequentemente, porem, ouçam de novo: “O que crê no Senhor Jesus, têm a vida eterna.” “O que crer e for batizado, será salvo; mas o que não crer, será condenado.” “Crê em teu coração e confessa com sua boca.” Que o Espírito Santo lhes dê graça para fazer ambas as coisas, e tendo feito, possam dizer –
“Vêm, morte, com uma congregação celeste,
Para levar a minha alma.”
NOTA: Davi Livingstone, o famoso explorador e missionário, levou em seu bolso uma cópia desse sermão, em suas viagens por toda a África. Ele tinha escrito na margem superior da impressão desse sermão o comentário: “Muito bom. D.L” Quando da morte do missionário, essa mesma copia foi entregue ao próprio Spurgeon, que a guardou durante toda sua vida como um tesouro. Hoje em dia, essa copia pode ser vista exposta no Spurgeon’s College, em Londres.
NOTAS EXPLICATIVAS
[1] Referência ao acidente do Túnel Clayton, que ocorreu, 25 de agosto de 1861, cinco milhas a partir de Brighton, na costa sul da Inglaterra, e foi o pior acidente do sistema ferroviário britânico da época. Um trem de passeio bateu em outro que estava parado no túnel, no domingo, matando 23 e ferindo 176 passageiros
[2] Segundo Eric Hayden, pastor do Tabernáculo Metropolitano na década de 60 em “Feitos Notáveis”, é ”uma referência a um acidente ocorrido em Setembro ocorreu outro desastre ferroviário quando um grupo de passageiros viajava à costa sul”
[3] Provável referência ao acidente  da estação de Kentish Town ,ocorrido em 02 de setembro de 1861, em Londres ,onde  16 pessoas foram mortas e 317 feridas, quando um trem de passeio operado pela Ferrovia Norte de Londres colidiu com um trem de carga operado pela London e North Western Railway (WIKIPÉDIA)
[4] O navio “John Williams” era um navio missionário sob o comando do capitão Robert Clark Morgan (1798-1864) e de propriedade da Sociedade Missionária de Londres. Foi nomeado em homenagem ao missionário John Williams (1796-1839), que trabalhou ativamente no Pacífico sul. (FONTE: Wikipédia)
[5] A referência do incidente é sobre o que ocorreu no Surrey Garden Musci Hall em 1856, quando o salão foi alugado para congregar as multidões que iam ouvir Spurgeon nos serviços dominicais, e devido a reformas em New Park Street e a impossibilidade de se alugar o Exerter Hall, se levou adiante o arrendamento temporário do Salão com capacidade para 10.000 pessoas. Na primeira noite de serviços, um tumulto provocado por bardeneiros com falsos avisos de incêndio provocaram uma correria tal que levou a 23 feridos e 7 mortos. (N.d.T)
[6] Não deve se levar em conta aqui as modernas transfusões de sangue (N.d.T)
FONTE:
Traduzido do espanhol Accidentes, No Castigos, tradução de Allan Román, com autorização e permissão deste para o português para o Projeto Spurgeon , de http://www.spurgeon.com.mx/
Orem diariamente pelos irmãos Allan Roman e Thomas Montgomery, da Cidade do México para o sucesso dessa obra em espanhol
Todo direito de tradução protegido por lei internacional de domínio público
Sermão nº 408—Volume 7 do Metropolitan Tabernacle Pulpit
ORIGINAL: Accidents, Not Punishments

Tradução: Armando Marcos Pinto

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Homossexualidade / Homossexualismo

http://www.jesusvoltara.com.br/info/homossexualismo.htm                  
Que diz a Bíblia sobre a homossexualidade? A Bíblia diz em Romanos 1:26-27 “Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.”
É a homossexualidade um pecado? A Bíblia diz em Levítico 18:22 “Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; é abominação.”
Pode uma pessoa que pratica a homossexualidade ir para o céu? A Bíblia diz em 1 Coríntios 6:9 “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas.”
Como todos os pecadores, aqueles que praticam a homossexualidade devem se arrepender. A Bíblia diz em 1 Timóteo 1:10-11 “Para os devassos, os sodomitas, os roubadores de homens, os mentirosos, os perjuros, e para tudo que for contrário à sã doutrina, segundo o evangelho da glória do Deus bendito, que me foi confiado.”
Devemos abandonar qualquer ação de pecado e necessitamos o perdão de Deus. A Bíblia diz em 1 Coríntios 6:11 “E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
Há esperança para aquele que pratica a homossexualidade. A Bíblia diz em 1 Coríntios 10:13 “Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar.”
Se você estás praticando a homossexualidade, que deve fazer?
Primeiro, reconhecer o seu pecado. A Bíblia diz em Salmos 51:2-4 “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.”
Segundo, pedir que o seu pecado seja perdoado. Deus diz que pode começar uma vida nova. A Bíblia diz em Salmos 51:7-12 “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que se regozijem os ossos que esmagaste. Esconde o teu rosto dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável. Não me lances fora da tua presença, e não retire de mim o teu santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.”
Terceiro, acreditar que Deus lhe perdoou deveras e parar de se sentir culpado. A Bíblia diz em Salmos 32:1-6 “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui a iniqüidade, e em cujo espírito não há dolo. Enquanto guardei silêncio, consumiram-se os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha iniqüidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Pelo que todo aquele é piedoso ore a ti, a tempo de te poder achar; no trasbordar de muitas águas, estas e ele não chegarão.”