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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

LIVRO DE ÊXODO

 
Capítulos: introdução(00), 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 08, 09, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 40, Introdução da Bíblia.
AUTOR E PERSONAGEM CENTRAL: Moisés, comumente aceito.
TEMA PRINCIPAL: A história de Israel desde a morte de José até a construção do tabernáculo.
PENSAMENTO CHAVE: Libertação.
SINOPSE: Quatro períodos da história de Israel.
I. O período do cativeiro.
(1) A opressão do Egito, 1:7-22.
(2) Eventos dos primeiros anos da vida de Moisés.
(a) Seu nascimento e adoção, 2:1-10.
(b) Sua intenção de ajudar os irmãos, 2:11-14.
(c) Sua fuga para Midiã, 2:15.
(d) Seu casamento, 2:21. (Passam quarenta anos), At 7:30.
II. O período da Libertação.
(a) A chamada de Moisés na sarça ardente, 3:1-10.
(b) Sua comissão e capacitação divina, 3:12-22;4:1-9.
(c) Suas desculpas, 3:11;4:10-13.
(d) Arão se associa com Moisés e ambos pedem a Faraó a libertação de Israel, 4:27-31;5:1-3.
(e) A escravidão ficou mais severa, 5:5-23.
(f) Instruções divinas a Moisés e a Arão, caps. 6-7.
(g) A contenda com Faraó e a inflição das dez pragas, caps. 7-11.
(h) A páscoa, cap. 12.
III. O Período da disciplina.
(a) O êxodo, 12:31-51.
(b) As experiências no caminho até o Monte Sinai, caps. 13-18.
IV. O período da Legislação e da organização.
(a) A chegada ao Sinai, 19:1-2.
(b) A aparição do Senhor no Monte, caps. 19.
(c) A promulgação dos dez mandamentos, cap. 20.
(d) Proclamação de outras leis, caps. 21-24.
(e) Orientação acerca da edificação do tabernáculo, caps. 25-27.
(f) A designação do sumo sacerdote, cap. 28.
(g) A adoração do bezerro de ouro, cap. 32.
(h) A preparação e a construção do tabernáculo, caps. 35-40.
A PEREGRINAÇÄO DE ISRAEL COMO UM TIPO DA VIDA CRISTÄ.
A escravidão no Egito. Um tipo da escravidão do pecado.
Moisés como libertador. Um tipo de Cristo.
O êxodo. Um tipo de abandono da vida de pecado.
O cordeiro da páscoa. Um tipo de Cristo, o cordeiro de Deus.
A perseguição de Israel por parte de Faraó, 14:8-9. um tipo das forças do mal que perseguem aos crentes.
A divisão do mar Vermelho, 14:21. Parte dos impedimentos é removida.
A coluna de nuvem e fogo, 14:19-20. Um tipo da presença divina com os crentes.
O cântico de Moisés,15:1-19. Um tipo dos cânticos de vitória espiritual.
A multidão mista, 12:38. Um tipo da gente mundana na igreja.
Mara e Elim,15:23-27. Um tipo das experiências amargas e doces da vida espiritual.
As panelas de carne, 16:3. Um tipo dos prazeres sensuais da vida passada.
O maná, 16:4. Um tipo de Cristo, o Pão da Vida.
A água da rocha, 17:6. Um tipo de Cristo, a Água da Vida, 1Co 10:4.
Sustentar erguidas as mãos de Moisés, 17:12. Um tipo da necessidade da cooperação entre líderes.
Na estrutura do tabernáculo - seus utensílios, suas ordenanças, as vestes sacerdotais, a arca da aliança, etc. - estão muitos tipos de Cristo e da igreja.

Capítulos: introdução(00), 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 08, 09, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 40, Introdução da Bíblia.

O livro de Genesis


Autor: Moisés, comumente aceito.

O LIVRO DAS ORIGENS

É um registro da origem do nosso Universo, do gênero humano, do pecado, da redenção, da vida em família, da corrupção da sociedade, das nações, dos diferentes idiomas, da raça hebraica, etc.

Os primeiros capítulos do livro têm estado continuamente sob fogo da crítica moderna, mas os fatos que apresentam, quando corretamente interpretados e entendidos, jamais têm sido negados.

Não é propósito do autor de Gênesis dar um relato detalhado da criação. Ele dedica somente um capítulo a esse tema (só um esboço contendo alguns fatos fundamentais), enquanto dedica trinta e oito capítulos à história do povo escolhido.

TEMA PRINCIPAL. O pecado do homem e os passos iniciais destinados à sua redenção, mediante uma aliança divina feita com uma raça escolhida, cuja história primitiva ali se descreve.

PALAVRA CHAVE. Começo

PRIMEIRA PROMESSA MESSIÂNICA, 3.15

SINOPSE

I. A história da criação

(a) Do nosso Universo, 1:1-25

(b) Do homem, 1:26-31; 2:18-24

II. A história do homem primitivo

(a) A tentação e a queda, a personalidade e o caráter do tentador, o castigo do pecado, e a promessa do Redentor vindouro, cap. 3.

(b) A história de Caim e Abel, cap. 4

(c) A genealogia e morte dos patriarcas, cap. 5

(d) Os sucessos relacionados com o dilúvio, caps. 6-8

(e) A aliança do arco-íris e o pecado de Noé, cap. 9

(f) Os descendentes de Noé , cap. 10

(g) A confusão da língua em Babel, cap. 11

III. A história do povo escolhido

(1) A vida de Abraão

(a) Seu chamado divino, cap. 12

(b) A história de Abraão e Ló, caps. 13-14

(c) As revelações divinas e as promessas a Abraão, particularmente a promessa de um filho, da posse da Terra Santa, e de uma grande posteridade, caps. 15-17.

(d) Sua intercessão em favor das cidades da planície, e a destruição delas, caps. 18-19

(e) Sua vida em Gerar, e o cumprimento da promessa de um filho no nascimento de Isaque, caps. 20-21

(f) A prova da sua obediência por ocasião da ordem divina de sacrificar a Isaque, cap. 22

(2) A vida de Isaque

(a) Seu nascimento, 21.3

(b) Seu casamento, cap. 24

(c) O nascimento de seus filhos Jacó e Esaú, 25:20-26

(d) Seus últimos anos, caps. 26-27

(3) A vida de Jacó

(a) Sua astúcia para adquirir o direito de primogenitura 27:1-29

(b) Sua visão da escada celestial, 28:10-22

(c) Os incidentes relacionados com o seu matrimônio e sua vida em Padã-Arã, caps. 29-31

(4) A vida de Esaú

(5) A vida de José, os últimos dias de Jacó, e a descida ao Egito da família escolhida, caps. 37-50

NOME PREEMINENTES RELACIONADOS:

Adão e Eva, Caim e Abel

Abraão e Ló, Isaque e Ismael,

Esaú e Jacó, José e seus filhos.

CINCO GRANDES PERSONAGENS ESPIRITUAIS

(1) Enoque, o homem que "caminhou com Deus"

(2) Noé, o construtor da arca

(3) Abraão, o pai dos fiéis

(4) Jacó, o homem cuja vida foi transformada pela oração

(5) José, o filho de Jacó, que de escravo se tornou em governador do Egito.

A LIÇÃO DAS IDADES. A Bíblia começa com a humanidade arruinada:

- O paraíso Perdido, cap. 3.

- A instituição do plano de salvação, cap. 3.

- A Bíblia termina com a promessa cumprida: o paraíso. Recuperado.

Capítulos: introdução(00), 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 08, 09, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, Introdução da Bíblia.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

REGRA FUNDAMENTAL “A ESCRITURA INTERPRETA A ESCRITURA”


O primeiro interprete da Palavra de Deus foi o Diabo, lá no Jardim do Edém (Gn 3), que atribui a palavra divina um sentido que ela não tinha, falseando astuciosamente a verdade. Mais tarde o mesmo inimigo falseia o sentido da Palavra escrita, truncando-a, ou seja, citando a parte que lhe convinha e omitindo a outra (Mt 4).

Conscientes ou inconscientemente, muita gente tem imitado Satanás, interpretando a Bíblia de maneira totalmente equivocada. Esses tipos de interpretação tem como resultado grandes desgraças e catástrofes, exemplo: a Inquisição. Por isso a primeira e correta regra de interpretação bíblica deve ser: “a Bíblia interpreta a própria Bíblia”.

Ignorando ou violando esse princípio simples e racional temos encontrado suposto apoio nas Escrituras para muitos e nefastos erros. Fixando-se em palavras e versículos “arrancados” de seu conjunto ou contexto e não permitindo à Escritura explicar-se a si mesma, os judeus encontraram nela um apoio fictício para rejeitar a Cristo. Procedendo da mesma maneira, os papistas encontraram aparente apoio na Bíblia para os erros do papado e das matanças e torturas orquestradas pela Inquisição. Atuando assim, os espíritas pensam achar aparente apoio para sua errônea reencarnação; os russelitas para seus erros blasfemos. Se todos tivessem a sensatez de permitir que a Bíblia se explicasse a si mesma evitariam graves e desastrosos erros.

Por causa desse abuso aqui apontado, dize-se que na Bíblia se encontra apoio para muitas doutrinas totalmente erradas. Isso tudo é causado pela má vontade, a preguiça em estudá-la, o apego a ideias falsas e mundanas e a ignorância de toda regra de interpretação.

A primeira e fundamental regra da correta interpretação bíblica deve ser aquela que diz: a Escritura explicada pela Escritura. Cada escritor das Escrituras tinha seu estilo próprio, segundo a revelação que lhes era dada pelo Espírito Santo. Não é de admirar que se utilizasse de uma linguagem apropriada à ocasião, à sua formação. Dessa forma, para se obter o sentido completo das Escrituras não se pode desprezar o estudo do contexto, da gramática, das palavras e das passagens paralelas. Por isso a importância de recorrermos ao Estudo Bíblico do livro para o conhecimento do ambiente e da formação do escritor.

Não podemos menosprezar o abismo cultural resultante de significativas diferenças entre cultura dos antigos hebreus e a nossa. Devemos lembrar-nos que a Palavra de Deus foi originada de modo histórico e, por isso só pode ser entendida à luz da história. Cada um de nós vê a realidade através de olhos condicionados pela cultura e por uma variedade de outras experiências.

O pressuposto fundamental da teoria da hermenêutica é: “o significado de um texto deve ser aquele que o autor tinha em mente e não aquele que o leitor deseja impor-lhe”. O Senhor Jesus nos exorta a examinar as Escrituras para encontrarmos nela a verdade, e não interpretá-la para estabelecermos a verdade segundo a vontade do homem.

ANALISAR O TEXTO DENTRO DE TODO O SEU CONTEXTO

Num texto ou em uma sequencia de textos, o contexto é constituído pela sequencia de parágrafos ou blocos que precedem e se seguem imediatamente ao texto, e que podem de uma forma ou de outra, quando suprimidos, não revelar os seus desígnios.

Na Bíblia, assim como em toda boa literatura, devemos ter uma compreensão do todo a fim de apreciar e entender as partes. Nunca devemos tratar um livro da Bíblia como uma coleção de passagens isoladas. São histórias, poemas e cartas conectadas.

De acordo com Esdras Bentho, autor do livro: “Hermenêutica Fácil e Descomplicada”, o exame do contexto é importante por três motivos:

1- As palavras, as locuções e as frases podem assumir sentidos amplos;

2- Os pensamentos normalmente são expressos por sequencia de palavras e frases.

3- Desconsiderar o contexto acarreta interpretações falsas, além de se constituir uma eixegese.

TOMAR O TEXTO EM SEU SENTIDO USUAL E ORDINÁRIO

Os escritores das Sagradas Escrituras escreveram de modo que todos entendessem seus escritos. Para que isso fosse possível, valeram-se de palavras conhecidas e entendidas pelo povo em geral. Devido ao ambiente que viviam, bem como à cultura da sua época, fizeram uso abundante de várias figuras de linguagem, como a retórica, símiles, parábolas, etc. Além disso, ocorrem expressões peculiares do idioma hebreu, chamados hebraísmos. Precisamos ter consciência de tudo isso para podermos determinar qual é o verdadeiro sentido usual e comum das palavras e frases das Escrituras que chegaram até nós. Averiguar e determinar qual é o sentido usual e ordinário deve constituir, portanto, o primeiro cuidado da interpretação ou correta compreensão das Escrituras.

LEVAR EM CONTA A INTENÇÃO DO AUTOR

A Bíblia tem um lado humano, e assim nos encoraja como também nos desafia a interpretá-la. Ao falar através de pessoas reais, numa variedade de circunstâncias, por um período de 1500 anos, a Palavra de Deus foi expressa no vocabulário e nos padrões de pensamento daquelas pessoas, e condicionadas pela cultura daqueles tempos e circunstâncias. Por estarmos distantes deles no tempo, e às vezes no pensamento, precisamos aprender a interpretar a Bíblia levando em conta a intenção do autor humano.

LEVAR EM CONTA O ESTILO LITERÁRIO

Deus, para comunicar sua Palavra para os homens, escolheu fazer uso de quase todo tipo de comunicação disponível: história em narrativa, as genealogias, as crônicas, leis de todos os tipos, poesias de todos os tipos, provérbios, oráculos proféticos, enigmas, drama, esboços biográficos, parábolas, cartas, sermões e apocalipses, ou seja, a Bíblia contém uma riqueza infindável de estilos literários.

Quando conhecemos o estilo da literatura que estamos lendo, podemos entendê-la melhor. Lemos história com uma postura diferente de quando lemos uma poesia. Gêneros diferentes evocam expectativas e estratégias de interpretação diferentes.

LEVAR EM CONTA A BÍBLIA COMO UM TODO

A leitura da Bíblia enquanto Palavra de Deus pressupõe a fé na revelação e a disponibilidade em acolher tal Palavra como diretiva para interpretar e organizar a própria vida. Ler as Escrituras à luz de toda a mensagem bíblica, o completo consenso divino, não apenas nos previne de interpretações errôneas como também nos proporciona um entendimento mais profundo da Palavra de Deus.

Apesar de muitos autores humanos terem contribuído para escrever a Bíblia, Deus é o seu Autor último. E ao mesmo tempo em que a Bíblia é uma coleção de muitos livros, ela também é um só livro. A Bíblia contém muitas histórias, mas todas elas contribuem para uma única história. Consequentemente, devemos ler uma passagem, ou até mesmo um livro da Bíblia, no contexto do corpo do ensino e doutrina que flui da história completa da revelação progressiva da Palavra de Deus.

LEVAR EM CONTA O CONTEXTO HISTÓRICO

A compreensão dos textos bíblicos deve levar em conta as características dos textos. Antes de tudo, são livros que provem de um passado distante. O texto está distante do leitor pela língua e pela lógica interna, e também enquanto proveniente de um contexto histórico muito diferente. O leitor de hoje encontra-se numa situação diferente de compreensão, vive em condições de vida e dispõe de uma mentalidade diferente em relação aos primeiros leitores do texto. Tais distâncias temporais e culturais podem obstacular a compreensão. A leitura dos textos sob o aspecto histórico investiga o enraizamento de um texto na realidade histórica, ou seja, busca colocar às claras a relação entre o texto e o evento narrado.

A VISÃO DOS REFORMADORES

Os reformadores criam na Bíblia como sendo a Palavra inspirada de Deus. Mas, por mais que fosse sua concepção de inspiração, concebiam-na como orgânica ao invés de mecânica. Em certos particulares revelaram até mesmo uma liberdade notável ao lidar com as Escrituras. Ao mesmo tempo consideravam a Bíblia como a autoridade suprema e como côrte final de apoio em disputas teológicas. Em oposição à infalibilidade da Igreja, colocaram a infalibilidade da Bíblia. Sua posição é perfeitamente evidenciada na declaração que: a Igreja não determina o que a Escritura ensina, mas a Escritura determina o que a Igreja deve ensinar. O caráter essencial de sua exegese era o resultado de dois princípios fundamentais:

1) A Escritura interpreta a Escritura;

2) Todo o entendimento e exposição da Escritura deve estar em conformidade com a analogia da fé. Isto é, o sentido uniforme da Escritura.

- Lutero. Ele prestou à nação alemã um grande serviço ao traduzir a Bíblia para o vernáculo alemão. Também se empenhou no trabalho de exposição, embora somente em uma extensão limitada. Suas regras hermenêuticas eram melhores que sua exegese. Embora não desejasse reconhecer nada além do sentido literal e falasse desdenhosamente da interpretação alegórica, não se afastou inteiramente do método desprezado. Defendeu o direito do julgamento particular; enfatizou a necessidade de se levar em consideração o contexto e as circunstâncias históricas; exigia fé e discernimento espiritual do intérprete; e desejava encontrar Cristo em todas as partes da Escritura.

- Melanchthon. Foi a mão direita de Lutero e seu superior em erudição. Seu grande talento e conhecimento extensivo, também de grego e hebraico, estavam bem adaptados para transformá-lo em um intérprete admirável. Em sua obra exegética, procedia segundo os princípios sadios de que:

a) Escritura deve ser entendida gramaticalmente antes de ser entendida teologicamente;

b) A Escritura tem apenas um sentido claro e simples.

- Calvino. Foi por consenso, o maior exegeta da Reforma. Suas exposições cobrem quase todos os livros da Bíblia, e o valor delas ainda é reconhecido. Os princípios fundamentais de Lutero e Melanchthon também foram os seus, e ele os superou ao conciliar sua prática com sua teoria. Viu no método alegórico, um artifício de Satanás para obscurecer o sentido das Escrituras. Acreditava firmemente no significado simbólico de muito o que se encontrava no Antigo Testamento, mas não compartilhava da opinião de Lutero de que Cristo deveria ser encontrado em todas as partes da Escritura. Além disso, reduziu o número de Salmos que poderiam ser reconhecidos como messiânicos. Insistiu no fato de que os profetas deveriam ser interpretados à luz das circunstâncias históricas. Como ele via, a excelência primeira de um expositor consistia de uma brevidade lúcida. Além disso, considerava que “a primeira função de um intérprete é deixar o autor dizer o que ele diz, ao invés de atribuir a ele o que pensamos que ele deveria dizer”.

- Os católicos romanos. Esses não fizeram nenhum progresso exegético durante o período da Reforma. Não admitiam o direito de julgamento particular e defendiam em oposição aos protestantes, a posição de que a Bíblia deve ser interpretada em harmonia com a tradição. O Concílio de Trento enfatizou:

a) Que a autoridade da tradição eclesiástica devia ser mantida;

b) Que a autoridade suprema tinha de ser atribuída à Vulgata;

c) Que era preciso harmonizar a própria interpretação com a autoridade da igreja e do consenso unânime dos Pais da igreja.

 

Onde esses princípios prevalecem, o desenvolvimento exegético sofreu uma parada repentina.

 

 

OBADIAS

O livro de Obadias é o quarto dos profetas menores, e contém apenas um capítulo em que prediz a destruição de Edom (9), dando como causa a mortandade e o agravo feito a seu irmão Jacó (11). É o livro mais curto do Antigo Testamento.

 AUTOR

É atribuído ao profeta Obadias, seu nome significa “servo ou adorador do Senhor”. É um nome bíblico comum, atribuído a mais de uma dezena de personagens no Antigo Testamento. Obadias é contemporâneo do profeta Jeremias. A profecia dele é a mesma de Jeremias 49.7-22

 DATA

O período que o livro foi escrito não pode ser determinado com certeza. Apesar de que alguns eruditos conservadores atribuem a profecia algum tempo antes da queda de Jerusalém (586 a.C.), a destruição da cidade, apresentada nos versículos 11 a 14, mais apropriadamente cabe dentro da destruição ordenada por Nabucodonosor, da qual sabemos que os edomitas participaram (Sl 137.7; Lm 4.21).

 

O oráculo de Obadias foi datado de diversos períodos que variam entre 850 e 400 a.C. A data pode ser determinada pela suposição de que os versículos 11-14 se referem a um período específico na história da interação israelita com a nação de Edom. Os dois acontecimentos mais prováveis são:

1 – O ataque a Jerusalém pelos filisteus e árabes, por volta de 844 a.C., durante e reinado de Jorão (2Cr 21.16-17);

2 – A destruição de Jerusalém pelos babilônios em 587 a.C. (2Rs 25.1-12). Situar Obadias após a queda de Jerusalém parece ser a opção mais favorável, já que a conquista total da cidade descrita no versículo 11 é mais bem explicada pela invasão de Nabucodonosor com o cerco e a pilhagem da capital de Judá. Nesse caso Obadias então seria da época de Jeremias.

 A correspondência existente entre Obadias 1-9 e Jeremias 49.7-22 levou muitos a cogitar algum tipo de interdependência entre esses profetas, mas é possível que ambos tenham usado uma fonte comum que hoje desconhecemos.

 EDOM

A luta entre Israel e Edom (Esaú) datava do início do seu nascimento; “Os filhos lutavam no ventre dela”, (Gn 25.22). Esaú, depois de vender a Jacó o seu direito de primogenitura, desprezava não somente esse direito, mas houve grande inimizade entre os dois irmãos. Jacó teve de fugir para salvar sua vida. Deus mandara que Israel não aborrecesse seu irmão, Edom (Dt 23.7). Mas quando Nabucodonosor conquistou Jerusalém, os edomitas participaram cruelmente, no despojo e massacre (11). Assim seu cálice de iniquidade transbordava e Deus, por intermédio de Obadias, sentenciou a nação a ser exterminada. Depois da restauração de Israel, Ciro massacrou milhares deles. Foram esmagados pelos judeus nos tempos dos Macabeus. Herodes, era edomita (idumeu). Depós da destruição de Jerusalém em 70 a.C., os idumeus desapareceram da história do mundo.

 CONTEXTO

Edom, a nação que descendia de Esaú, sempre se mostrou antagônica para com Israel, a despeito de serem irmãos. Muitos profetas receberam a incumbência de entregar mensagens de condenação contra Edom (Amós, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Malaquias), que frequentemente chamavam a atenção para a atitude de autossuficiência e orgulho de Edom, como raiz de seu pecado.

 A nação de Edom situava-se nos planaltos e desfiladeiros de arenito na extremidade sudeste do mar Morto, desde o riacho de Zerede até o norte do golfo de Ácaba ao sul. Havia forte organização tribal em Edom desde os tempos patriarcais (Gn 36.1-30). Os edomitas passaram para a forma de governo monárquico antes que Israel saísse do Egito. Quando o povo de Jacó em peregrinação para Canaã pediu que lhe fosse concedido o direito de atravessar as terras de Edom, eles negaram e os ameaçaram com uma demonstração de força (Nm 20.14-21; 21.4).

 Depois desse episódio, Edom e Israel coexistiram pacificamente até o reinado de Saul e Davi (1Sm 14.47; 2Sm 8.13,14). Judá controlou Edom durante o reinado de Jorão (853-841 a.C.), quando os edomitas se rebelaram e conseguiram sua independência (2Rs 8.20-22). Invasões posteriores a Edom pelos reis judeus Amazias e Uzias (2Rs 17.7; 14.22), foram limitadas e resultaram apenas no controle temporário de parte do território edomita.

 Em 597 a.C., o controle do Neguebe foi tirado de Judá pelos babilônios (2Rs 24.8-17) e os edomitas se mudaram para a região. Edom não só auxiliou a Babilônia na pilhagem de Jerusalém em 587, como também ocupou algumas vilas de Judá até o período persa.

 PROPÓSITO E MENSAGEM

Obadias proclamou uma mensagem de três partes às nações (1). Em primeiro lugar condenou orgulho e a crueldade de edomitas para com Judá.

 Em segundo lugar, o profeta se dirigiu ao remanescente fiel de Israel e assegurou o triunfo final de Deus e a justiça sobre a perversidade de todas as nações no dia do Senhor (15, 16).

 

Finalmente, implícito nesta breve profecia e praticamente em toda a literatura profética do Antigo Testamento está o domínio universal do Senhor Deus sobre as nações.

 A profecia de Obadias a respeito da retribuição divina contra Edom por auxiliar e se vangloriar do dia da desgraça de Judá serve de advertência a todas as nações, já que elas também correm o risco de receberem a retribuição por suas ações à medida que o dia da ira do Senhor se aproxima (15, 16). Mais importante para Israel, essa afirmação profética da atividade divina na história foi criada para relembrar seu amor pelo povo fundamentado na aliança e, assim, pretendia oferecer uma palavra de incentivo no presente e uma promessa de esperança futura ao remanescente de Jacó diante do desastre recente (Sl 111.2-9; Lm 3.21-28).

 LIÇÃO ESPIRITUAL

O especial e providencial cuidado de Deus para com os judeus e a certeza do castigo para com o que os perseguem.

 ESBOÇO DE OBADIAS

A sentença de Edom por causa de seu orgulho e de sua maldade contra Jacó, VV. 1-16.

A libertação do povo escolhido e a inclusão de Edom em seu reino futuro, VV. 17-21.

 

 FONTES:

Novo Dicionário da Bíblia - John Davis – Ed. Hagnos

Panorama do Antigo Testamento – Andrew E. Hill & J. H. Walton – Ed. Vida

Pequena Enciclopédia Bíblica – Orlando Boyer – Ed. CPAD

Bíblia Shedd – Ed. Vida Nova

Bíblia de Estudo NVI – Ed. Vida

Bíblia Thompson – Ed. Vida

Hermenêutica – E. Lund & P.C. Nelson – Editora Vida

Hermenêutica – Módulo 5 da FTB – Editora Betesda

Princípios de Interpretação Bíblica – Louis Berkhof – Editora Cultura Cristã

 

 

 

 
 

CRUZ E CRUCIFICAÇÃO - COMO ERA A CRUZ DE CRISTO?

Cruz e Crucificação - Como Era A Cruz de Cristo
INSTRUMENTO DE TORTURA E EXECUÇÃO
A cruz era um instrumento de tortura e execução. Obteve significado especial pela sua conexão com a morte de Jesus. Duas palavras gregas se empregam para o instrumento de execução no qual Jesus morreu: Xylon (madeira, árvore) e staurus (estaca, cruz).

Rafael Bluteau, em seu “Vocabulário Português e Latino”, diz que a cruz era o: “Antigo Patíbulo dos malfeitores, em várias nações do mundo e de diferentes figuras segundo a variedade dos tempos”.

TIPOS DE CRUZ
As cruzes de dois paus eram feitas de três maneiras:
1- De um pau atravessado pelo meio do outro, como a letra “X” (Cruz de Santo André).
2- De um pau atravessado pela extremidade superior de outro pau, como a letra “T” (Latim Crux comissa, Cruz de Santo Antonio ou Cruz Egípcia).
3- De um pau direto, e atravessado por outro, não totalmente por cima dele, mas deixando um pedaço livre, e mais alto que os braços da cruz “+” (Cruz immissa ou cruz latina).
Existiam cruzes altas e baixas. A “cruz sublimis” era alta. Todas as citações históricas sobre essa cruz mostram claramente que ela era reservada a personagens que os crucificadores queriam colocar em evidência. Porém a maioria das cruzes era baixa, “humilis”. Isso permitia aos animais ferozes despedaçarem à vontade os crucificados. Consideremos também que usava-se cruzes baixas (humilis) na intenção de simplificar a crucificação para os carrascos, principalmente quando havia grande número de condenados.
O “stipes crucis”, em português: o tronco da cruz, porque “stipes” quer dizer tronco de árvore, estaca pontiaguda. Era a parte que primitivamente, se dava o nome de “cruz”. A “crux” (“cruz” em latim, “stauros” em grego), não é outra coisa senão uma estaca fixada verticalmente no chão. O significado da palavra “crux” estende-se em seguida ao conjunto dos dois paus ajustados um ao outro, tal como o concebemos hoje em dia, na forma de um pau direto, e atravessado por outro, não realmente por cima dele, mas deixando um pedaço livre e mais alto que os braços da cruz (Cruz Latina).
VÁRIOS POVOS USAVAM A CRUCIFICAÇÃO
Nas mais célebres nações do mundo foi usado o suplício da cruz. Entre os assírios, antes do nascimento de Abraão, Pharmo, rei da Média, foi crucificado por mandado de Nino, seu vencedor. Entre os hebreus, o rei Janneo (Janeu), filho de Hircano, mandou crucificar oitocentos deles. Entre os gregos, Xantippe, general dos atenienses, condenou ao suplício da cruz a Artayete, governador da Etólia. Os gregos demonstravam verdadeiro pavor à crucificação, e por isso não a adotaram como forma de execução de seus criminosos. Ela só passou a fazer parte dos costumes gregos no tempo de Alexandre, o Grande, que a imitou dos persas. Foi praticada na Síria sob os selêucidas, e no Egito sob o governo dos ptolomeus. Em Siracusa, cidade grega, Dionísio, o tirano, praticou-a inspirado pelos cartagineses.
Os romanos também a adotaram observando o exemplo dos cartagineses. Essa prática, que começou a ser usada em Roma como punição aos escravos, passou a ser aplicada também aos prisioneiros de guerra, aos desertores, aos ladrões, e, sobretudo aos revoltosos vencidos. Tempos depois passou a ser utilizada em Israel. Herodes, o Grande, mandou crucificar mais de 2.000 judeus que se rebelaram contra ele. Durante o cerco de Jerusalém em 70 d.C., os romanos chegaram a crucificar 500 judeus por dia, segundo testemunho do historiador e comandante das tropas judaicas rebeladas, Flávio Josefo.
Em tempos de paz, a crucificação era primordialmente o suplício usado contra os escravos. São numerosos os autores romanos que dão testemunho disto, como Tito Lívio*, Cícero*, Tácito* e outros. As comédias de Plauto* em que aparecem muitas histórias de escravos estão cheias de alusões bem diretas ao que os escravos consideravam seu fim natural: “Meu pai, meu avô, meu bisavô, meu tataravô, meu trisavô, terminaram suas vidas crucificados”. De acordo com um antigo e detestável costume, quando um senhor de escravos era assassinado e não se conseguia descobrir o criminoso, todos os escravos da casa eram crucificados.
CARREGAR A CRUZ
O condenado devidamente flagelado percorria a pé, despojado de todas ou de quase todas as suas roupas, carregava o seu patíbulo do tribunal ao local do suplício, onde estava esperando seu “stipes” (haste vertical da cruz) no meio de verdadeira floresta de outros semelhantes.
A expressão “carregar a cruz” (em grego “stauron bastazein”) só se encontra nos textos gregos rabínicos e no Novo Testamento. Em latim, só é encontrada nas versões da Bíblia.
O condenado carregava a cruz geralmente sobre a nuca, tendo os dois membros superiores estendidos e amarrados sobre ela de modo a ficar impedido de atacar quem quer que fosse. Plauto, entre outros textos que poderíamos citar resume tudo isto com uma frase: “Que leve o patíbulo pela cidade, depois será cravado na cruz”. (Carbonária).
Outro detalhe confirma o fato de que o condenado só carregava o patíbulo. Apenas o patíbulo pesava cerca de 50 quilos, e a cruz inteira devia ultrapassar os 100 quilos. Carregar o patíbulo já era um castigo bem rude para quem acabara de sofrer severa flagelação de açoites e consequentemente perdera boa parte de seu sangue e de suas forças. Ele não teria condições de carregar a cruz inteira. Nunca se fala em arrastar a cruz, todos os textos trazem o termo “bastazein”, que significa carregar, e nunca “thahere”, que seria arrastar.
A frente do condenado que carregava a cruz ia sempre alguém carregando um pedaço de madeira sobre o qual estava escrito o nome do réu e o crime pelo qual ele fora condenado. Às vezes o próprio réu levava esse título pendurado no pescoço. Depois ele, era fixado no alto da cruz.
COMO ERA A CRUCIFICAÇÃO
Tudo que acabamos de escrever sobre o fato de o condenado carregar somente o patíbulo, e depois este ser fixado sobre a haste vertical no local do suplício, supõe ser o modo que com tanta concisão e clareza expressou Firmicus Maternus*: “O réu pregado ao patíbulo, é içado para cima da cruz”.
Quando a crucificação era feita com cordas, bastava enganchar o patíbulo sobre o qual o réu tinha sido amarrado e em seguida prender-lhe os pés à haste vertical com algumas laçadas de corda. Quando a crucificação era feita com cravos, era necessário desamarrar o condenado e deitá-lo por terra com as costas sobre o patíbulo, puxar-lhe as mãos e cravá-los sobre as extremidades do patíbulo. Depois então é que ele era levantado já pregado no patíbulo, e este era enganchado no alto do “stipes” (haste vertical). Isto feito, nada mais restava senão pregar-lhe os pés diretamente sobre o “stipes”.
Esse soerguimento era feito com certa facilidade, sobretudo quando a cruz não ultrapassava os dois metros. Quatro homens podiam facilmente soerguer nas mãos o patíbulo e o condenado. Podiam também fazer o condenado subir de costas uma pequena escada encostada no “stipes”.
Muitas vezes colocava-se no madeiro vertical da cruz um pequeno apoio para os pés chamado “sedile” (assento) para o condenado poder apoiar um pouco do peso do corpo para que não se rasgasse e caísse. Porém, ao estudarmos a causa mortis na crucificação, veremos que este apoio era destinado a prolongar consideravelmente a agonia do crucificado. Para respirar a pessoa tem de se firmar nos pés, para aliviar um pouco a tensão dos músculos, faz estes movimentos repetidas vezes, e ao subir e descer as costas nuas são machucadas pela madeira da cruz, e o prego rasga a carne até se prender contra os ossos do pé, mas consegue respirar dessa maneira por vários dias.
Ai ficava o crucificado pendurado, exposto a intensa dor física, ao ridículo do povo, ao calor do dia e ao frio da noite. A tortura, como mencionado, durava vários dias. Segundo informações do escritor romano Horácio*, nas encostas do monte Esquilino, em Roma, havia uma floresta permanente de cruzes onde os condenados eram crucificados. À noite os lobos saiam de seus esconderijos nesse monte para devorar as pessoas crucificadas.
Quando se queria acabar rapidamente com o sofrimento do crucificado, as pernas eram quebradas. Isso os impediria de empurrar-se para cima com as pernas para respirar, e a morte por asfixia ocorreria em questão de minutos.


Ao padecente, como gesto de misericórdia era-lhe oferecido vinho com mirra, a fim de mitigar-lhe a dor e o sofrimento.


O GOLPE COM A LANÇA
Esse golpe não se tratava de mais um suplício nem flagelação, uma vez que se estava tratando com um condenado à morte, e sabe-se que estes já tinham sido flagelados e crucificados. Tratava-se de um golpe especial, posterior a morte do condenado para se ter certeza de que realmente estava morto. Geralmente o carrasco só permitia a retirada de um condenado da cruz para sepultamento, após ser desferido esse golpe. Assim quando a família pedia o cadáver de um condenado, o carrasco devia antes de tudo ferir o coração do crucificado. Esse golpe no coração, dado pelo lado direito do peito, era conhecido como infalivelmente mortal pelos soldados dos exércitos romanos.
A GUARDA MILITAR
Toda crucificação devia ser feita de forma legal, com um aparato inteiramente militar, sob as ordens de um centurião. O exército, que já se encarregava da flagelação fornecia a escolta para conduzir o condenado do tribunal ao lugar do suplício. Era ainda entre os membros dessa escolta que se recrutavam os carrascos para a crucificação. O exército regular também fornecia uma guarda para ficar velando ao pé da cruz. Esses guardas tinham a função de impedir que parentes ou amigos das vítimas viessem e os retirassem da cruz. A guarda permanecia ao pé da cruz até a confirmação da morte dos condenados.
O SEPULTAMENTO
Em geral não havia sepultamento de crucificados, os cadáveres ficavam na cruz para servir de alimento para as aves e animais selvagens. Porém os corpos podiam ser solicitados pelas famílias que quisessem assegurar uma sepultura para seu parente. Por outro lado, o juiz podia negar, uma vez que a autorização para sepultamento dependia dele. Isso acontecia em casos onde havia muito ódio pelo condenado.
CONCLUSÃO
Era a cruz o mais infame dos suplícios e o castigo ordinário de ladrões de estradas, assassinos, traidores e escravos. Cícero, escritor romano, chamava-lhe “a mais cruel e atroz das condenações à morte”. O próprio nome cruz era motivo de opróbrio, culpa e ignomínia.
Eram muito comuns as crueldades que precediam o ato da crucificação, o prisioneiro em primeiro lugar, era despido e humilhado publicamente a após açoitá-lo até dilacerar o seu corpo era forçado a carregar a sua cruz até o local da execução como prova incontestável de sua culpa. A execução macabra sempre tinha lugar fora dos muros da cidade onde o condenado era forçado a deitar-se de costas no chão, suas mãos eram pregadas ou atadas ao braço horizontal da cruz (o patíbulum) e seus pés ao poste vertical (stipes crucis). Então a cruz era erguida e jogada num buraco escavado para ela no chão. Afirma-se que os crucificados só morriam após vários dias na cruz. A morte usualmente demorava muito, raramente exigindo menos de trinta e seis horas, e ocasionalmente se prolongava por nada menos de nove dias. As dores eram intensas, e as artérias da cabeça e do estômago ficavam grossas de sangue. As vezes declarava-se febre traumática e tétano.
Sendo a cruz o mais infame dos suplícios e o castigo designado para ladrões de estrada, assassinos, traidores e escravos, foi escolhido para ser o castigo do Filho de Deus. Paulo explica porque Jesus aceitou morrer de maneira tão vil: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gl 3.13). Mas também foi na cruz que Jesus venceu a morte e o inferno e nos reconciliou com Deus.




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FONTES:
Perguntas Difíceis de Responder – Elias Soares de Morais – Beit Shalom Editora.
Um Médico Descreve a Crucificação de Cristo – Pierre Barbet – Bálsamo de Gileade Edições.
Em Defesa de Cristo – Lee Strobel – Editora Vida.
AUTORES CITADOS:
Tito Lívio (em latim: Titus Livius; Pádua c. 59 a.C.), conhecido simplesmente como Lívio, é o autor da obra histórica intitulada Ab urbe condita ("Desde a fundação da cidade"), onde tenta relatar a história de Roma desde o momento tradicional da sua fundação 753 a.C. até ao início do século I da era comum, mencionando desde os reis de Roma, tanto os primeiros como os Tarquínios.
Marco Túlio Cícero, em latim Marcus Tullius Cicero (Arpino, 3 de Janeiro de 106 a.C. — Formia, 7 de Dezembro de 43 a.C.), foi um filósofo, orador, escritor, advogado e político romano.
Públio (Caio) Cornélio Tácito ou simplesmente Tácito, (55 - 120 d.C.), historiador romano, foi questor, pretor (88), cônsul (97), procônsul da Ásia (aproximadamente 110-113) e orador.
Tito Mácio Plauto (cerca de 230 a.C. - 180 a.C.) foi um dramaturgo romano, que viveu durante o período republicano. As 21 peças suas que se preservaram até os dias atuais datam do período entre os anos de 205 a.C. e 184 a.C. Suas comédias estão estão entre as obras mais antigas em latim preservadas integralmente até os dias de hoje, são quase todas adaptações de modelos gregos para o público romano, tal como ocorria na mitologia e na arquitetura romanas. Seus trabalhos foram também fonte de inspiração para muitos renomados escritores, tais como Shakespeare, Molière e outros.

Julius Firmicus Maternus
era um cristão notável escritor e astrólogo, que viveu no reinado de Constantino I e seus sucessores.

Quinto Horácio Flaco, (Venúsia, 8 de dezembro de 65 a.C. — Roma, 27 de novembro de 8 a.C.) foi um poeta lírico e satírico romano, além de filósofo. É conhecido por ser um dos maiores poetas da Roma Antiga.






                      CRUZ LATINA

CRUZ DE SANTO ANDRÉ