Arquivo do blog

Postagens populares

PNEUMATOLOGIA



UMA INTRODUÇÃO AO ESTUDO
DO ESPÍRITO SANTO
 
INTRODUÇÃO

 

Enquanto começamos nossos estudos sobre a pessoa e a obra do Espírito Santo, é importante que tenhamos atitudes apropriadas. Se realmente aproveitamos o estudo da Palavra de Deus lembremo-nos de:

1. Orar para que o Espírito Santo nos ensine. João 14:26; I Coríntios 2:11-13.

2. Submeter-nos às Escrituras como a nossa única regra de fé e prática. Especialmente no estudo da obra do Espírito Santo aonde muitos têm feito de sua própria experiência a autoridade final. Outros afirmam, em nome do Espírito Santo de Deus, terem recebido revelações extra-Bíblicas. II Timóteo 3:16-17, Isaías 8:19-20; Mateus 15:9.

3. Crer que Deus deseja que compreendamos as doutrinas da Sua Palavra. A existência de ensinamentos contraditórios entre vários grupos religiosos nunca deve ser vista de forma que alguém possa dizer que a Bíblia é por demais obscura para que seja interpretada com exatidão. O Nosso Salvador prometeu-nos que o Espírito nos guiará em toda a verdade. II Timóteo 2:15; Atos 17:11-12; João 16:13.

4. Relembrar-nos de começar o estudo da Palavra de Deus com humildade. A Bíblia não contém tudo o que queremos, mas tudo o que devemos saber. Há verdades reveladas (por exemplo o inter-relacionamento da Trindade), as quais devem ser cridas, mesmo que não possam ser entendidas, completamente, pelo homem mortal. Deuteronômio 29:29; Jó 11:7; II Pedro 3:15-16.

5. Desejar crescer espiritualmente, enquanto aprendemos. O conhecimento, sozinho, apenas produzirá orgulho. É triste pensar que alguns possam estudar sobre o Espírito Santo, e, no entanto, não estão cheios do Espírito Santo e as suas vidas não produzem os frutos do Espírito. I Pedro 2:2; I Coríntios 8:1; Tiago 1:22.

I. O OBJETIVO DO NOSSO ESTUDO

O objetivo do nosso estudo é a terceira pessoa do Deus Trino. Pode ser útil se começarmos vendo os títulos atribuídos a esta Pessoa Divina. A. O Espírito - Romanos 8:23

A palavra "espírito" é a tradução, no Velho Testamento, da palavra Hebraica ruach e, no Novo Testamento, da palavra Grega pneuma. Estas palavras também são traduzidas como "vento" (Salmos 1:4; João 3:8). Estas palavras podem referir-se também ao espírito humano (I Tessalonicenses 5:23), aos anjos (Hebreus 1:7), ou a natureza de Deus (João 4:24). A idéia central é a do poder invisível. O Espírito Santo, todavia, é uma Pessoa Divina e nunca deve ser visto como um espírito criado (que nega a sua divindade) ou, como a mera presença ou poder de Deus (que nega a sua personalidade).

B. O Espírito Santo - Lucas 11:13

Ele é chamado Espírito Santo porquê:

1. A Sua natureza é eterna e essencialmente santa.

2. Ele é o autor de toda a santidade no homem.

C. O Consolador - João 14:16

D. Títulos que revelam o Seu relacionamento com o Pai: Espírito de Deus (Mateus 3:16), Espírito do Senhor (Lucas 4:18), Espírito do SENHOR (Jeová, Juízes 3:10) e Espírito do vosso Pai (Mateus 10:20).

E. Títulos que revelam o Seu relacionamento com o Filho: Espírito de Cristo (Romanos 8:9), Espírito de Jesus Cristo (Filipenses 1:19) e Espírito de Seu Filho (Gálatas 4:6).

F. Títulos que revelam os Seus atributos: Espírito eterno (Hebreus 9:14), Espírito de santificação (Romanos 1:4) e os Sete Espíritos (Apocalipse 3:1). [Isto mostra a Sua perfeição].

G. Títulos que revelam a Sua obra: Espírito da verdade (João 14:17), Espírito de vida (Romanos 8:2), Espírito de graça (Hebreus 10:29) e Espírito de adoção (Romanos 8:15).

Há, aproximadamente, cinqüenta títulos atribuídos ao Espírito Santo na Bíblia e cada um deles nos revela um aspecto da Sua pessoa ou obra.

II. A IMPORTÂNCIA DO NOSSO ESTUDO

O estudo do Espírito Santo de Deus é importante devido a Quem Ele é, o que Ele fez e ainda fará.

A. Sua Pessoa - O Espírito Santo é Deus e aquilo que se conhece verdadeiramente de Deus é o alicerce da religião.

B. Sua Obra - Enquanto o mundo parece somente associar o Espírito Santo ao fanatismo religioso, Ele se mantém ativo em todas as áreas da vida. Ele é o Criador, também trabalha na providência, na natureza, na política, nos talentos humanos, na salvação e no crescimento espiritual. Ele inspirou a Bíblia e agora ilumina as nossas mentes para que possamos entendê-la.

Sua vinda ao mundo era tão necessária para a nossa salvação quanto a vinda de Cristo. Sem o Espírito nossa religião é vazia e não temos prova de nossa salvação (Romanos 8:9). O Espírito Santo nos dá vida física, espiritual e ressurrecta (Jó 33:4; João 3:5; Romanos 8:11) O Espírito Santo é o autor de tudo que é bom e agradável em nossa existência (Gálatas 5:19-22).

Conclusão

Como é precioso o Espírito de Deus para o Cristão.

Podemos dizer, como os autores do Credo Niceno, "Eu creio no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, Quem procedeu do pai e do Filho, Quem, conjuntamente, com o Pai e o Filho é adorado e glorificado."

     A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO

   

INTRODUÇÃO

Estudando a divindade do Espírito Santo encontramos uma tendência moderna que procura minimizar a importância das doutrinas. Em nenhum lugar essa apatia em relação as doutrinas é tão perigosa, a não ser quando tem em vista o conhecimento de Deus. Errar em relação à doutrina acerca de qualquer Pessoa de Deus é o mesmo que perverter a doutrina da Trindade, perdendo assim a pureza do real conhecimento que é proveniente do Deus verdadeiro. Não há salvação ou serviço quando não existe um conhecimento puro a respeito da Pessoa de Deus (Jer 9:23,24; João 17:3; Daniel 11:32; Oséias 6:6).

Estudar a pessoa de Deus é a atividade de maior proveito na qual o Seu povo pode se ocupar (Fil 3:8). Nada mais expande a nossa mente enquanto nos humilha. Quando aprendemos de Deus fica fortalecida a nossa comunhão com Ele e nossos corações ficam tranqüilizam-se (Jó 22:21). Sabendo que temos o Espírito Santo habitando em nós recebemos gozo e confiança de Deus. Estas verdades devem animar a nossa fé ( I João 4:4) e provocar repúdio do pecado (I Cor 6:18,19). Que Deus use essa lição para confirmar essa grande verdade da divindade do Espírito Santo.

I A TRINDADE

A Bíblia nos ensina que enquanto há um só Deus (Deuteronômio 6:4), há três personalidades na divindade (Mateus 28:19; I João 5:7). Neste estudo da divindade do Espírito Santo seria ajudador se relembrássemos do relacionamento entre as Pessoas do Deus Trino.

A. Deus, o Espírito Santo - Teologicamente falamos do Espírito Santo como a Terceira Pessoa da Trindade e é Ele quem Procede do Pai e do Filho (João 15:26; Salmos 104:30; Gálatas 4:6; Filipenses 1:19). "Processão Eterna" esta frase é usada para descrever o relacionamento do Espírito Santo com o Pai e o Filho.

B. Deus, o Filho - Jesus Cristo é o Filho unigênito do Pai. Cristo tem sido sempre o Filho do pai (Gálatas 4:4; João 3:16; Isaías 9:6). "Geração Eterna" esta frase é usada para descrever o relacionamento do Filho entre o pai. Teologicamente falamos de Cristo como a Segunda Pessoa da Trindade.

C. Deus, o Pai - O pai nem "procede" e nem é "gerado" por ninguém e assim falamos dEle como a Primeira Pessoa da Trindade. Devemos lembrar-nos que estes termos nunca podem implicar inferioridade às Pessoas Divinas. Mesmo que estes relacionamentos a nos não sejam compreendidos mentalmente, eles devem ser aceitos ou logo nos afastaremos da doutrina do Trinitarianismo para o Unitarianismo. Talvez fosse bom concluirmos esta parte do estudo com uma citação da velha Confissão da Fé Batista da Filadélfia:

"Neste Ser divino e infinito há três Pessoas, o Pai, a Palavra (Filho), e o Espírito Santo, de uma só substância, poder e eternidade, cada uma tendo toda a essência divina, sem dividir a tal: O pai não é gerado nem procedido de; o Filho é gerado eternamente pelo Pai; o Espírito Santo procede do Pai e do Filho; completamente infinito, sem começo, portanto, só um Deus, Que não é dividido em natureza nem ser, mas distingüido por propriedades peculiares e relativas, e por relações pessoais; qual doutrina senão a da Trindade é o alicerce de toda e qualquer comunhão com Deus, e dependência confortável nEle."

II. A Divindade do Espírito Santo

As provas da divindade do Espírito Santo podem ser divididas em cinco categorias.

A. O Espírito Santo é chamado Deus - (Atos 5:3-4, 9; I Coríntios 3:16; Efésios 2:22; II Coríntios 3:17). O Espírito é chamado Adonai (Compare Atos 28:25 com Isaías 6:8-9). O Espírito é chamado Jeová (Compare Hebreus 10:15-16 com Jeremias 31:31-34).1

B. O Espírito Santo está associado ao Pai e ao Filho num mesmo nível de igualdade - (Mateus 28:19) [Observe que a palavra "nome" está no singular significado assim que o poder, a glória e a autoridade do Pai, do Filho, e do Espírito Santo é uma só] (I João 5:7; II Coríntios 13:14).

C.  Os atributos de Deus são dados ao Espírito Santo.

1. Eternidade - Hebreus 9:14.

2. Vida - Romanos 8:2.

3. Onipresença - Salmos 139:7-8.

4. Santidade - Mateus 28:19.

5. Onisciência - I Coríntios 2:10.

6. Soberania - João 3:8; I Coríntios 12:11.

7. Onipotência - Gênesis 1:1-2; João 3:5

D.  As obras de Deus são dadas ao Espírito Santo.

1. A criação - Jó 33:4.

2. A incarnação - Mateus 1:18

3. A Regeneração - (Compare João 3:8 com I João 4:7).

4. A Ressurreição - Romanos 8:11

5. A inspiração da Palavra de Deus - (Compare II Pedro 1:21 com II Reis 21:10).

E. A natureza do pecado ‘sem perdão’ revela a dignidade do Espírito Santo - Mateus 12:31-32.

Conclusão

A importância desta lição tem ênfase quando contabiliza o grande número de seitas que Satanás tem instigado a atacar a verdade da divindade do Espírito Santo. Que isso possa incitar-nos a um maior cuidado ao darmos ao Espírito Santo Seu devido lugar em nosso amor e adoração.

 

1.        Talvez seja conveniente explicar que na tradução para o português a palavra "senhor" aplicada a Deus no Velho Testamento pode ser uma tradução de duas palavras Hebraicas diferentes para "Deus". Quando imprimida com todas as letras maiúsculas ("SENHOR") indica o nome Jeová. Quando somente a primeira letra é maiúscula ("Senhor") trata-se do titulo Hebraico para Deus - Adonai.

 

 

 

A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

A personalidade (quer dizer, a qualidade ou fato de ser uma pessoa) do Espírito Santo é um fato descrito na Bíblia tanto quanto a personalidade do Pai e do Filho. Quando o homem nega essa verdade fica evidente uma cegueira Satânica. Satã, quem ataca toda a verdade, tem atuado em duas frentes contra a doutrina da personalidade do Espírito Santo:

1. Negação doutrinária

O herege antigo, Arius, falou do Espírito como a "energia exercida por Deus". Isso reduz o Espírito de Deus à uma mera amostra do poder do Pai. Este erro ainda é divulgado por várias seitas.

2. Negação prática

Há muitos religiosos que, mesmo não negado a doutrina da personalidade do Espírito em suas confissões de fé, na prática vêem a Ele como um simples poder. Devido a obra do Espírito ser invisível eles o confundem com as suas obras e dons. Este povo freqüentemente refere-se ao Espírito como se fosse possível ter "muito" dEle. O autor lembre se de uma ocasião quando um Pastor Batista disse, "o Espírito esteve aí com grande poder". Este homem piedoso então corrigiu a si mesmo dizendo, "O Espirito esteve aí com infinito poder e manifestou grande poder." Que sejamos cuidadosos quando falamos do Espírito bendito de Deus.

As igrejas primitivas conheciam o Espírito Santo como uma Pessoa Divina que poderia ser seguida (Atos 13:2) e com Quem poderiam ter comunhão (II Coríntios 13:14). Devemos estar alertas para notarmos quando perdemos o reconhecimento da Sua presença e Pessoa.

I. O ESPÍRITO SANTO ESTÁ ASSOCIADO AO PAI E AO FILHO.

É impossível entender como alguém pode negar a personalidade do Espírito e ainda ter bom senso com as Escrituras (Mateus 28:19; II Coríntios 13:14; I João 5:7). Alguém mencionaria um mero "exercício de esforço" em uma lista de personalidades.

II. O ESPÍRITO SANTO TEM TODOS OS ATRIBUTOS DE UMA PESSOA

A. Ele pensa - I Coríntios 2:10-11; Atos 15:28.

B.  Ele sente

1. Ele pode ser entristecido - Efésios 4:30

2. Ele pode ser contristado - Isaías 63:10

3. Ele ama - Romanos 15:30 (podemos mencionar aqui que é impossível entristecermos a uma pessoa que não nos ama).

C. Ele exercita volição (poder de escolha) - I Coríntios 12:11.

D. Ele age

1. Ele inspirou as Escrituras - II Pedro 1:21

2. Ele ensina - João 14:26

3. Ele guia - Romanos 8:4

4. Ele fala - Atos 8:29; 13:2

5. Ele convence - João 16:8-11

6. Ele regenera - João 3:5

7. Ele conforta - João 14:16

8. Ele testifica - João 15:26

9. Ele intercede - Romanos 8:26

10. Ele chama para o ministério - Atos 13:2; 20:28

11. Ele cria - Jó 33:4

E. O Espírito Santo nunca deve ser confundido com os Seus dons - (I Coríntios 12:4, 7-11; Atos 2:38). Todos os Cristãos têm o "dom do Espírito Santo," mas ninguém tem toda a "diversidade de dons".

F. Cristo confortou os Apóstolos com a promessa da presença de uma outra pessoa divina em sua ausência - João 14:16.

A palavra 'parakletos', traduzida como "Consolador" em João 14:16, é traduzida como "Advogado" em I João 2:1 e neste versículo refere-se a Jesus Cristo. Jesus Cristo é nosso Consolador e assim segue o Espírito, "outro Consolador" que deve ser igualmente uma pessoa divina. A palavra grega usada em João 14:16 para "outro" é allos que significa "um outro do mesmo tipo."

G.  As ações do homem para com o Espírito provam que Ele é uma pessoa

1. O homem blasfema contra o Espírito - Mateus 12:31. A natureza do pecado que não tem perdão prova a personalidade do Espírito. A blasfema contra uma pessoa e não contra um poder é que não tem perdão.

2. O homem mente ao Espírito Santo - Atos 5:3.

3. O homem tenta o Espírito Santo - Atos 5:9.

4. O homem resiste o Espírito Santo - Atos 7:51.

5. O homem obedece o Espírito Santo Atos 13:2,3.

 

 

                                    

                      OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

 

 

Introdução

Como sabemos as palavras são meios pelos quais nos comunicamos. Mas alguém disse: palavras são veículos inadequados para transmitir a verdade. Quando muito apenas revelam a metade das profundidades do pensamento. Então podemos ver na  Bíblia que Deus achou por bem utilizar símbolos para ilustrar ou retratar a ação do Espírito Santo.Devido a nossa  difícil compreensão o Senhor fez uso de símbolos para descrever as operações do Espírito Santo. Vamos enumerar alguns deles aqui para melhorar nosso estudo sobre o Espírito Santo.

1º “Vento: Rûah no hebraico e pneuma no grego, em várias passagens são traduzidas por “vento”, “ brisa”, “fôlego”, e “ar”. Em Gn 2.7 está escrito que havendo Deus formado o homem do pó da terra soprou em suas narinas o fôlego de vida. Algo semelhante aconteceu entre Jesus e seus discípulos. “E havendo dito isto, soprou sobre eles , e lhes disse: recebei o Espírito Santo ( Jo.20:22, Ez 37:7-10). 

2º Fogo: Deus é fogo consumidor (Hb:12.29). Cremos, portanto que esta idéia não se restringe aos juízos divinos, mas também se relaciona à obra de purificação e refinação dos fieis(Is. 4:4; MT. 3:11). O fogo, além disso, aquece e ilumina e pode também alastrar-se. Por isso relacionamos o fogo ao espírito Santo. Este é um de seus símbolos preferido pelos petencostais. O Espírito Santo com fogo.

3º Água: Assim como o fogo e tantos outros podemos relacioná-lo  também à água.A água é um dos elementos  essenciais a vida natural. De igual modo podemos comparar a essencial importância do espírito Santo para a igreja. A água purifica, hidrata,umedece,refresca,dessedenta e inunda. Neste sentido as escrituras referem-se a Ele como chuvas (Jl 2:23); como torrentes (Is: 44.3); como rios (Ez 47:1-12); Jo 7: 37-39) que seriam derramados ou fluiriam abundantemente em nosso meio ou de nosso meio.Assim o Espírito Santo como água Ele nos traz tempos de refrigério.

4º Azeite: Mais uma de suas simbologias é o azeite. Também encontrado como óleo (Sl 90:10); 132:2) “Óleo precioso”. O azeite tem uma larga aplicação na vida oriental. Serve para alimentação, iluminação, lubrificação, vitalizar a pele e os cabelos, para cura de certas enfermidades e feridas. É entre os Israelitas muito conhecido. Estes por sua vez usavam o azeite para a unção de sacerdotes e Reis. Era o azeite da “unção” (Ex.30:22-33).Com este azeite como foi dito se ungia os sacerdotes e Reis para o serviço do Senhor.( ISm.10:1;16:13;IRs1:39;Sl45:7)era também chamado de óleo da alegria(Sl45:7).

5º Pomba: a pomba como símbolo do Espírito Santo mostra sua brandura, doçura, amabilidade, inocência, suavidade, paz, pureza e paciência. Entre os Sírios é um emblema dos poderes vivificantes da natureza. Uma tradição Judaica traduz Gn 1.2 da seguinte maneira: “O Espírito de Deus como pomba pousava sobre as águas”. Cristo falou da pomba como uma simbologia de simplicidade, uma das mais belas características dos discípulos.

A pomba também era ave usada no sacrifício; “ dois pombinhos”.Ele é também um pássaro que leva um símbolo do amor.em cantares de Salomão vemos os escritos deste home de Deus.”Os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste” (Ct. 5:12). Assim sendo retratamos aqui como símbolo do espírito Santo a leveza e suavidade das pombas.

6º Selo: Essa ilustração exprime a idéia de possuir (Ef. 1: 13; IITm.2:19). A impressão que damos ao colocar o selo como um símbolo e a questão de “sinal”. O selo mostra a autenticação do dono.E um sinal seguro de que algo lhe pertence.Nos crentes em Jesus somos propriedade particular de Deus.Então uso este termo aqui para explicar a segurança que o espírito nos dá como filhos amados.a Bíblia diz que somos selados com o Espírito Santo da promessa.Ele é o penhor da nossa herança celestial. Uma garantia da glória vindoura. Os crentes têm sido selados (Ef.4: 30) , mais devem ter o cuidado para não destruir a impressão deste selo e nós; Pois bem; eis ai alguns símbolos do espírito Santo . Espero que tenha sido abençoado com este estudo.

 

 

 

    O ESPÍRITO SANTO NO VELHO TESTAMENTO

 

Introdução

O termo hebraico rûah (vento) e em grego pneuma (espírito), ambos os quais como vocábulo latim spiritus, deriva de raízes que significa soprar, respirar. Daí também pode ser traduzido por sopro ou fôlego (Gn 2.7); Ez37. 5) ou vento (Gn8.1). A expressão Espírito Santo aparece no VT. Vemos tal menção em Salmos 51.11; Isaias63. 10-11. Mas como Espírito de Deus e espírito são muitas as referencias. (Gn 1.2; Is. 11.2; Sl. 104.30; Ex 31.5. I Sm 11.6;16.13-14).

A palavra rûah é empregada no VT de tantas maneiras que é analisar os seus vários sentidos.

Quando a palavra significa vento, respiração violenta pelo nariz ou pela boca é igualmente sinônima de poder (Jó 41.19-21) Mas quando vemos a frase diverê-rûah (Jó 16.3) significa “palavras de vento” ou de “força vazia”. Usa-se então rûah no sentido de poder da vida e do Espírito de Deus (IISM 22.16).

Da-se então uma idéia de violência nos trechos onde se usa a palavra “assopro de Deus” (Jó. 4.9; Sl. 18.15; Is. 30.28).Então emprega-se a palavra rûah oitenta e sete vezes no VT. No sentido de vento.

Em trinta e sete destes casos o vento e o “agente de Deus”. Sempre forte e violento e em algumas das vezes destrutivo (Am 4.13; Jó 28.25).

Em Oséias 13.15 e Isaias 40.7 Rûah-Adonai (o vento do Senhor) tem quase o mesmo sentido de Espírito do Senhor.

Rûah-Javé inspira e controla os profetas. O que habilitou o profeta Ezequiel; que veio sobre Azarias como Espírito de Deus. (IICr.15.1 e 24.20): e o espírito de Deus que se apoderou do profeta Zacarias.

 

Neemias usa a frase “Teu Espírito” (9.30), e teu “bom espírito” (9.20), Ajudados pelo Espírito do Senhor, os homens ficam habilitados para fazer a vontade de Deus. As vezes contra a sua  própria preferência, claro que aqui estou ciente de que Deus respeita sua escola.Uma vez não querendo dizer que deus obrigava estes profetas.

O profeta dirigido pelo Senhor sabia distinguir e entender a voz de deus. O Espírito capacitava o profeta para tal função.O papel do profeta era discernir entre a voz de Deus e seus próprios pensamentos.

O Espírito Santo não foi conhecido no VT pelos Israelitas como uma pessoa. Era Ele tido como uma influência; virtude ou força emanante sempre de Iavé. O Deus da aliança. Ele era conhecido no VT apenas como Rûah-Yahweh ou Rûah-Elõhîm, ou por que proveniente de Iavé como poder era chamado principalmente a partir de Isaias de Rûah-Qãdõsh. No VT ele ainda não havia sido dado: “Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”. (João 7.39).

Podemos ver também em atos dos apóstolos no capitulo 19 que algumas pessoas que já eram cristãs ainda desconheciam o Espírito Santo: “Aconteceu que, estando Apolo em Corinto, Paulo, tendo passado pelas regiões mais altas, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, perguntou-lhes: Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes? Ao que lhe responderam: Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo” (At. 19. 1-2).

Hoje temos a liberdade de conhecer e estudar sobre a grande obra do espírito santo sobre a terra. Sua atuação e capacitação na vida dos crentes em cristo Jesus.

 

Glorias a Deus por isso.

 

Deus te abençoe.

 

 

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO EM RELAÇÃO A CRISTO

 

 

INTRODUÇÃO

 

Mesmo que a interação entre as pessoas da Trindade seja sempre incompreensível, ainda mais misteriosa é a relação entre o Espírito de Deus e o Nosso Senhor encarnando. O Salvador era tão Deus quanto homem, cansado mas onipotente, ignorante mas onisciente, capaz de crescer perfeitamente. Cristo era auto-suficiente como Deus, mas na sua humilhação precisava ser ungido pelo Espírito. Não devemos murmurar, então, que todas as coisas são incompreensíveis mas estarmos alegres pelo mistério da piedade (I Timóteo 3:16).

I. A IMPORTÂNCIA DO ASSUNTO

A obra do Espirito na vida de Cristo é muito importante tornando-se evidente quando consideramos que ambos os títulos "Cristo" e "Messias" significam "ungido." Jesus é o "Cristo" porque foi ungido com o óleo do Espírito de maneira preeminente (Hebreus 1:9; João 3:34; Atos 10:38).

O Velho Testamento tem muito a dizer sobre Cristo como O ungido que deveria vir:

A. Na profecia - Por favor, note os seguintes versículos: Salmos 45:7; 2:6 (Um rei Judeu não foi "coroado" mas "ungido" para rei.), Isaías 10:27; Lucas 4:16-21; Provérbios 8:23 (Antes da criação nosso Senhor foi pré-ordenado a ser o "Cristo").

B. Em Tipo:

1. Flor de farinha (um tipo da carne imaculada de Cristo) deveria ser oferecida com azeite (um tipo do Espírito) segundo o livro de Levítico (Levítico 2:1 e outros).

2. Os casos de unção no Velho Testamento. No Velho Testamento, os homens eram ungidos para o ofício de profeta, sacerdote ou rei. Estes tipos se cumpriram em nosso Salvador, o ungido de Deus.

a. Profeta - Isaías 61:1-3

b. Sacerdote - Hebreus 9:14,15

c. Rei - Isaías 11:1-4; 42:1-4

II A NECESSIDADE DE SER UNGIDO

A pergunta o porquê o Filho de Deus necessitava ser ungido pelo Espírito é parte do grande mistério da encarnação. Devemos considerar exatamente o que atualmente diz as Escrituras, para não afastarmos em vãs especulações.

A. O Senhor sendo ungido igualou-se aos Seus irmãos.

A aliança da graça requer de Cristo a representação do Seu povo, tornando-se um servo e, tomando sobre si a natureza deles (Filipenses 2:5-11; Hebreus 2:14, 17). Dessa maneira Cristo tornou-se o último Adão. Como os filhos de Deus são dependentes do Espírito para servir, Cristo também serviu a Deus pelo poder do Espírito (Atos 10:38; Isaías 61:1-3). Marcos, que mostra Cristo como um servo, diz que Ele foi dirigido pelo Espírito (Marcos 1:12).

B. Cristo tinha duas naturezas

Como homem, Cristo foi capaz de crescer e assim foi instruído pelo Espírito de Deus (Lucas 2:40; Isaías 11:1-4). Como homem Cristo foi levado pelo Espirito (Lucas 4:1). Até mesmo as obras de Cristo foram atribuídas ao Espírito Santo (Mateus 12:28). Em tudo isso, Cristo nunca deixou de ser Deus mesmo tendo suas reais características humanas sendo verdadeiramente manifestadas.

III. OS ESTÁGIOS DA ATIVIDADE DO ESPÍRITO EM RELAÇÃO A CRISTO

A. O precursor de Cristo. O Espírito Santo capacitou João Batista a fazer a sua obra como precursor de Cristo (Lucas 1:15). Até mesmo os pais de João Batista estavam cheios do Espírito Santo (Lucas 1:41, 67).

B. A conceição de Cristo. O Espírito de Deus preparou o corpo humano do Salvador no ventre de Maria (Mateus 1:18-20).

C. O batismo de Cristo. Cristo foi ungido novamente no Seu batismo (Mateus 3:13-17). O propósito era:

1. Dar um sinal da completa satisfação do Pai através do Filho (Mateus 3:17; Salmos 45:7)

2. Dar um sinal para as pessoas (João 1:32-34; 6:27). João reconheceu que Cristo tinha o poder do Espírito Santo (João 3:34)

3. Equipar a Cristo para o serviço (Isaías 61:1-4).

D. A tentação de Cristo. Foi o Espírito Santo quem conduziu Jesus a ser tentado (Mateus 4:1; Marcos 1:12).

E. O serviço de Cristo. As palavras e as obras maravilhosas de Cristo foram produzidas pelo poder do Espírito (Atos 10:38; Lucas 4:16-21; Mateus 12:28).

F. A morte de Cristo - Hebreus 9:14

G. A ressurreição de Cristo - Romanos 1:4; 8:11; I Pedro 3:18.

Nota: Essa obra, como as outras, também é atribuída ao Pai e ao Filho. Isso ajuda-nos para que lembremos que Cristo nunca deixou de ser Deus ou exercer Seu poder Divino.

H. A glorificação de Cristo.

João Batista ensinou que somente Cristo podia batizar com o Espírito (Mateus 3:11). Isso não podia acontecer depois da ascensão de Cristo (João 7:39; Atos 2:33). O direito de doar o Espirito de vida e poder sobre o Seu povo foi dado a Cristo com a condição de ele fazer a sua obra redentora (Gálatas 3:13-14). [Quando a Bíblia fala de Cristo enviando Seu Espírito não devemos entender que o Espírito não estava presente antes daquele tempo. Essas referências apontam à vinda do Espírito no Novo Testamento com poder e benção. Note que em João 14:16,17 nosso Senhor fala do Espírito que está presente e da Sua vinda futura].

I. O reino de Cristo vindo sobre a Terra. A Bíblia liga a glória do futuro reinado de Cristo ao poder do Espírito (Isaías 11:1-4; 42:1-4).

 

 

O CONSOLADOR 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

Na Santa Ceia nosso Senhor falou da sua traição, da sua morte e da sua partida que estava próxima. Embora Cristo tivesse ensinado os Seus apóstolos sobre isso durante algum tempo (Mateus 16:16-21), contudo parece que só naquela hora os discípulos compreenderam o que Jesus havia falado. Quando pensaram em viver sem Jesus no meio deles sentiram-se esmagados. Quando Cristo falou das perseguições vindouras (João 16:1-4), os seus corações ficaram cheios de tristeza (João 16:6).

Os apóstolos tinham visto nuvens de dificuldade unindo-se a muito tempo, mas eles se sentiam seguros com a presença de Cristo. Nosso Salvador tinha acalmado cada tempestade, alimentou a multidão quando eles eram impotentes e expulsou o demônio que eles não puderam expulsar. Ele tinha sido o guia infalível e o Seu professor. Eles se sentiam, agora, como órfãos impotentes. Contra o cenário escuro da Sua iminente ida para o céu o nosso Senhor falou palavras de conforto em João, capítulos 14 a 16. Foi neste momento que Ele os deu a promessa de outro Consolador (João 16:7).

Hoje, para os cristãos que nunca conheceram a Cristo na carne (II Cor 5:16), o medo dos apóstolos pode parecer uma fraqueza. Nós tendemos a esquecer que a nossa força e toda a nossa direção vêm da habitação do Espírito de Deus. Nesta lição desejamos aprofundar-nos na missão do Espírito como nosso Consolador. Este trabalho é tão maravilhoso que foi expresso que Cristo deveria partir para que o Espírito pudesse ser enviado (João 16:7).

I. O QUE É CONFORTO.

Conforto é uma experiência agradável, porém implica a presença de dificuldades. Este mundo é um lugar de tribulação, perseguição, e lágrimas para os filhos de Deus. Antes da partida de Cristo Ele assegurou aos apóstolos que a dificuldade seria grande em suas vidas (João 16:1-4). O filho de Deus, portanto, não deve esperar o fim das dificuldades mas o conforto em suas aflições.

II. A NECESSIDADE DE CONFORTO.

O Cristão que passa pela vida como se fosse um órfão infeliz certamente não deve estar vivendo concernente com os seus privilégios. Deus pretende que Seus filhos tenham conforto e alegria neste mundo (João 14:27, João 16:33, Romanos 14:17, João 14:18). Um Cristão miserável é culpado de incredulidade (Romanos 15:13), e tem um testemunho insignificante. A alegria do Senhor é a nossa força e a chave para o sucesso no serviço (Neemias 8:10, Salmo 51:12-13).

Nota: Deve ser mencionado que a alegria Cristã não é incompatível a um grau de pesar sob a existência do pecado e o desejo de ir para o céu. Nós recebemos conforto em nossas aflições e podemos regozijar nelas (Tiago 1:2).

III. O CONSOLADOR.

A palavra grega usada para consolador é 'parakletos' que significa "pessoa chamada para acompanhar..." o Espírito Santo como um consolador é nosso ajudante, conselheiro e defensor.

Em I João 2:1, Cristo é mencionado como nossa 'parakletos'. Em João 14:16 Cristo disse que Ele enviaria "outro" consolador. A palavra grega para "outros" é allos e significa "outro do mesmo tipo." O Espírito Santo é, então, (assim como era Cristo) uma pessoa divina que zela por nós na ausência física de Cristo. Sendo onisciente Ele pode nos ensinar a vontade de Deus. Sendo onipotente Ele nos apoia no mundo. Ele nos ama assim como Cristo faz e, está em comunhão conosco (Rom 15:30; II Cor 13:14).

IV. COMO O ESPÍRITO SANTO CONFORTA OS CRENTES.

A. O Espírito Instrui os Cristãos.

Cristo constantemente instruiu os Seus apóstolos durante o Seu ministério terrestre, contudo com à sua partida, eles tiveram, ainda, muito a aprender. Ele lhes "prometeu outro Consolador" que continuaria ensinando-lhes (João 14:26, João 16:13-14). Nesta condição o Espírito Santo é chamado de "O Espírito da verdade" (João 14:17) que veio dar-lhes palavras que deveriam dizer quando fossem perante os tribunais (Mat. 10:17-20). Em tempos apostólicos ele ensinou pela revelação e pela iluminação. Com a conclusão do Novo Testamento Seu trabalho ficou limitado a iluminação (Mateus 10:17-20).

B. O Espírito Intercede pelos Cristãos.

Em Romanos 8:26-276, aprendemos que o Espírito Santo intercede por nós incitando as nossas orações. Isto não deve ser confundido com o trabalho de Cristo como intercessor, Que é nosso advogado (Grego, 'parakletos') perante o Pai (I João 2:1). Com base na obra remissória terminada por Cristo, Ele intercede ao nosso lado perante o Pai. O Espírito Santo intercede, porém, não diretamente a nosso favor, mas nos ensinando como orar. O Seu trabalho pode ser comparado ao de um advogado que instrui o seu cliente sobre o que ele deve dizer no tribunal. É interessante considerar que a palavra 'parakletos' tem uma conotação interessante e é traduzida como "advogado" em I João 2:1. É bom sabermos que quando ajoelhamos para orar temos alguém guiando-nos e que conhece a vontade de Deus, podendo conduzir-nos em nossos desejos e petições (Romanos 8:27, Zechariah 12:10, Efésios 6:18).

6 No verso 26 as palavras "gemidos inexprimíveis" confundem a algumas pessoas. Eles se referem às emoções ardentes do crente que sente remorso por fracassos ou porque deseja ser mais como Cristo. Freqüentemente esses desejos são tão fortes que são desabafados em gemidos, em lugar de orações verbais. Deus os ouve, porém, e entende da mesma maneira que a mãe escuta os gemidos de uma criança doente ou sedenta. Claro que o Espírito Santo é que produz tal desejo no coração do Cristão.

Nota: O autor não pode deixar de refletir sobre o fato de o nosso Senhor ter ensinado Seus discípulos a orar durante seus dias na Terra. O Espírito Santo é verdadeiramente um "outro consolador" do mesmo tipo.

C. O Espírito Sela os Cristãos.

Em Efésios 4:30, entendemos que os crentes são selados pelo Espírito até o dia da redenção. O fato de o Espírito que nos habita nunca nos deixar foi usado por Cristo como uma forte base de consolação (João 14:16,17). Essas Escrituras parecem contrastar a presença contínua do Espírito de Deus com a natureza temporária da presença física de Cristo.

D. O Espírito Assegura aos Cristãos o Amor de Deus.

O Espírito Santo conforta as pessoas eleitas por Deus fazendo com que reconheçam em suas almas o amor que Deus tem para com elas (Romanos 5:5). O Espírito revela a nós tudo aquilo que Deus nos preparou (I Coríntios 2:9-10) como resultado do Seu amor.

E. O Espírito Produz Fé nos Cristãos.

Toda a fé e esperança tida pelo crente foi produzida pelo Espírito Santo. Ele sustenta essas graças que agem como uma âncora em nossas almas (Romanos 15: 13, Gálatas 5:22).

F. O Espírito Produz Gozo nos Cristãos.

Romanos 14:17, Gálatas 5:22,

G. O Espírito Santifica os Cristãos.

O Espírito Santo conforta o crente fortalecendo a sua graça, dando-lhe vitória sobre o pecado. O Espírito não deixará o trabalho iniciado na regeneração ser superado ou destruído por Satanás (Fil. 1:6; Rom 6:14)..

H. O Espírito Habilita o Evangelho.

O Espírito Santo conforta o crente dando-lhe sucesso em seu trabalho na Grande Comissão. Nós não permanecemos sozinhos em uma tarefa impossível, mas somos dotados de poder Divino (Atos 1:8, I Pedro 1:12, I Tessalonicenses 1:5).

I. O Espírito Equipa a Igreja.

O Espírito Santo é um conforto e uma ajuda para o povo de Deus, colocando nas igrejas dons necessários para a sua edificação (I Coríntios 12:1-31, Efésios 4:11-12). A próxima vez que formos abençoados pelo ministério de outro crente, devemos relembrar-nos de Quem capacitou aquela pessoa para que fosse uma bênção.

Conclusão

O Salvador falou do Espírito Santo somente como nosso "Consolador", isto Ele fez somente poucas horas antes do Calvário. Para apreciar os benefícios que nós recebemos diariamente de nosso 'Parakletos' Celestial meditemos nos sentimentos dos apóstolos naquela triste noite. Eles se sentiram profundamente impotentes e tristes. Não menosprezamos a bênção que recebemos na vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes.

 

 

 

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NA INSPIRAÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

Hoje em dia, qualquer a menção ao Espírito Santo leva muitos a pensarem sobre aqueles que profetizam e falam em línguas entre os Pentecostais. Há multidões que atestam ter novas revelações e dons especiais de sabedoria e conhecimento. O autor regozija-se em contrapartida a tudo que nós temos: " mui firme, a palavra dos profetas" (II Pedro 1:19-21), que é a Bíblia. O Espírito Santo tem nos dado uma revelação tão completa nas Escrituras que Seu trabalho agora é a "iluminação" e não mais a "inspiração."

O autor fica entristecido ao ver homens tão consumidos pela asserção de profetas modernos enquanto a Palavra é O guia da verdade. A Bíblia parece uma ‘letra morta’ para aqueles que não têm orado sobre o Seu conteúdo, mas têm fome por algo ‘novo’. A Bíblia como um grandioso trabalho de revelação pelo Espírito é em todas as maneiras superior à :

A. Tradição - Mat. 15:1-9

B. Ciência - I Timóteo 6:20 (Mesmo a ciência verdadeira, que trata só de fatos, não pode aprofundar-se em áreas nas quais as Escrituras têm sido claras).

C. Fábulas - II Timóteo 4:4 (O Livro de Mormon dá nos um exemplo de fábulas modernas).

D. Ocultismo - Isaías 8:19-20

E. Operadores de sinais - Deuteronômio 13:1-3 (em Hebreus 2:3-4, vemos que os Sinais foram usados para confirmar a Palavra de Deus, Sinais mentirosos e maravilhas também são permitidos para enganar aqueles que não amam a verdade).

F. Falsos Profetas

G. Opinião - Provérbios 14:12

A obra do Espírito Santo na inspiração pode ser resumida na declaração que "cremos na inspiração verbal e plenária das Escrituras Sagradas." A continuação deste estudo examinará esta declaração.

I. INSPIRAÇÃO

Em II Timóteo 3:16, descobrimos que a Bíblia é um livro inspirado. A palavra "inspirada" é tradução da palavra grega theopneustic que Significa "sopro divino." Em II Pedro 1:21 aprendemos que os homens de Deus eram movidos pelo Espírito assim como o vento move um barco. Mesmo que as porções variadas da Palavra de Deus viessem por ditado (Êxodo 20:1), visão (Apocalipse 1:11), ou direção intima (Lucas 1:1-3), fica claro que tudo deve ser visto como A Palavra de Deus (Hebreus 4:12).

A inspiração nunca deve ser entendida como uma mera capacidade da inteligência humana. A inspiração assegura-nos que cada palavra na Bíblia representa os pensamentos do Espírito. Isto é provado pelas declarações feitas na Bíblia (II Samuel 23:2-3; Jeremias 1:9), e também pelo fato de os próprios profetas terem estudado seus próprios escritos, para saberem o que relatavam (I Pedro 1:10-12). A palavra "inspiração" enfatiza que as Escrituras vieram de Deus. Muitos falam de "homens inspirados" mas, a Bíblia foi inspirada e não os escritores humanos.

II INSPIRAÇÃO VERBAL

Quando a palavra "verbal" é usada em conexão a palavra "inspiração", isso implica em as próprias palavras usadas nas Escrituras serem inspiradas. Ensinar que os escritores eram meramente ajudados por Deus ou que só as suas doutrinas eram inspiradas é o mesmo que não entender por completo a doutrina da inspiração.

As provas da inspiração verbal são muitas. Somos assegurados que o Espírito Santo ensinou "palavras" (I Coríntios 2:13). Nosso Senhor ensinou que todo jota e til nas Escrituras estão corretos (Mateus 5:18). Davi ensinou que as "palavras" do SENHOR são puras e seriam guardadas (Salmos 12:6-7). Outros testificaram que a inspiração recebida foi verbal (Jeremias 1:9; II Samuel 23:2). Paulo cria que cada palavra da Escritura era inspirada e isso fica entendido pelo fato de ele construir doutrinas sobre uma única letra da Escritura (Gálatas 3:16).

Nota do tradutor: Usamos o termo "Pentecostal" como adjetivo para nos referir não à uma igreja em particular mas à uma crença que tem em comum os dons. Em relação a igreja Católica, esse termo seria "Carismático". Outros grupos religiosos usariam o termo "renovação" para se referir ao que queremos nomear como "Pentecostal".

III. INSPIRAÇÃO VERBAL PLENÁRIA

O adjetivo "plenário" quer dizer ‘completo’ e deduz que a Bíblia é toda inspirada. A Bíblia não contém a Palavra de Deus em alguns lugares, mas ela é a Palavra de Deus na sua totalidade. Isto é declarado em II Timóteo 3:16, "Toda a Escritura é divinamente inspirada".

A Bíblia é inspirada verbalmente e plenamente vista pela posição do Senhor Jesus e Seus Apóstolos. Cristo usou todas as partes do Velho Testamento em Seus ensinamentos (Lucas 24:27), e citou livros tais como Jonas e Daniel que hoje em dia são atacados pelos críticos.. Em Atos 1:16 e 4:24-25 o Livro de Salmos é referido como a Palavra de Deus. O Apostolo Paulo cita tanto Moisés quanto Lucas como autoridades (I Timóteo 5:18).3 Em II Pedro 3:15-16, achamos que Pedro vê as escrituras de Paulo como "Escritura". A igreja primitiva não sabia da "inspiração por grau" ou porções ‘não inspiradas’ da Bíblia. A Bíblia, toda, deveria ser crida como "soprada por Deus."

IV. A LIMITAÇÃO DA INSPIRAÇÃO

Tão importante quanto a inspiração verbal das Escrituras, é assegurar-se que somente as Escrituras são inspiradas. Expandir a inspiração além da Bíblia, para os dias de hoje, Significa minar as verdades da Bíblia como uma revelação completa. Temos o aviso para não aumentarmos nada na Palavra de Deus (Apocalipse 22:18). As afirmações de cada profeta moderno são ataques contra a própria Palavra de Deus.

Conclusão

Alguns têm declarado que para enfatizar o trabalho do Espírito Santo é promover fanatismo. Essa falsa conclusão tem sido trazida por aqueles que vêem a revelação do Espírito Santo fora das Escrituras. Quando alguém entende que o Espírito Santo completou Seu trabalho na inspiração, e agora está envolvido no abrir dos corações para o entendimento das Escrituras, fica livre de seu erro.

3. Neste versículo Paulo cita Deuteronômio e o Evangelho de Lucas. Moisés, quem escreveu o livro de Deuteronômio, foi o grande profeta reverenciado por todos. Foi ele quem guiou Israel para fora do Egito e escreveu os primeiros cinco livros da Bíblia. Sem a menor dúvida, a velhice dos seus escritos poderia impressionar os homens.

Lucas, por outro lado, era um homem mais jovem que Paulo e nem era um apostolo. O fato de Paulo reconhecer os escritos de ambos com igual autoridade prova nossa doutrina da inspiração.

 

 

 

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NA REGENERAÇÃO

 

 

INTRODUÇÃO

 

As palavras "novo nascimento" têm se tornado comuns nos círculos religiosos hoje em dia. Sabendo que Satanás é um mestre para redefinir termos bíblicos é necessário portanto reafirmar continuamente o significado bíblico destas palavras.

I. A NECESSIDADE DO NOVO NASCIMENTO

Em João 3:3 e 5, nosso Senhor afirma claramente que a regeneração é necessária para a salvação. O homem não só precisa de perdão para que tenha comunhão com Deus, como também a sua natureza deve ser renovada. O homem caído é natural (I Cor 2:14), sensual (Judas 19) e carnal (Rom 8:5-7), o oposto ao espiritual (I Cor 2:15). Cristo revela que há uma distinção imutável entre o que é nascido da carne e o que é nascido do Espírito. A carne pode ser religiosa, refinada, educada e ter aparência moral, mas ainda é carne (João 3:6).

Cada parte do homem natural é corrompida pelo pecado. A sua mente é entenebrecida às coisas de Deus (I Cor 1:18; 2:14; Efés 4:18). Seu coração está numa condição de inimizade contra Deus (Rom 8:7; Jer 17:9). A sua vontade é livre somente para cumprir os desejos de uma natureza depravada (João 1:13; Rom 9:16; Fil. 2:13). A carne torna-se completamente inútil para as coisas de Deus (João 6:63).

II. A NATUREZA DO NOVO NASCIMENTO

A. Regeneração definida.

A mudança exigida pela alma do homem capacitando-o a entrar no reino de Deus é chamada "regeneração" (Tito 3:5), "nascer de novo" (João 3:3) ou "nascido do Espírito" (João 3:6). A regeneração é uma obra instantânea do Espírito de Deus pela qual uma disposição santa é dada à alma. As afeições são renovadas pelo amor a Deus, e a mente é iluminada e capacitada para o entendimento do reino espiritual. Assim como a mudança que acontece na terra durante o milênio é chamada regeneração (Mateus 19:28), o novo nascimento é a renovação da alma do homem.

B. Regeneração ilustrada.

A maravilhosa mudança que acontece na regeneração é ilustrada de muitas maneiras. Examinamos algumas terminologias aplicadas ao Novo Nascimento para melhor ilustrarmos a sua natureza.

1. "Regeneração" ou "Novo Nascimento" - Não são estas palavras meras comparações daquilo que acontece no milagre da graça, na alma do homem? Na geração física, nova vida é dada e os traços familiares são reproduzidos. Não são estas verdades que fazem do nascimento uma figura maravilhosa da obra da graça de Deus no homem?

2. Ressurreição - Ef 2:1,5

3. Renovação - Cl 3:10

4. Translado - Cl 1:13

5. Novo coração - Ezequiel 36:26

6. A lei escrita no coração - Hebreus 8:10

7. Nova natureza - II Corintos 5:17

8. Resplandecer com luz - II Cor 4:6

9. Uma árvore boa - Mat. 7:17

10. Criação - Ef. 2:10

C. Regeneração experimentada.

A regeneração não é experimental (algo que pode ser experimentado), mas acontece num nível além da consciência humana. Isso não quer dizer que o novo nascimento nunca é acompanhado por fortes emoções, porém a obra da regeneração em si não é algo sentido, mas reconhecido pelo seu fruto na vida. A conversão é resultado do novo nascimento e isto nós experimentamos. A regeneração é uma ação de Deus, mas a conversão é uma ação do homem, produzida pelo novo nascimento.

III. O AGENTE NA REGENERAÇÃO

A regeneração não é produzida pelo batismo, pela vontade humana (João 1:13), ou qualquer outra obra, mas é uma obra especifica de Deus na alma. Como o vento (poderoso, fora do controle do homem e invisível) esta obra não é produzida, controlada ou entendida pelo homem (João 3:8). Esta obra freqüentemente atribuída ao Espírito Santo é uma ação instantânea e completa de Deus sobre a alma. Mesmo que Deus venha a usar meios para salvar os eleitos, deve ser entendido que a própria regeneração não é um esforço conjunto. A Bíblia apresenta o novo nascimento como imperativo e não como mandamento (João 3:3).

Agora estamos diante de uma importante pergunta sobre o lugar do evangelho na regeneração. A Palavra de Deus é freqüentemente mencionada em conexão com o novo nascimento (I Cor 4:15; Tiago 1:18; I Pedro 1:23; Salmos 119:93). Qual é a parte exata que o evangelho tem nessa obra? Alguns exageram ao ensinar que muitos são regenerados sendo que nunca ouviram o evangelho. Vamos considerar este assunto.

5 O caso de crianças morrendo na infância não está sendo considerado.

Devemos entender primeiramente que mesmo a regeneração sendo uma obra direta de Deus sobre a alma do homem, pela sua natureza ela é feita em conjunto com o evangelho. A regeneração produz fé, e a fé torna-se impossível sem o evangelho (Rom 10:17). Como pode alguém crer num Salvador do qual nunca ouviu falar (Rom 10:14)? A regeneração nos dá á um coração de conhecimento e amor a Deus (Jer 24:7). Isso também envolve o conhecimento das Escrituras, de quem é Deus. Se a regeneração não acontece em conjunto com a Palavra de Deus não há fé, amor, santidade, e nem o conhecimento espiritual pode ser produzido por ela.

Em I Tessalonicenses 1:4-5, encontramos Paulo dizendo aos crentes de Tessalônica que ele sabe da sua eleição pelo fato de o evangelho vir a ele em poder. Por meio da regeneração Deus dá força ao evangelho abrindo os corações para recebê-lo (Atos 16:14). Muitos daqueles que gastaram as suas vidas na igreja têm testemunhado que quando Deus os salvou eles se sentiram como se estivessem ouvindo o evangelho pela primeira vez.

Aqueles que ensinam que a regeneração pode acontecer aparte do evangelho parecem temer os que não concordam com eles repartindo o credito da obra de Deus com o pregador. Eles falam do nosso ponto de vista como "regeneração evangélica" e parece crerem que temos abaixado a regeneração à uma mera obra de persuasão moral. Estes temores, portanto, não têm apoio nenhum. Vejamos a regeneração como uma obra soberana e direta de Deus sobre a alma, mas não distorçamos as Escrituras com o ensinamento que as pessoas podem experimentá-la fora do evangelho. Isso seria o mesmo que Deus dar ao homem o poder de visão mesmo falhando na criação a luz com a qual o próprio homem pode ver. Isto é um insulto à sabedoria de Deus.

IV. O FRUTO DA REGENERAÇÃO

Devido a regeneração ser conhecida apenas pelos seus frutos, vale a pena saber os efeitos que a regeneração produzirá no homem. Como podemos saber se somos nascidos de novo ou meramente enganados? Vamos listar algumas das virtudes que a regeneração produz na alma.

A. Fé - I João 5:4,5; Hebreus 12:2; I Pedro 1:3; Atos 18:27. (O leitor não deve entender que estamos dizendo que a regeneração vem antes da fé cronologicamente. A regeneração precede a fé somente como sua causa. A fé é produzida instantaneamente pelo poder regenerador de Deus e assim simultânea à regeneração cronologicamente. Isto pode ser exemplificado da seguinte maneira. Uma bala atirada numa parede instantaneamente produz um buraco. Em relação ao tempo, a ação da bala atingir a parede não pode ser separada do efeito produzido, mas a bala é a causa do buraco. A graça regeneradora produz instantaneamente a fé, mas a precede como causa.)

B. Arrependimento - II Timóteo 2:25.

C. Amor a Deus - I João 4:19

D. Amor aos outros crentes - I João 4:7; 3:14.

E. Perseverança - Filipenses 1:6; I João 5:4,5.

Conclusão

Esperamos que o entendimento do leitor sobre o novo nascimento tenha sido ajudado. Há muitos que erram pensando que toda experiência religiosa é essa maravilhosa obra da graça. O conhecimento do novo nascimento não é necessário só para fazermos firme nossa própria chamada e eleição, mas também é necessário se quisermos ser verdadeiro testemunho aos outros.

 

  A OBRA  DO ESPÍRITO SANTO NA SALVAÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

Há uma obra comum que é preparatória à regeneração e que acontece no coração do pecador. Devido a salvação ser tanto uma obra moral quanto legal deve ser esperada essa preparação. Aqueles que vão gozar eternamente dos benefícios da fé em Cristo são primeiramente tocados para que vejam a necessidade de terem a Cristo. O homem egoísta deve ser quebrado para que o Salvador possa receber toda a glória na salvação.

Antes de começar este tópico, devemos ser alertados para que nos lembremos que o Espírito Santo é um agente soberano na salvação. Ele opera como quer, e a experiência de uma pessoa não deve tornar-se um padrão para os outros. Algumas pessoas têm convicção por meses, enquanto outros logo reconhecem a plena certeza da salvação (Atos 8:25-39; 16:25-34). Alguns, com Paulo, encontram o Senhor sem O estar procurando (Romanos 10:20). Para alguns parece ser permitido ver a profundidade da sua depravação antes que achem a paz, enquanto outros reconhecem o seu pecado por completo só depois da salvação. Podemos regozijar porque só Deus conhece nossos corações, só Ele sabe o que é melhor para cada pessoa.

Tendo o cuidado de lembrar estes fatos, estudaremos algumas das obras preparatórias do Espírito na salvação.

I. DESPERTAR

Ninguém pode superestimar o perigo em que se encontram os homens pecadores (João 3:18; Hebreus 10:31), a Bíblia retrata-os como sendo adormecidos, cegos, mortos e inconscientes. A morte, o pecado, o julgamento e a eternidade não são realidades para os não regenerados (Isaías 28:15). Os homens dormem a beira do inferno.

No despertar do pecador, o Espírito de Deus impressiona a mente sobre a realidade da eternidade e do juízo. O pecador torna-se consciente de que está perigosamente sob a ira de Deus. Os assuntos espirituais tornam-se importantes. Nem todos os despertados vêm à salvação. Alguns voltam a dormir através de uma confissão vazia de religião ou pela força do mundo (Atos 24:25).

II. ILUMINAÇÃO

Enquanto apenas os regenerados são "renovados para o conhecimento" (Colossenses 3:10) os não salvos podem receber um grau de iluminação. Quando um pecador está convicto, ele pode ser ignorante em relação a natureza da fé, mas vê claramente o perigo do pecado e a gravidade da eternidade. Pela primeira vez, a sua alma torna-se importante. Não requer tudo isso um grau de iluminação?

Até mesmo o homem natural pode ser movido a temer o Inferno e a estar preocupado com o seu eterno bem. Isto é claramente diferente da luz da regeneração que capacita o homem para amar a Deus. Esta iluminação é simplesmente um alerta na mente natural do homem para que ele veja o perigo do pecado e do juízo.

III. CONVICÇÃO

Enquanto o "despertar" trata mais com o perigo, a "convicção" é a obra de Deus pela qual é revelada a causa do perigo. Pela convicção, o homem é convencido e reprovado a respeito de sua condição pecaminosa. Só esta pode dar ao pecador o desejo de conhecer a Cristo.

 "Uma forma de palavras, mesmo bem elaboradas,Nunca pode salvar almas; O Espírito Santo deve lhes golpear, E a ferida por completo sarar."

A. As áreas de convicção - Em João 16:8-11, achamos três áreas pelas quais o homem é convencido.

1. Do pecado - Deus convence os homens dos pecados grossos que tenham feito (Atos 2:36-37), do pecado original, da falha ao cumprir os deveres e do pecado da incredulidade.

2. Da justiça - Os homens são convencidos da justiça de Cristo, e da necessidade de Sua justiça (Mateus 5:6).

3. Do juízo vindouro - Juízo geralmente refere-se a domínio. Os homens são convencidos que Satanás será vencido, e Cristo será o Rei, e a resistência é tolice. Os poderes do mal não terão oportunidade de vencer, mas todos ficarão diante de Deus.

B. Necessidade de convicção.

1. Sem a convicção, os homens nunca estariam prontos para admitir a sua total profanação, nem viriam a Cristo como mendigos desesperados. "Cristo é tudo" (Colossenses 3:11) na salvação, e Deus gostaria que os remidos entendessem isso. A convicção, então, prepara a alma para a fé em Cristo.

2. A convicção é preparatória ao arrependimento. A tristeza segundo Deus (II Coríntios 7:10) precede o arrependimento que é uma mudança permanente do coração e da mente acerca do pecado.

C. Os meios para a convicção. Mesmo a convicção sendo um trabalho do Espírito de Deus, Ele se agrada por usar certas verdades neste trabalho. Assim como Ele usa freqüentemente as verdades da ira divina para despertar os pecadores, para a convicção, Ele também usa:

1. A lei (Romanos 3:19-20; 7:7-13). Os homens geralmente julgam-se pelas ações do seu próximo, mas pela convicção eles entendem que a glória de Deus é o que falta para eles (Romanos 3:23).

2. A bondade de Deus (Romanos 2:4). Muitos têm dado testemunho de que foi o entendimento da bondade de Deus que lhes convenceu dos seus pecados.

D. As marcas da verdadeira convicção.

1. A verdadeira convicção faz com que os homens aceitem suas culpas (Salmos 51:4; Lucas 18:9-14).

2. A verdadeira convicção destrói o egoísmo do homem (Lucas 18:9-14; Isaías 64:6).

3. A verdadeira convicção encara o pecado como sendo contra Deus (Salmos 51:4; Lucas 15:18).

4. A verdadeira convicção guia o convencido a Cristo, e não ao desespero mundano (II Coríntios 7:10).

A convicção pode não ser uma obra agradável, mas é necessária. Ver como somos, é um pré-requisito para que vejamos a Cristo. Nas primeiras quatro bem-aventuranças (Mateus 5:3-6) nosso Senhor explica que só os que conhecem a verdadeira convicção são realmente abençoados.

IV. UM DESEJO PARA OS MEIOS DA GRAÇA

Antes de uma alma ser convertida, o Espírito Santo freqüentemente produz no sujeito o desejo de orar e ouvir a Palavra de Deus.

Conclusão - Tomara que cada aluno da Palavra de Deus possa agora ver que o propósito da obra preparatória do Espírito é fazer com que o pecador estime ao Senhor Jesus Cristo. Cada obra do Espírito leva o pecador mais perto da realização, pois só a fé em Cristo pode salvar a alma.

 

      "Aquele que conduz a alma a se orgulhar

      Ou gabar-se de qualquer feito,

      A não ser Cristo crucificado,

      Não é do Espírito Santo.

 

      O Espírito Santo deixa de falar

      O que Ele mesmo tem sido,

      Mas move o pecador a procurar

      A Salvação pelo Filho.

 

 

A HABITAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

 

 

INTRODUÇÃO

 

Os Apóstolos ficaram tristes e confusos quando da menção da morte de Cristo e de sua partida. Na noite anterior a da Sua crucificação, o Salvador fortaleceu-os falando da vinda de um outro Consolador (João 14:16, 17). Este Consolador não só estaria com eles durante a vida como verdadeiramente habitaria neles. A habitação do Espírito de Deus ainda é consolo e sustento para os crentes. Nosso Salvador não está conosco em carne enquanto nós enfrentamos as aflições de cada dia, mas há Um maior do que o mundo (I João 4:4).

I. A DOUTRINA BÍBLICA DECLARADA

O Novo Testamento ensina que o corpo de cada crente é lugar de habitação para o Espírito de Deus (I Cor 6:19; João 7:38,39). A habitação do Espírito não deve ser confundida com Suas obras graciosas no crente. A regeneração e os dons do Espírito devem ser distinguidos do dom da própria pessoa do Espírito (I Cor 12:4; Atos 2:38).

II. UMA VISÃO FALSA

Nenhuma verdade bíblica tem escapado da perversão das mãos dos homens. O erro mais comum referente a habitação do Espírito nos crentes é a afirmação de que essa benção não é comum a todos os crentes. Muitos ensinam que a salvação deve ser complementada por uma outra experiência antes que alguém possa gozar da presença e do poder do Espírito. A essa experiência chamam de segunda benção, santificação, ou batismo com o Espírito Santo. Enquanto vários grupos aumentam seus próprios conceitos, a idéia geral permanece a mesma.

A falha fundamental deste ensinamento está na idéia de que a salvação deve ser suplementada. Estando em Cristo o crente alcança todas as bênçãos (Col 2:10; Efés 1:3; I Cor 1:30). Quando os homens deixam de estar atentos a Cristo eles cometem erros. O dom do Espírito Santo vem para nós através da salvação por Cristo não como um suplemento (Rom 8:32; João 7:39). O Espírito Santo veio para magnificar a Jesus Cristo e não para chamar a atenção a Si (João 15:26).

III. A DOUTRINA BÍBLICA PROVADA

Já têm sido mencionado os versículos que mostram nossa doutrina claramente, e estes que seguem revelarão que há muitas outras verdades bíblicas que sugerem a habitação do Espírito Santo em cada crente.

A. O Espírito é recebido através da fé. A condição da salvação e o recebimento do Espírito são iguais - Efésios 2:8; João 7:38,39; Atos 11:16,17; Gálatas 3:2; Efésios 1:13.

B. Aqueles que estão sem o Espírito não são salvos - Romanos 8:9; I Coríntios 2:9-15; 12:3; Judas 19.

C. A presença do Espírito é necessária para que alguém seja ressurgido ou transladado - Romanos 8:11.

D. O Espírito é um dom - Atos 10:45.

E. A segurança da salvação está baseada em nós termos o Espírito - I João 4:13; 3:24; Romanos 8:15,16; 5:5.

F. Os crentes são vencedores - I João 4:3,4.

G. Deus nos dá o Espírito porque somos filhos - Gálatas 4:6.

A Simples idéia de um cristão não ter o Espírito é contraditória a todos os ensinamentos da Bíblia sobre a salvação

IV. PROBLEMAS RESOLVIDOS

Deixe-nos gastar alguns momentos com versículos usados no ensino de um falso aspecto dessa doutrina.

A. Efésios 5:18 - O "enchimento" do Espírito e a "habitação" não devem ser confundidos. Nós nunca somos instruídos a sermos "habitados" pelo Espírito de Deus.

B. Atos 5:32 - A obediência mencionada aqui é simplesmente a fé em Cristo. II Tessalonicenses 1:8; João 6:28,29; 7:39.

C. Passagens relacionadas ao batismo com o Espírito Santo

 

 

 

 

      DONS ESPIRITUAIS 

 

 

A palavra CARISMA significa “dom”, manifestação do Espírito. CARIS (grego) quer dizer “graça”.

Os dons são manifestações sobrenaturais concedidas, pelo Espírito com a finalidade de edificação da Igreja. Ler Romanos 12:6-8 e Tiago 1:17.

Existe diferença entre dons espirituais e talentos naturais.

O talento natural é a capacidade que uma pessoa tem de executar algo de modo espontâneo. Pode ser hereditário ou adquirido com estudo, dedicação e persistência.

Os dons espirituais são sobrenaturais na origem e nos resultados. A pessoa que utilizar seus dons naturais no serviço do Senhor, precisa sempre estar atento à direção do Espírito Santo. Os talentos naturais podem se tornar um problema na vida da Igreja, se forem usados sem cuidado e com intenções pessoais: por vaidade, desejo de reconhecimento ou para dirigir a vida dos outros.

COMO RECEBER OS DONS DO ESPÍRITO?

Os dons espirituais são recebidos naturalmente por revelação vinda de Deus. Somente depois de constatados e confirmados é que poderão ser manifestados exteriormente, para a edificação.

Cumprida a recomendação bíblica, muitos problemas decorrentes do mau uso dos dons, seriam evitados.

“Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra”. II Coríntios 13:1b.

“... leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas, toda a palavra seja confirmada”. Mateus 18:16.

O dom não é para uso particular. A pessoa com um dom, não pode usá-lo como se fosse proprietária dele, porque é recebido pela graça, é dom de Deus. Os dons podem ser recebidos em qualquer ponto da carreira cristã, independente da condição espiritual da pessoa.

 

 

                                         

   O MAL USO DOS DONS ESPIRITUAIS

 

 

Exemplos Bíblicos sobre o mau uso dos dons:

Em proveito próprio:

Tentando agradar a Balaque, rei de Moabe, Balaão, profeta gentio, recusa-se a cumprir o mandado de Deus e escolhe seguir as intenções do seu coração:

  Consulta o Senhor, quando já sabia a Sua vontade;

  Mesmo com a negativa de Deus, prefere agradar ao Rei, numa tentativa de mudar o coração de Deus;

  Impedido de amaldiçoar o povo hebreu, Balaão aconselha Balaque, a seduzir o povo com mulheres moabitas e com seus deuses estranhos, conduzindo-os a desobedecerem ao mandamento de Deus;

• Balaão é tipo dos profetas que, até hoje, se vendem por presentes. Ler Números 23:1, 12, 13, 14 e 31:16.

• Compra e venda de dons: Simão tenta comprar, de Pedro e João, o dom de imposição de mãos. Atos 8:17-24.

• Idolatria: Transformar a pessoa com dons de revelação, visão, profecia e outros, num “oráculo”, isto é, alguém com resposta para todas as questões.

É natural que as pessoas portadoras de dons, se evidenciem na Congregação e, por esse motivo, muitos começam a tratá-los como pessoas especiais ou mais espirituais.Idolatria é a exaltação do dom com desprezo do Doador, e a substituição da Palavra de Deus pela palavra do homem. Uma pessoa pode criar profecias, ou revelações da sua mente para não decepcionar as pessoas, nem se sentir rejeitada pelos que aguardam uma palavra. O certo seria falar apenas o que viu e ouviu. Falar ou fazer o que Deus não mandou é usurpar o lugar de Deus, é exercer indevidamente uma função que não lhe pertence.

Corrigindo os abusos:

Esses casos precisam ser corrigidos pela liderança da Igreja, através da direção do Espírito e dos modelos bíblicos:

Quando algum milagre acontecia por intermédio dos apóstolos, o povo queria adorá-los como deuses. A atitude deles era de repulsa e de apresentação da origem do poder.

“E dizendo isto, com dificuldade impediram que as multidões lhes sacrificassem”. Atos 14:18.

Ler Atos 3:12; Atos 14:8-18.

   A Igreja precisa interferir quando o profeta fala sem a inspiração de Deus. Aceitando a correção e a disciplina, o dom é aperfeiçoado, até que o profeta tenha condição de julgar a si mesmo, sabendo se a revelação é de Deus ou da sua própria mente.

Encontramos na Bíblia um profeta, Ageu, que profetizou  durante quatro meses, ficando registradas, nas Escrituras, apenas três de suas profecias recebidas em três tempos diferentes no segundo ano do rei Dario. Suas profecias têm o mesmo valor das proferidas por outros profetas. O profeta é útil para o Reino quando transmite a palavra de Deus, sejam poucas ou muitas.

“No primeiro dia do sexto mês”. Ageu 1:1.

“No dia vinte e um do sétimo mês”. Ageu 2:1.

“No dia vinte e quatro do mês nono”. Ageu 2:10.

É preciso apurar o discernimento para conhecer e aceitar o que vem de Deus e rejeitar o que é da mente ou de demônios.

“Tudo tem o seu tempo determinado... Há tempo de estar calado, e tempo de falar...”. Eclesiastes 3:1a e7b.

“... muitos de vós não sejam mestres, sabendo que  receberemos  mais duro juízo”. Tiago 3:1.

Julgamento dos dons:

É preciso colocar os dons à prova. O que a pessoa diz que recebe de Deus, precisa ser comprovado pela Igreja. Toda pessoa que recebe um dom, deveria submeter-se ao julgamento da Igreja, para que todos sejam abençoados.

Os dons são do Espírito Santo. Pertencem a Deus. Não são propriedade particular. Não são para uso próprio nem para beneficiar alguém, nem para divertimento, mas unicamente para a Glória, a Honra, o Louvor e o Poder de Deus.

      Quando Jesus esteve diante de Herodes para ser julgado, calou-se diante do interrogatório, porque bem conhecia as intenções daquelas autoridades:

“E Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito; porque havia muito que desejava vê-lo, por ter ouvido dele muitas coisas, e esperava que lhe veria fazer algum sinal; e interrogava-o com muitas palavras, mas ele nada lhe respondia”.

Lucas 23:8-9. Ler Mateus 27:11-14.

O dom não deve ser usado independente da Igreja, pois está inter-relacionado com os demais dons, ministérios e serviços. A Igreja não pode permitir que uma pessoa use os dons com irresponsabilidade, pois está capacitada a discernir, pela Palavra, se a pessoa está usando sua própria mente ou sendo instrumento de Satanás. O limite entre a “alma e o espírito” só pode ser conhecido pela Palavra de Deus. Hebreus 4:12. Sem o devido julgamento, a utilização dos dons, é perigosa e produz mal ao invés de bem.

A Origem dos Dons:

Só existem três fontes de origem dos dons:

  O Espírito: verdadeiros, de acordo com a Palavra;

  A mente: dons naturais usados como se fossem espirituais; fabricação de dons por ilusão mental, a pessoa acredita que suas visões ou revelações são do Espírito. Se o crente usar sua própria mente para “fabricar” seus dons, o Espírito se afasta, e a pessoa fica a mercê de Satanás;

  O diabo: falsificação, imitação e manifestação dos dons, tanto para mal, quanto para bem, sempre na tentativa de apresentar-se como Deus.

“... e os seus profetas predizem mentira dizendo: Assim diz o Senhor Jeová; sem que o  Senhor tivesse falado”. Ezequiel 22:28b. Ler Jeremias 23:28-32; Ezequiel 13:3 e 6.

O uso abusivo e indisciplinado dos dons, por muitos que se auto-nomeiam profetas, é que causam temor e incredulidade na maioria das Igrejas. Sem condição de corrigir os exageros, e com zelo excessivo, proíbem o uso dos dons e ficam privadas das bênçãos que Deus tem para derramar. A usurpação dos dons espirituais ou a utilização dos dons naturais e da mente sem a participação do Espírito, será julgada por Deus e não mais pela Igreja, conforme a descrição que Jesus mesmo faz:

“Por seus frutos os conhecereis”. Mateus 7:16a

“Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo”. Mateus 7:19.

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus...”. Mateus 7:21a.

Este é um duro julgamento! A pessoa que não aceita a disciplina na terra, preferindo fazer a sua própria vontade, terá sua recompensa segundo suas obras.

“A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta, e o fogo provará qual seja a obra de cada um”. I Coríntios 3:13. Uma Igreja madura terá discernimento para doutrinar biblicamente seus membros e receberá todas as bênçãos decorrentes da utilização correta dos dons. A compreensão da finalidade e do real valor dos dons; a posição correta de cada ministério; a perfeita identificação entre os dons e os frutos e o discernimento para julgar com equilíbrio, fortalecerá a Igreja que cumprirá sua verdadeira missão de Comunidade Terapêutica, assim como é o funcionamento dos membros e órgãos internos do corpo humano ou as engrenagens de uma máquina.

“Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre  a qual resplandeceis como astros no mundo; retendo a palavra  da vida...”. Filipenses 2:15-16a.

E então, o mundo conhecerá que verdadeiramente, Jesus é Deus.

 

                                         

DONS ESPIRITUAIS E FRUTO DO ESPÍRITO

 

 

DIFERENÇA E INTEGRAÇÃO

 

Os dons são para serem utilizados na terra e perecerão. Os frutos são para a eternidade. Os dons são recebidos de Deus. Os frutos se manifestam a partir do interior do homem pela operação do Espírito Santo. “... havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá”. I Coríntios 13:8-13. “Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?”. Romanos 8:24.

O dom da fé, não será mais necessário quando a esperança da Igreja for alcançada. Só o amor, que é um fruto do Espírito, permanecerá, porque já faz parte da natureza espiritual que está sendo formada em nós. I Coríntios 13:3. 

O fruto é o resultado de um processo gradual.

É um trabalho do Espírito, com a participação do crente. Sempre que há liberdade, o Espírito opera, promovendo a implantação do caráter de Cristo, substituindo as obras da carne pelo “fruto do Espírito”. Gálatas 5:19-23.

O fruto começa a manifestar-se de dentro para fora.

É um trabalho de parceria de Deus com o homem.

O Espírito Santo começa a mostrar os desvios em nosso caráter, mente e emoções. As correções e curas acontecerão na medida de uma resposta positiva do crente. O propósito de Deus, é que cada um alcance a semelhança d’Ele, conforme foi Sua intenção na Criação. Aquele que valoriza o fruto do Espírito e deseja alcançar a maturidade, ocupará o lugar em que deve estar sentindo-se em paz e feliz, por menor que seja o seu trabalho. “As linhas caem-me em lugares deliciosos; sim, coube-me uma formosa herança”. Salmos 16:6.

Exemplo:

Num jardim de infância, em dia de festa, era apresentado um quadro pintado pelas crianças. Um garoto, o mais entusiasta, entre todos, mostrava aos visitantes a pintura da qual ele havia participado. Ao lhe perguntarem, qual a parte do quadro lhe pertencia, respondeu satisfeito: “Eu lavei os pincéis”.                                                                                     (Fonte desconhecida).

A posição de cada pessoa no Corpo de Cristo, é desempenhada através dos dons, dos ministérios e das operações, porque: “Ora há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de Ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de Operações, mas é o mesmo

Deus que opera tudo em todos”. I Coríntios 12:4-6.

A Trindade está presente nas atividades da Igreja, ensinando, dirigindo, exortando e julgando. Uma pessoa pode ser piedosa, manifestar frutos de crescimento espiritual e, no entanto, não apresentar nenhum dom que a destaque dos demais.

Outra pessoa pode apresentar muitos dons, ser ousada na manifestação deles, ocupar posições de liderança e, contudo, estacionar em sua caminhada espiritual, enfraquecer na fé e, até apartar-se do Caminho.

O dom, não possui valor próprio.

Não produz salvação, nem crescimento espiritual. A maturidade espiritual, pessoal e corporativa, vai sendo alcançada à medida que cada um sinta a necessidade de buscar os frutos do Espírito em sua vida. O homem natural traz as raízes de Adão, por isso não pode compreender assuntos espirituais.

O Novo Nascimento capacita a pessoa, a receber a imagem do segundo homem, que desceu do céu, o Senhor Jesus Cristo, e receber uma nova herança, uma nova raiz: “Assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial”. I Coríntios 15:49.

Ler I Coríntios 15:39-50.

Os dons não podem substituir “o fruto”. A operação conjunta entre o fruto e o dom, dará condições à pessoa de alcançar equilíbrio e apurar o discernimento. Quando os dons são utilizados sem amor, para nada servem. São como “... o metal que soa ou como o sino que tine”. I Coríntios 13:1b.

O amor, fruto do Espírito, é um dos atributos de Deus, posto ao alcance dos seus filhos. “... o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. Romanos 5:5b.

Os capítulos 12, 13, e 14 de I Coríntios referem-se aos dons:

• Capítulo 12: Classificação dos dons.

• Capítulo 13: O dom mais excelente.

• Capítulo 14: Finalidade e disciplina no uso dos dons.

Esses três capítulos formam um conjunto onde se pode perceber uma perfeita harmonia entre a doutrina e a prática da vida cristã e a integração entre os dons e o fruto do Espírito. O poema que descreve o verdadeiro amor, no capítulo 13, está intercalado entre a teoria e a prática dos dons.

A Interdependência dos Dons:

É comum encontrarmos pessoas que operam com mais de um dom. Isso se deve ao fato de que os dons são interligados e dependem uns dos outros.

• Uma pessoa pode ter uma palavra de sabedoria, e ao mesmo tempo discernir um espírito de enfermidade em alguém, e ainda expulsar o demônio causador daquele mal. Operaram juntos os dons de: Sabedoria, Discernimento, Expulsão e em conseqüência, a Cura.

• Uma interpretação de línguas, pode ser intercalada com uma profecia. Operaram juntos o dom de línguas a interpretação e a profecia.

• A fé pode ser utilizada na expulsão de demônios, mas também, para a manifestação do poder de Deus na cura e na operação de milagres. Operaram juntos o dom da fé, a expulsão de demônios, a cura e a operação de maravilhas.

Diferença entre dom e ministério:

O dom tem alcance limitado; o ministério é aceito, respeitado e dele é que depende a unidade e toda a vida da Igreja.“Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”. Mateus 25:23.

Um dom pode ser transformado em ministério, e isto refere-se a uma função conferida aos portadores de dons. Depois do cumprimento de um tempo, no uso do dom, com seriedade e respeito, havendo a testificação da liderança, o dom passa a ser exercido como um ministério. Existe uma diferença entre “ministério no uso dos dons” e o Ministério na direção de uma Igreja.

Uma Igreja não pode ser dirigida por dons.

Os ministérios citados por Paulo, em suas cartas, significam uma investidura para a direção da Igreja: Uma liderança separada por Deus e aprovada pelos homens.

“E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo  o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do  ministério, para a edificação do corpo de Cristo”. Efésios 4:11-12.

 

 

     CLASSIFICAÇÃO DOS DONS

 

 

UM ESTUDO EM I CORÍNTIOS 12:1-11.

O profeta Joel fala sobre a descida do Espírito Santo e a manifestação dos dons espirituais sobre a Igreja.

 “E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne,

 e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos,

os vossos  mancebos terão  visões. E também sobre os servos e sobre

as servas naqueles dias derramarei o meu  Espírito”. Joel 2:28-29.

Esta palavra profética cumpriu-se no dia de pentecostes e é citada, literalmente, pelo apóstolo Pedro, em seu discurso logo após o cumprimento dessa profecia.  

“E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e

 impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.

 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que

de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.

 E todos foram cheios do Espírito Santo...”.

Atos 2:1-4a e Atos 2:16-18

Em I Coríntios 12:1-11, encontramos nove dons distribuídos em três categorias, com três dons cada uma:

I  -  DONS DE REVELAÇÃO: Sabedoria, Ciência e Discernimento de espíritos.

II  - DONS DE PODER: Fé, Cura e Operação de maravilhas.

III - DONS DE INSPIRAÇÃO: Profecia, Línguas e Interpretação.

I - DONS DE REVELAÇÃO

As revelações vêm diretamente do Espírito Santo ao espírito do homem, vivificado pelo Novo Nascimento. Estar em Cristo é uma expressão muito usada nas Cartas Paulinas e significa nossa identificação com Deus pela comunhão. A comunhão é o elo entre o Espírito de Deus e o nosso espírito.

É a certeza da nossa integração com Deus.  

“Frutificando em toda a boa obra e crescendo no conhecimento de Deus” e

 “Crescei na graça e conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.

Efésios 1:17; Colossenses 1:9-10 e II Pedro 3:18.

A falta de sabedoria, de conhecimento e discernimento, pode levar uma pessoa e até uma Igreja inteira ao caos, à confusão, à quebra de confiança, entre as pessoas, à criação de grupos independentes, ao desrespeito aos pastores e líderes, à divisão.  

“... não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios

 do conhecimento da Sua vontade em toda a sabedoria

e inteligência espiritual”. Colossenses 1:9.

O crente deve buscar o “espírito de sabedoria e de revelação” e também apurar sua “inteligência espiritual”, a fim de conhecer a vontade de Deus e discernir entre o santo e o profano. Os dons de revelação são os mais silenciosos, de menos aparência externa e requerem uma participação maior do homem. São também os mais fáceis de serem manipulados, porque sua manifestação externa depende da honestidade e sinceridade da pessoa que os possui. Os dons de poder operam o sobrenatural e não dependem da interferência humana. Os dons de poder e inspiração, são os mais visíveis, mas na prática, todos possuem o mesmo valor. A revelação é a descoberta do que está oculto, a manifestação de um mistério e o esclarecimento daquilo que é humanamente incompreensível.  

“Como me foi este mistério manifestado pela revelação como acima em pouco vos escrevi...

e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério,  que desde os séculos

esteve oculto  em Deus...”.  Efésios 3:3, 8 e 9.

O propósito das revelações de Deus para a Igreja é fazer notória Sua soberania, Seu governo e domínio, para que a Igreja cumpra a sua vontade e se submeta com temor. João 17:23 e Efésios 3:10. Os demônios imitam os dons do Espírito e também revelam coisas ocultas. As revelações de fontes pagãs, funcionam somente a nível mental, não podem atingir o espírito. Tais conhecimentos, descobertas, visões, profecias..., são temporais, limitados e direcionados às pessoas, tanto para o bem quanto para o mal.  

“Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena,

animal e diabólica”. Tiago 3:15.

Ler I Coríntios 3:18-23.

 A maioria dos profetas pagãos, desconhece a fonte de suas revelações; outros sabem que não procedem de Deus, mas preferem escolher e receber o mal como se fosse o bem. Os profetas seculares são exaltados pelo cumprimento de muitas de suas profecias e, por mais honestos que sejam, sempre haverá erros em suas previsões.

 “... E, se disseres no teu coração: Como conheceremos a palavra que o Senhor não falou?

Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e tal palavra não se cumprir,

nem suceder assim, esta é palavra  que o Senhor não falou;

com soberba a falou o tal profeta, não tenhas temor

dele”. Deuteronômio 18:20-22.

Ler o confronto entre o profeta Jeremias

com um falso profeta. Jeremias 28:1-17.

Os profetas bíblicos conhecem a procedência de suas revelações, estão convictos da veracidade das palavras que proferem e não há erros em suas profecias. Geralmente, começam a profecia designando a origem de suas revelações, falando com firmeza e convicção:

• “E veio a mim a Palavra do Senhor”;

• “Assim diz o Senhor Jeová”;

• “E disse-me o Senhor”;

• “O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim”.  

“Ó Deus de meus pais, eu te louvo e celebro porque me deste

sabedoria e força; e agora me fizeste saber o que te

pedimos, porque nos fizeste saber este

assunto do rei”. Daniel 2:23.

Os dons de Revelação são os mais necessários para a sobrevivência da Igreja. Através desses dons é que a Igreja descobre e proclama a Verdade dos tesouros da Palavra.

                                         

  DONS DE REVELAÇÃO

 

SABEDORIA

A sabedoria é parte da Onisciência que Deus oferece à Igreja para capacitá-la no cumprimento de sua missão. Não é conhecimento humano. Este dom é de grande valor na vida do cristão, por que:

  Exerce influência no relacionamento interpessoal.

  Faz diferença na aceitação dos problemas existenciais.

  Capacita a pessoa:

  A aceitar seus limites, sua fragilidade e transitoriedade;

  A fazer boas escolhas;

  A fazer diferença entre o absoluto e o relativo;

  A aproveitar suas experiências de vida para seu próprio crescimento.

Não podemos dar o que não temos. Se o que temos são pensamentos próprios, só transmitiremos conceitos e palavras, eloqüência e conhecimento humano que só alcançam o intelecto, estimulam a alma, as emoções, a mente e a vontade de quem ouve. O crente sabe que é um “cooperador” de Deus e que a fonte dos seus dons e do seu conhecimento, vem de Deus. Um pregador que possui o dom da sabedoria, é diferenciado dos demais, pela unção que há na sua fala, porque transmite,  não apenas o que estudou, mas o que experimentou no seu convívio com Deus. Ler Provérbios capítulos 2, 3, 4, 8 e 9.

O fruto do Espírito, só pode ser alcançado pelo Espírito.

“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que

somos filhos de Deus”. Romanos 8:16. Ler Efésios 3:14-19.

Quando alguém é tocado pelo amor e pela luz de Deus, certamente transmitirá esse amor e essa luz ao outro. Existem características que são necessárias a uma pessoa que aspire a liderança na obra do Senhor. É preciso, conscientemente, permitir que a obra da Cruz seja realizada em sua vida. Esse processo dura a vida toda, e consiste em destruição e reconstrução, morte e ressurreição. Destruição e eliminação dos conceitos contra a Palavra de Deus, contra a verdade e reconstrução e renovação dos novos conceitos segundo o pensamento de Deus. À medida que o crente persevera em assimilar assuntos referentes a Deus, através de Cristo e do seu Espírito Santo, vai conquistando novos territórios no reino espiritual.

É aperfeiçoamento para alcançar a maturidade espiritual. 

“Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro

que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e

glória, na revelação de Jesus Cristo; ao qual, não o havendo

visto amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos

alegrais com gozo inefável e glorioso; alcançando o

fim da vossa fé, a salvação das almas”. I Pedro 1:7-9.

Deus usa vários modos para moldar e atrair o servo para mais perto Dele. Alguém disse:  

“eu sempre me queixava das interrupções no meu trabalho,

até que entendi que elas é que eram o meu trabalho”.

O dom da sabedoria é sobrenatural, não está vinculado a nenhum método humano.

Exemplos:

• Noé sabia que o dilúvio aconteceria porque recebera uma revelação de Deus. Ler Gênesis 6:13-22.

• A José foi dada a palavra de sabedoria e a capacidade de interpretar sonhos e prever acontecimentos futuros. Ler Gênesis 40:8-13 e 41:16-37.

• Para a construção do Tabernáculo e das vestes sacerdotais, Deus escolheu pessoas e distribuiu o dom da sabedoria para que tudo fosse feito.

“... porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no

monte se te mostrou”. Hebreus 8:5. Atos 7:44.

Ler Êxodo 31:3-11; 35:30-35; 36:1.

• O rei Salomão pediu a Deus entendimento para governar o povo. Foi tal a resposta a esse pedido, que a Bíblia registra que Salomão foi o homem mais sábio da terra.

É bem conhecida a sentença dada às duas mulheres que se diziam mães da criancinha que ficara viva após a morte da outra: partir a criança ao meio, e cada mãe ficaria com a metade. O resultado é que foi descoberta a verdadeira mãe, que preferiu a criança viva, ainda que ficasse com a outra. Ler I Reis 3:4-28 e 4:29-34.

• Com Daniel e seus companheiros estava a sabedoria no modo de conduta dentro e fora do palácio, na interpretação dos sonhos de Nabucodonozor, na tradução das palavras proféticas escritas na parede do palácio, e sobre o destino da Babilônia naquela noite do banquete. Ler Daniel 2:19-30; 4:19-27 e 5:18-31.

• Aos três magos do Oriente, que vieram adorar Jesus, em Belém, foi-lhes dado um aviso em sonhos, para que não voltassem a ver o rei Herodes. Ler Mateus 2:12.

SABEDORIA NO ACONSELHAMENTO:

 A sabedoria é muito útil, em gabinetes de aconselhamento. A um conselheiro atento, pode ser revelado o momento certo de dizer uma palavra, não para dirigir a vida do outro, mas como auxílio para que ele mesmo encontre a solução do seu problema e passe a tomar suas decisões com responsabilidade.

A responsabilidade é pessoal.

O conselheiro que usa seus próprios conhecimentos sem preocupar-se com a direção do Espírito, dá poucos frutos ou quase nenhum. Se a pessoa ficar atenta à voz do Senhor, o Espírito revelará a palavra certa, no momento certo, sem direcionar a vida do outro. Deus pode revelar os segredos do coração de alguém para  que a pessoa alcance uma libertação ou cura interior. A falta de sabedoria no aconselhamento, é a causa da perda de confiança das pessoas que precisam de ajuda. Isto acontece porque, muitas vezes, o conselheiro apressa-se em falar o que lhe vem à mente, sem a preocupação de ouvir atentamente o que o outro precisa expor. O Espírito Santo trata cada um conforme as suas necessidades. Cada pessoa tem sua própria identidade. Cada um é especial. A impressão digital e o DNA é único.

O conselho dado a um, pode não servir ao outro.

“Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? Diz o Senhor Jeová; não desejo

antes que ele se converta dos seus caminhos, e viva?”. Ezequiel 18:23.  

“Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor

Jeová; convertei-vos, pois, e vivei”. Ezequiel 18:32.

Ler todo o capítulo. Ezequiel 18:1-32.

Uma Igreja madura saberá formar líderes capazes de utilizar os dons de Revelação para edificação da Igreja. A sabedoria não é teórica, é prática e é para ser utilizada no dia a dia do cristão. Pela sabedoria, sabe-se o tempo de Deus para cada coisa.

O tempo de calar e o tempo de falar, o tempo de sair ou de permanecer, o tempo de estar junto e o tempo de se afastar, e também como aplicar a Palavra de Deus na vida prática. Ler Eclesiastes 3:1-8.

 

 

     DONS DE PODER

 


“... a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam,

e a prova das coisas que  se não vêem”. Hebreus 11:1.

“... a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra

de Deus”. Romanos 10:17.

A FÉ é uma semente plantada no espírito de cada pessoa que nasce e está pronta a germinar pela Palavra de Deus.  As pessoas não são cegas, mas seu entendimento está fechado para assuntos espirituais.

Exemplos:

• Abel, pela fé, ofereceu maior sacrifício do que Caim. Gênesis 4:1-7.

• Enoque agradou a Deus e foi transladado. Gênesis 5:24.

• Noé construiu a arca conforme tudo o que lhe foi ordenado, porque creu no que Deus lhe falou. Gênesis 6:22 e Hebreus 11:7.

• Abraão saiu da sua terra, sem saber para onde ia, por que creu. Gênesis 12:4. Ler cap. 12:1-9. Hebreus 11:8-10.

• Sara recebeu a virtude de conceber na velhice. Gênesis 18:9-14 e Hebreus 11:11.

  Moisés fez tudo conforme Deus lhe ordenou no monte. Êxodo 25:40; Atos 7:44 e Hebreus 8:5.

Vamos considerar alguns tipos de fé:

Fé Natural, Fé Salvadora, Fé como Fruto e Fé como Dom.

FÉ NATURAL:

Todo homem tem fé em alguma coisa. Ninguém pode viver sem fé, e precisa confiar em alguém ou em alguma coisa. Se você viaja, é porque tem fé de que vai chegar no lugar desejado, porque confia no veículo e em quem o conduz. Você confia que a padaria faz um pão limpo para você poder comer. Quando você escolhe os alimentos, é porque você precisa comer, gosta deles e confia que são bons para saúde. 

FÉ SALVADORA:

É a fé que abre os olhos espirituais do ser humano e o faz ver algo que lhe estava oculto. É quando o homem reconhece sua fraqueza e impossibilidade de salvar-se a si mesmo, por estar distante de Deus. Esta é a fé que faz o homem ver sua necessidade de ter um salvador e crer que Jesus é Deus.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.   Efésios 2:8-9. Ler João 3:16 e Hebreus 11:6.

É pela fé salvadora que o homem prova o Novo Nascimento, que consiste no despertar do espírito humano pela presença do Espírito de Deus. O Novo Nascimento capacita o homem a compreender a verdade sobre assuntos espirituais.

Este é o começo da vida cristã.

A partir daí, dependerá de cada um o desejo de buscar comunhão com Deus, e crescer no entendimento espiritual, através de sua Palavra.

FÉ COMO FRUTO DO ESPÍRITO:

Depois de alcançada a fé salvadora, a vida do cristão vai sendo fortalecida durante toda a sua caminhada terrena. A fé vai se transformando, crescendo à medida que a pessoa anseia pela presença, pelo conhecimento, obediência aos mandamentos e às determinações da Palavra de Deus. É indispensável crer que a Bíblia é um dos meios que Deus usa para falar aos homens. Qualquer discordância, qualquer dúvida não resolvida, qualquer oposição à Palavra, certamente impedirá o alcance desse fruto do Espírito. Como acontece com o fruto de qualquer árvore, que começa na flor e vai crescendo lentamente, assim é com o fruto do Espírito na vida de uma pessoa. É preciso regar, cuidar, limpar de pragas e insetos, proteger do sol forte, até o seu amadurecimento. 

Todos os cuidados são necessários ao cultivo da fé.

Não só a fé, mas qualquer fruto do Espírito, requer todo este tratamento. A fé como fruto do Espírito, é que nos faz ter intimidade com Deus e nos permite viver num ambiente celestial aqui na terra.  

A FÉ COMO UM DOM:

Alcançar esse dom é um privilégio na vida do crente, porque é através dele que o poder de Deus pode se manifestar com mais intensidade. O dom da Fé nos faz compreender que somos meros cooperadores de Deus. É a prática de tudo o que aprendemos teoricamente; é a posse de algo inabalável em nosso espírito que nada poderá derrubar. O dom da Fé é que nos faz transcender a razão e nos permite crer que Deus opera o sobrenatural, através das nossas palavras, gestos e intenções do nosso coração. Este dom permite a manifestação do poder de Deus, para que todos glorifiquem ao nosso Pai que está nos céus.

Quem possui o dom da Fé, é ousado porque:

• Já experimentou a intervenção de Deus em sua própria vida, muitas vezes e de muitas maneiras;

• Tem convicção de que chegou ao ponto máximo de sua fragilidade e impossibilidade;

• Reconhece que só Deus pode intervir realizando o impossível;

• Submete-se à soberania de Deus;

• Aguarda a intervenção divina;

• Sabe que somente um milagre, pode alterar a situação;

• Compromete sua reputação quando tudo está perdido;

• Confia na proteção de Deus nas horas de perigo;

  Está Capacitado a ver e a receber as promessas de Deus;

  Alcança vitória nas lutas que enfrenta.

Exemplos:

• Moisés à frente do Mar Vermelho, sem saída diz ao povo:

  “Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor...”. Êxodo 14:13.  Ler Êxodo 14:15-26. 

• Pedro e João disseram ao coxo na entrada do Templo:

  “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda”.  Atos 3:6.  

• Elias usou o dom da fé, comprometeu-se, colocou água sobre a lenha e pediu fogo de Deus. “Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego”. I Reis 18:38. Ler cap. 18:22-39.

   Daniel, na cova dos leões, nada sofreu. Ler Daniel 6:16-22.

   Paulo não morreu ao ser picado por uma víbora. Atos 28:3-6.

   Moisés com as mãos erguidas foi o elo de ligação de Deus com o povo, alcançando vitória contra os amalequitas. Ler Êxodo 17:10-13.

 A Igreja precisa de muitos “Arão e Hur”, para sustentar as mãos cansadas dos que oram pela vitória do Reino de Deus. Assim, a Igreja seria mais do que vencedora. Hebreus 11:32-34 lista uma série de milagres operados pelo Dom da Fé. Às vezes, não percebemos quanto vale este dom, porque não estamos de olhos abertos para ver de quantas ciladas somos livres a cada dia, pelo Senhor que cuida de nós.

 

DONS DE PODER

 

CURA

“Na verdade vos digo que aquele que crê em mim, também fará as obras que eu faço, e as fará maiores que estas; porque eu vou para meu Pai”. João 14:12.

Ainda não temos visto o cumprimento desta palavra de Jesus. A maioria das Igrejas não está preocupada em se preparar para a prática dos dons. Os verdadeiros servos do Senhor não estão satisfeitos com a ação da Igreja nos dias atuais, porque aguardam ansiosos pelo momento em que verão o mover sobrenatural do Espírito cumprir-se pela ação da Igreja.

O tempo da centralização dos poderes está terminando.

O “estrelismo evangélico”, através dos instrumentos eletrônicos, os shows gospel, estão perdendo a essência, a autoridade espiritual e a unção. O Espírito Santo precisa ter liberdade de agir, no tempo e no espaço, porém, a maioria das Igrejas limita a ação do Espírito, com uma liturgia fechada, muitas regras, horário predeterminado e restrito, programas de apresentação de talentos naturais, ocupando o tempo destinado a louvor, celebração, adoração. Preenche-se o pequeno tempo reservado aos cultos a Deus, com programações de exaltação ao homem.

A PARTIR DESTE PONTO, NOSSO ESTUDO ESTÁ BASEADO NO LIVRO E NOS VÍDEOS DE CHARLES E FRANCIS HUNTER, MISSIONÁRIOS AMERICANOS, CUJAS LIÇÕES SOBRE CURA, AMPLIARAM EM MUITO O NOSSO ENTENDIMENTOÀRESPEITO DESSE DOM.

A Igreja pertence à Deus e não às pessoas. E Ele tem novidades para nós, a cada dia, mas, por vezes, já estamos tão apegados ao conhecimento adquirido que permanecemos como se tivéssemos atingido a perfeição. O poder de Deus, sobrenatural e dinâmico, move-se através dos tempos, conduzindo a Igreja conforme o caminho predeterminado e estabelecido no propósito eterno. Não há regras para o sobrenatural, que deveria ser natural para o crente. O comando é a direção do Espírito. A nós compete apurar a nossa sensibilidade e percepção, para conhecermos o tempo, o espaço e o modo de Deus atuar. Deus concedeu poderes à Igreja que deve exercê-lo com humildade e em unidade. A hierarquia eclesiástica continua existindo, a vida do pastor é essencial, mas a Igreja como corpo, precisa usar todo o seu potencial em unidade. A Igreja é uma comunidade terapêutica, e tem o dever de aliviar o sofrimento daqueles que vêm em busca de socorro. Conforme promessas feitas por Jesus, acontecerão muitos milagres neste final dos tempos.

Compete à Igreja trazer, à terra, o poder de Deus.

Falta à Igreja a coragem de por em prática, exercitar-se, preparando-se para receber e administrar o sobrenatural. Os dons da fé, cura e expulsão de demônios, são dons de utilidade e necessidade urgente.

É uma questão de tomada de posse dessa promessa de Jesus.

Estamos preocupados em resguardar nossa reputação e levantamos barreiras mentais e espirituais que impedem ao Espírito Santo de derramar o seu poder. Outros fatores: falta de comprometimento, receio de não acontecer nada com a nossa palavra, muitos medicamentos liberados para dores, e especialidades médicas para todos os males. O Espírito Santo quer operar maravilhas e fica impedido por nosso conformismo, incredulidade, timidez e medo de errar.

São poucos os crentes comprometidos com ousadia.

Um ou outro missionário, alguns pastores e poucos irmãos.

A Igreja do tempo do fim, alcançará a maturidade e usará os dons, naturalmente, com simplicidade, em obediência, seguindo o modelo de Cristo e dos apóstolos.

O Modelo de Cristo: Como Jesus agia?

Jesus não estabeleceu regras para curar. Ele sabia o tempo e o modo de fazer, e nos deu a ordem: Curai enfermos, limpai leprosos, expulsai demônios, ressuscitai

 os mortos: de graça recebestes, de graça dai”. Mateus 10:8.

Deus é soberano. Faz como quer. Atende a nossa oração.

Jesus mostrou-nos algo prático, usando vários métodos:

  O poder da Palavra;

  A fé do enfermo;

  Falou diretamente à enfermidade;

  Tocou no enfermo;

  Tocou e falou.

  Aplicou lama nos olhos;

  Perdoou primeiro e depois curou.

  Ao paralítico disse:

“Levanta-te, toma a tua cama e anda”. Mateus 9:2.  

  Ao homem da mão mirrada disse:

“Estende a tua mão”. Mateus 12:10.

  • Ao enfermo há 38 anos na beira do poço disse:

“Levanta-te, toma a tua cama, e anda”. Ler João 5:5-8.

• Ao servo do centurião disse:

Vai e como creste te será feito”. Mateus 8:5.

• Aos dois cegos que o seguiram:

“Tocou então os olhos deles, dizendo: seja-vos feito segundo a vossa fé”. Mateus 9:29.

• À mulher do fluxo de sangue:

“tocou a orla de suas vestes”. Mateus 9:20.

  À mulher cananéia:

“Ó mulher! Grande é a tua fé: seja isso feito para contigo,

como tu desejas”. Ler Mateus 15:21-28.

  No menino lunático: repreendeu o demônio.

“... e desde aquela hora, o menino sarou”. Ler Mateus 17:14-18.

• Ao surdo mudo, falou diretamente ao ouvido:

“Abre-te”. Marcos 7:34.

  Na sogra de Pedro:

“... tocou-lhe na mão, e a febre a deixou...”. Mateus 8:15.

  No leproso:

“tocou-o dizendo: quero; sê limpo”. Mateus 8:3.

  Na ressurreição da filha de Jairo, chefe na Sinagoga:

“... e tomando a mão da menina, disse-lhe: menina,

a ti te digo, levanta-te”. Marcos 5:41.

Estes são poucos exemplos. Há muitos outros.

Leia os evangelhos e encontrará maravilhas.  

“Jesus pois operou também em presença de seus

discípulos muitos  outros sinais, que não estão escritos neste livro"

João 20.30

DETERMINAÇÕES DA PALAVRA DE DEUS SOBRE CURA:  

“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da Igreja, e orem sobre ele,ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da  fé salvará o doente e o  Senhor o levantará...”. Tiago 5:14-15.

Muitas vezes uma cura interior, acontece depois de uma confissão de culpas passadas, de pecados ocultos, da liberação do perdão, causadores de doenças psicossomáticas.

“Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros para que sareis; e a oração de um justo pode  muito em seus efeitos”. Tiago 5:16.

“Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”. João 10:10

 A confissão e o perdão são essenciais para a liberação da cura para muitos males, porque Cristo veio para destruir as obras de satanás. A raiz do mal já foi cortada.

 “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo”. I João 3:8b.

 O objetivo de uma cura pelo poder de Deus é abençoar as pessoas, mas principalmente, glorificar o nome de Jesus.

As curas encontradas na Bíblia são sobrenaturais.

Não são poderes magnéticos, psíquicos, mentais, nem explicados por ciência ou sabedoria terrena, são milagres. O Espírito Santo é um perfeito mestre e nunca deixa de ensinar a quem está disposto a receber e aplicar, em sua vida, tudo o que aprende, para a glória de Deus. Curar os enfermos é algo excitante! É o desejo do Senhor Jesus. É a vontade de Deus.

Por que não existem muitos que curam os enfermos?

Diz a palavra: “Meu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento”.

Sinais e maravilhas seguem aos que crêem, diz a Bíblia. Algumas pessoas põem culpa sempre no diabo que os persegue e os atormenta. Porventura será ele maior do que Deus?  Ele é uma criatura rebelde que já está julgado e condenado. Nós, os filhos de Deus, assentados em lugares celestiais, somos vencedores nessa batalha. Como a cauda de um cometa, formada com partículas da luminosidade desprendida pelo astro em velocidade, assim, a Igreja refletirá a luz e o amor que recebeu de Deus.

Repita sempre e tenha consigo estas palavras: Eu sou templo do Espírito Santo; a unção de Deus está sobre mim, em todo o tempo. Creia nessa verdade. Cresça na fé, fruto do Espírito e receba o dom de Poder da Fé. Se você quer ver milagres, fale sempre com autoridade.

SOBRE IMPOSIÇÃO DE MÃOS:

 Antes de impor as mãos é preciso conhecer a pessoa. Procurar saber se há algo a ser confessado: falta de perdão, mágoas, amargura, frustração, sentimento de autopiedade ou outro impedimento bloqueador e ajudá-la no sentido de alcançar a libertação. Não sendo feito esse trabalho, além de não ser transmitido nada à pessoa, quem impõe as mãos estará desobedecendo a ordenança de Deus, e com isso todo trabalho será inútil.

A recomendação bíblica sobre imposição de mãos, é:

“A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te  a ti mesmo puro”. I Timóteo 5:22.

Deus quer que andemos com saúde espiritual e que a Igreja seja “um povo bem disposto”. Lucas 1:17b.

Se você der o melhor para Deus, Ele dará a você o melhor.

É preciso alinhar a nossa vida com a Palavra de Deus.

Muitas passagens Bíblicas contêm promessas de bênçãos sobre os que confiam no Senhor. A recompensa por temer e obedecer a Deus será a prosperidade e a felicidade. A mulher estará satisfeita e os filhos serão saudáveis.

  Se fizeres isso... “então... a tua cura apressadamente brotará...”. Isaías 58:6-8

“E servireis ao Senhor vosso Deus... e eu tirarei do meio de ti as enfermidades”. Êxodo 23:25.  Ler Salmos 128.  

FÉ EM AÇÃO:

• Qual o seu desejo? Você te um sonho? Veja-o realizado.

• Libertação? Considere-se liberto.

• Acerto de finanças? Visualize uma boa vida financeira.

• Você necessita cura? Sinta-se curado.

• Deseja ver a família salva? Considere-os salvos.

Visualize-os lendo a Bíblia, pregando o Evangelho.

• Seja exemplo para eles. Sê tu uma bênção”.

• Cresça no conhecimento e na comunhão com Deus.

 “Deus chama as coisas que não são, como se já fossem”. Romanos 4:17.

 Esta é a dimensão espiritual, que pode ser alcançada.

Não mentalize nem fale nada que não esteja de acordo com a Palavra de Deus, cresça “na graça e no conhecimento”. Mantenha sempre diante Dele mãos limpas, coração arrependido, mente purificada, ouvidos atentos à Palavra de Deus e olhos firmados em Jesus.

“Olhando para Jesus autor e consumador da fé...”. Hebreus 12:2. Ler Números 21:5-9 e Salmos 15.

Não duvide no seu coração. Faça e fale com autoridade.

Não desanime, creia que Deus está operando em silêncio.

O milagre pode não ser instantâneo. E o diabo entra para dizer que não houve nem haverá cura.

Recomendações aos que desejam receber o dom de curar: Deus é soberano, onipotente e, por isso, pode fazer o que quer, do modo que desejar, quando e onde quer. Contudo, há certas condições básicas que devemos seguir. Deus é misericordioso, mas conhecendo nosso interior, sabe que somos presunçosos, aventureiros, soberbos e, portanto, precisamos de disciplina.

Tudo deve ser feito com amor, reverência, temor ao Senhor.  

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.

Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.

Não sejas sábio a teus próprios olhos: teme ao Senhor e aparta-te do mal. Isto será remédio para o teu umbigo, e medula para os teus ossos.”. Provérbios 3:5-8.

Não podemos viver em pecado e esperar que Deus cumpra suas promessas a nosso respeito. Se estamos no centro da vontade de Deus, o poder fluirá!

Há um preço a pagar, por quem se compromete com Deus.

Ele é galardoador dos que o buscam.

Ele recompensa aos que crêem e confiam n’Ele.

Um milagre é uma ação livre, dentro ou fora do que nossa razão chama lei.  

RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS:

Quem recebe a cura deve tomar posse da bênção. Se não for curado da primeira vez não desista. Peça outra ministração. Não pense que Deus não quer curá-lo. Ele quer perseverança.

Como preservar a cura?

Glorifique ao Senhor Jesus, receba a cura e diga-lhe que não aceita as mentiras de sua própria mente ou do inimigo que lança incredulidade para você não receber a bênção.      

Findam Aqui As Proposições Do Casal Charles E Francis Hunter.

 

DONS DE PODER

 

Operação de Maravilhas

Milagre é a suspensão temporária ou definitiva de uma ordem natural. Milagres são acontecimentos que parecem anular ou contradizer as chamadas leis da natureza.E as leis da natureza (descobertas pela ciência) na verdade foram estabelecidas por Deus desde a Criação.As fases da lua, as quatro estações obedecem seu tempo determinado, os cursos dos rios, a lei da gravidade, os  limites do mar, as órbitas dos planetas, o tempo de geração dos animais e do homem.Os milagres no Antigo Testamento aconteceram como método de Deus se fazer conhecido do homem e mostrar que Ele criou e conduz o curso deste mundo.

Fatos extraordinários aconteceram no Egito enquanto o povo hebreu, em Gozen, nada sofria;

  Abertura do Mar Vermelho;

• Parada da lua e do sol por Josué;

• O azeite e a farinha da viúva;

• Descida do fogo no monte Carmelo para consumir o sacrifício de Elias;

• A volta do sol em 10 graus no relógio de Acabe, como sinal, para Ezequias;

• A panela de sopa venenosa tornada inócua por um ato de fé de Eliseu.

O maior número de milagres foram realizados através de Moisés, Elias e Eliseu, que são tipos de Cristo. A operação de milagres mostra a soberania de Deus e manifesta a sua glória. Deus tem prazer em operar milagres, quer fazê-los usando a Igreja. O poder de fazer “obras maiores” vem do Espírito Santo e está disponível aos cristãos. Jesus não atendia as pessoas que queriam vê-Lo operar milagres apenas por curiosidade.

“Uma geração má e adúltera pede sinal...”.  Mateus 12:39-40.

“E Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito...por ter ouvido dele muitas coisas e esperava que lhe veria fazer algum sinal; e interrogava-o com muitas palavras, mas ele nada lhe respondia”. Lucas 23:8-9.

A Bíblia diz que os asseclas de Satanás farão obras grandiosas e sedutoras, para atrair adeptos.

“Surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”. Mateus 24:24

Há para cada dom uma falsificação do diabo.

Curas temporárias, profecias futuristas, sonhos sobre mortes, levitação, entortar talheres, beber muitas garrafas de cachaça, sem se embebedar, sinais sem nenhuma utilidade prática, nem benefício para as pessoas. David J. Du Plessis, em seu livro “Vai, disse-me o Espírito”, narra que, ao orar por um irmão no hospital, Deus disse “é preciso estar ao lado da cama dele agora”. Deu o primeiro passo fora do portão e, ao dar o segundo passo, encontrou-se nos degraus da casa, há 2 km . Os outros companheiros chegaram 15 minutos após. Mel Tari no livro “Como um Vento Impetuoso”, narra sobre milagres ocorridos na Indonésia: pessoas foram alimentadas milagrosamente, a água foi transformada em vinho, pois no lugar onde estavam, não havia onde comprar os elementos da Ceia, grupos atravessaram rios andando sobre a água, houve até ressurreição de mortos.

Por que conseguiram estas maravilhas?

Porque creram que a fonte do poder que operou no passado, continua a agir nos dias de hoje. Não aprenderam que os milagres se limitaram à Igreja primitiva. Usaram a fé simples,  espontaneamente, e Deus correspondeu. Deus nos coloca numa Nova Dimensão de Vida, para que nos acostumemos com assuntos sobrenaturais.

Deus quer que avancemos e não olhemos para trás.

Todos os dons possuem o elemento sobrenatural, mas a operação de milagres está além da razão humana.

A cura é um Milagre: mas milagre não é somente cura.

Jesus negou-se a operar milagres por interesse pessoal, sensacionalismo e domínio terreno, em troca de sua missão, pontos que Satanás tocou, na tentação a que Jesus foi submetido, fome, desejo de aventura e reconhecimento, poder. Ler Mateus 4:1-11.

A abertura do Mar Vermelho constituiu-se num bem permanente na vida do povo. Era um referencial de fé.

Quando o povo se enfraquecia, lembrava-se daqueles dias, em que Deus proveu a salvação e o livramento. Salmos 106:9-11, 21 e 22; Salmos 81; Salmos 77:10-11. Ainda hoje, a lembrança do que Deus fez no passado pode levantar o ânimo nos momentos de abatimentos. O ser humano bem depressa esquece os bons momentos e lembra-se sempre dos maus. O sentimento de culpa é universal e está sempre presente na mente do homem. É difícil tomarmos posse das bênçãos prometidas.

O Milagre:

• Manifesta a glória de Deus;

• Atende uma necessidade humana urgente;

• Concede ensinamentos.

• Na multiplicação dos pães, Jesus ensinou que ele é o pão da vida. Ler Mateus 14:13-21 e 15:29-38;

• Nas bodas de Caná, ao transformar a água em vinho: revelou sua natureza divina diante dos seus discípulos. João 2:1-11.

Na operação de milagres tudo pode ocorrer sem a participação do homem, mas Deus deseja conceder à Igreja, a honra de cooperar com Ele.

Exemplos em que Deus fez intervenções através de operação de maravilhas:

• A destruição de Sodoma e Gomorra. Gênesis 19:24-26.

• A confusão de línguas, na construção da torre de Babel. Gênesis 11:1-9.

• O dilúvio e o salvamento de Noé e sua família. Gênesis 6:13-22. Ler Gênesis caps. 6, 7 e 8.

• A Estrela que guiou os magos a Belém. Mateus 2:1-12.

Outras operações tiveram a intermediação de anjos:

• As dez pragas do Egito;

• Na saída do Egito o anjo deu proteção a Israel. Êxodo 14:19-20.

• Zacarias ficou mudo por ação de um anjo. Lucas 1:18-20.

  As águas do tanque de Betesda eram movimentadas por um anjo para cura. João 5:4.

• Pedro foi conduzido por um Anjo do interior da prisão ao portão de saída. Atos 12:7-11.

Todos estes milagres ocorreram antes da formação da Igreja.

Se hoje não podemos ver milagres, é porque os nossos olhos espirituais estão fechados e a incredulidade impede a Igreja de oferecer condições a Deus para operar. O livro de Jonas relata que a tempestade cessou logo que ele foi lançado ao mar. É possível que algum outro navio nas proximidades tivesse notado apenas “uma rápida mudança no tempo”, sem perceber que ali estava ocorrendo um milagre.

Conosco pode acontecer o mesmo.

Muitas vezes dizemos que foi coincidência ou acaso, por nos recusarmos a aceitar milagres e maravilhas, nos dias de hoje. É como se não crêssemos no poder de Deus. Jesus transmite aos discípulos o poder de realizar as mesmas obras que Ele fez, e disse que fariam obras maiores, porque Ele iria para o Pai. João 14:12. Se recusarmos a crer em milagres e propagarmos que os dons não são para os dias de hoje, é como se publicássemos a “fraqueza de Deus e o poder de Satanás”. Ninguém deverá agir sozinho, mas unido à Igreja, para manifestar ao mundo a sabedoria, a glória e o poder de Deus.

 

     DONS DE INSPIRAÇÃO

 

Não são idéias em nossa mente, conforme ocorre com os dons de revelação. A inspiração é um pensamento acerca de determinado assunto que desejamos compreender e desenvolver. A partir do nosso desejo e ocupação do nosso pensamento em relação ao assunto, a inspiração virá em forma de idéias coordenadas. Nem sempre a inspiração vem completa.

“Abre bem a tua boca e ta encherei”. Salmos 81:10b.

Profecia

“Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas”. Amós 3:7.

“... procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente  o de profetizar”. I Coríntios 14:1.

O Dom de profecia é um dom de grande valor e necessário à vida da Igreja. É um sinal para os que o crêem. I Coríntios 14:22b.Não é um dom para uso particular, mas para a edificação.A palavra profética pode está no meio de um sermão, numa palavra durante o período de louvor, num aconselhamento e até numa conversa informal.

Exemplos:

• O cântico de Maria, contém profecias. Lucas 1:46-56.

• O cântico de Simeão, contém profecias, a respeito de Jesus. Lucas 2:29-35.

• Profecia de Ágabo sobre Paulo. Atos 11:28.

Umas das confusões que é feita em relação a esse dom é de que o profeta é o pastor e a palavra profética é o sermão.

O dom de profetizar é distinto de uma pregação comum.

Às vezes a profecia vem juntamente com uma visão. Outras vezes é criado pelo Senhor um quadro mental, juntamente com a inspiração. A profecia deve ser entregue com fé e segurança. Romanos 12:6.Há grupos onde a profecia é tão usual que não é julgada. A comunicação entre os irmãos se dá por meio de “profecia” recados com direção pessoal ou para a Igreja. Falar em nome de Deus é algo muito sério, mas deixar de falar também é. Dizer que Deus mandou, quando não mandou; ou coisas semelhantes a “Senti de Deus para lhe procurar e pedir; ou Deus me mandou que você me desse isso...”.

A profecia é uma inspiração do Espírito e seu objetivo é:

“A manifestação do Espírito é concedida a cada um, visando um fim proveitoso”. I Coríntios 12:7

Há diferença entre Ofício de Profeta e Dom de Profecia:

O ofício de profeta é um ministério especial, indo além do simples dom de receber mensagens inspiradas.

Exemplo: Samuel, como profeta, além de trazer mensagens de Deus para povo, apresentava o povo a Deus. Samuel era, ao mesmo tempo, profeta e sacerdote. Davi se reconhecia como profeta, tinha comunhão com Deus, e sabia de fatos que ocorreriam bem além da sua época. No Antigo Testamento, Deus concedia a um homem este privilégio, na Nova Dispensação o privilégio é para todos os que desejam e buscam com “zelo melhores dons”.

O verdadeiro profeta é reconhecido, não pela força da profecia, mas pelos frutos pessoais, que só a Palavra de Deus pode produzir, para o seu próprio crescimento espiritual e para a edificação da Igreja. A palavra de um profeta precisa concordar com a Bíblia e com sua própria vida. Uma pessoa que tem o dom de profecia, está sujeita a erros, e precisa submeter-se ao julgamento da Igreja. Há pessoas que não aceitam correção, porque consideram que estão acima de qualquer advertência.

“A soberba precede a ruína e a altivez de espírito precede a queda”. Provérbios 16:18.

O Espírito Santo não pode atuar onde não há humildade.

A Bíblia fala que os dons precisam ser julgados, para que aqueles que os possuem possam ser abençoados em sua vida particular e sejam abençoadores dos que estão próximos. Falsos profetas existem em grande número e precisam ser contestados quando se propuserem a falar para a Igreja. O verdadeiro profeta não procura conseguir informações sobre as pessoas, a profecia vem pela comunhão com o Espírito Santo. Uma profecia pode antecipar um acontecimento que, sendo de Deus, terá o cumprimento a seu tempo. Caso seja uma profecia da mente, ela se diluirá e, sendo da parte do inimigo, poderá ser impedida com orações de autoridade. Para isso é necessário o uso do discernimento. A essência da verdadeira profecia está na fé e certeza da verdade divina e da inspiração do Espírito Santo em todos os níveis, físico, mental e espiritual. O homem que provou o novo nascimento, está despojado de si mesmo e revestido do novo homem.

“... já vos despistes do velho homem com seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”.  Colossenses 3:9b-10.

Ler Filipenses 2:3-11 e Gálatas 3:26-29.

O verdadeiro profeta é aquele que quando está enfraquecido, sabe que em Deus encontra força, porque já tomou posse das verdades eternas e possui promessas de fortalecimento. “A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre”. Salmos 73:26.

O profeta com um ministério precisa alcançar a vitória sobre o mundo e a vitória sobre si mesmo.

A Bíblia diz que: “enganoso é o coração do homem mais, do que todas as coisas, e perverso: quem o conhecerá?”. Jeremias 17:9.

O profeta estará sempre atento para discernir entre:

• A mente espiritual e a mente racional.

• O zelo pela manifestação da Glória de Deus e o desejo egoísta de um sucesso pessoal.

• A submissão ao julgamento de Deus e a satisfação de possuir um dom ou de ser usado como profeta.

• Falar a Palavra de Deus e expor seus pensamentos.

Todo profeta está sujeito aos problemas existenciais comuns a todos. Não é imune às tentações. Os que foram usados por Deus para a operação de maravilhas, no passado, eram pessoas comuns, sujeitos às mesmas fraquezas e fracassos. Elias serve como um exemplo desta verdade. Ler o texto sobre Elias em Tiago 5:17-18.

Por esses motivos, o crente deverá estar sempre em comunhão com Deus, buscando as curas e as respostas que precisa para suas ansiedades, lutas, medos, tentações, insegurança, dificuldade em perdoar...

Quando o servo gastar tempo para ouvir a voz de Deus; quando ele puder orar diante da Igreja, como se estivesse sozinho no seu quarto, estará estabelecida a comunhão com o Pai, e nada mais poderá separá-lo do amor de Deus. Enquanto abrigarmos lamentações e queixas contra a vida, e formos ansiosos e impacientes, é porque ainda estamos tão envolvidos com a nossa humanidade que não conseguimos permanecer “assentados nos lugares celestiais”.

Objetivos da Profecia:

O dom de profecia tem um propósito especial:“edificar, consolar e exortar”.  I Coríntios 14:3.

• Edificar: É construir um edifício com bases sólidas.

A Igreja de Jesus está sendo edificada através dos séculos, sobre a Rocha fundamental: Jesus Cristo é o Filho de Deus. Essa verdade é a sustentação da Igreja através dos séculos. A profecia, em concordância com a Palavra de Deus, é base para o fortalecimento da fé e da esperança da Igreja.

• Consolar: É aproximar-se de alguém que precisa de conforto, de ajuda, de orientação e defesa, e amenizar o seu sofrimento. É chorar com os que choram. É a preocupar-se com o caminhar de alguém. É transmitir luz, alegria e paz.

“Porque todos podeis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam e todos sejam consolados”. “Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar”. I Coríntios 14:31 e II Coríntios 1:4.

• Exortar: É chamar a atenção de alguém, que esteja errado, com a intenção de mostrar-lhe a verdade.

Ser profeta é possuir um dos dons que Cristo concedeu à Igreja.

“Ele mesmo deu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra  do ministério, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos a unidade da fé, ao conhecimento do filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”. Efésios 4:11-13.

As Três Fontes Possíveis:

• O Espírito Santo:

“O espírito do Senhor falou por mim e a sua palavra esteve em minha boca”. (Davi). II Samuel 23:2.

“... disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca”. Jeremias 1:9.

“... e veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam”. Atos 19:6.

Profecia de Ágabo, quando tomou a cinta de Paulo e ligou seus próprios pés e mãos:

“Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus, em Jerusalém, o varão de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios...”. Ler Atos 21:10-14.

• Espíritos imundos e mentirosos:

“Quando vos disserem: consulta os que têm espírito familiares e os adivinhos que chilreiam e murmuram entre os dentes; não recorrerá um povo ao seu Deus? a favor dos vivos, interrogar-se-ão os mortos”. Isaías 8:19.

 “... Eu sairei e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas”. Reis 22:22.

... Estes homens que nos anunciam o caminho da salvação,são servos do Deus Altíssimo”. Atos 16:17.

• A mente humana:

“Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam; ensinam-vos vaidades; falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor”. Jeremias 23:16.

“... profetiza contra os profetas de Israel que são profetizadores, e dize aos que só profetizam o que vê o seu coração: ouvi a Palavra do Senhor... Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e as coisas que não viram!”. Ezequiel 13:2-3.

O grande segredo para manter puro esse dom espiritual, é conservar o equilíbrio entre a fé e a fidelidade às Escrituras,

“examinando tudo e retendo o bem”.I Tessalonicenses 5:21.

Não se deve reprimir o dom da profecia, porque seria negar a expressão, a comunicação do próprio Deus e a sua manifestação através das pessoas e da Igreja. É necessário manter a pureza da comunhão entre o “vaso de barro e o oleiro”, entre o profeta e Deus, para sermos capazes de ser usados por Ele como canal. “Não se deve permitir a qualquer pessoa ministrar como profeta na Igreja, a menos que os irmãos conheçam totalmente a sua vida, sua doutrina e o seu testemunho”.

Citado por Dennis e Rita Bennet.

Cuidados:

Profecias futuristas, de previsões pessoais ou de direção para a Igreja, não devem ser aceitas sem a testificação de Deus e o julgamento da Igreja.

É preciso esperar a testificação, por outras testemunhas.

Jesus, em suas palavras, apresentou sempre a verdade.

A recomendação de Deus para o homem, desde o princípio da vida na terra, é fé e obediência à Sua Palavra: o conteúdo da Lei de Moisés, os escritos dos profetas, o Sermão do Monte, as Palavras de Jesus e a direção deixada pelos apóstolos.

“Não fareis conforme a tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem parece aos  seus olhos”. Deuteronômio 12:8.

“Guarda-te, que não ofereças os teus holocaustos em todo o lugar que vires; mas no lugar que o Senhor escolher...”. Deuteronômio 12:13-14a.

Exemplos de transgressão da Palavra de Deus:

• Caim ofereceu um sacrifício a Deus conforme o seu próprio pensamento, desprezando o mandamento de Deus. Gênesis 4:3-7 e I João 3:12.

• Nadab e Abiú ofereceram fogo estranho no altar. Ler Levítico 10:1-11.

• Coré, Datã e Abirão, líderes do povo, comandaram uma rebelião contra Moisés e Arão. Ler Números 16:1-35.

• Uzá morreu por tentar salvar a arca. II Samuel 6:5-8; I Crônicas 13:7-14 e I Crônicas 15:2e11-15.

                                         

 

 

   

  DONS DE INSPIRAÇÃO

 

 

LÍNGUAS

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos...”. I Coríntios 13:1.

“... ore para que a possa interpretar”. I Coríntios 14:13.

Na  implantação do Tempo da Graça, houve uma intervenção de  Deus na terra, de modo milagroso: O Espírito Santo desceu, em forma de “línguas de fogo”, sobre a cabeça dos apóstolos que começaram a falar em diversas línguas, desconhecidas para eles, mas compreendidas claramente pelos ouvintes em seu próprio idioma. Este acontecimento espiritual e histórico, marca o nascimento de um novo Tempo na vida do homem. Ler Atos 2:1-13. Comparar este episódio com a narração sobre a confusão das línguas na Torre de Babel. Gênesis 11:1-9. Essas duas ocorrências mostram momentos em que foi necessário a intervenção de Deus na história do homem.

Este dom é o mais fácil de ser adquirido, porque só depende do desejo e da ousadia para que a pessoa tome posse dele.

“falarão novas línguas”. Marcos 16:17b.

“variedade de línguas”. I Coríntios 12:10b

“falam todos diversas línguas?” . I Coríntios 12:30a.

“Eu quero que todos vós faleis línguas estranhas”. I Coríntios 14:5a.

“dou graças a Deus, porque falo mais línguas do  que todos vós”. I Coríntios 14:18.

“porque o que fala língua estranha edifica-se a si mesmo”. I Coríntios 14:4.

Que são estas línguas?

É a expressão verbal de uma língua desconhecida, nunca estudada antes. É uma língua provinda do poder do Espírito Santo, não compreendida por quem fala, e normalmente não entendida por quem a ouve. É a linguagem do Espírito.

“Porque se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem...”. I Coríntios 14:14a.

Nada tem a ver com o intelecto humano e nem com os idiomas estrangeiros que podem ser estudados. Ninguém pode conhecer qualquer língua ou dialeto sem ter estudado antes. Se alguém falar uma língua desconhecida, só pode ser por milagre e permissão de Deus, como sinal para alguém que esteja presente e necessite de um sinal para conversão. O dom de línguas estranhas é a manifestação do poder de Deus por intermédio da fala humana. Quando o homem utiliza o dom de línguas, sua mente, seu intelecto e o poder de compreensão permanecem inativos. Neste caso a vontade é usada para aceitar esta experiência vinda da parte de Deus. A razão pela qual devemos entregar a nossa língua à atuação do Espírito Santo, é considerar nossa própria língua incluída nas seguintes palavras: “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.  Da mesma boca procede bênção e maldição”.  Tiago 3:8.

Uma língua que for controlada pela ação do Espírito Santo, passa a constituir-se numa bênção divina. O dom de línguas é um sinal do batismo com o Espírito Santo e um auxílio para a vida cristã. Não é preciso estudar para aprender esta língua, porque não é um idioma, é um dom sobrenatural e universal no sentido em que todos estão capacitados a receber.

Objetivos:

• Edificação pessoal - este é o único dom usado em benefício próprio. Pode-se orar em línguas, sempre que desejar.

À medida que é exercitado, o dom de línguas vai se tornando mais eficaz, pelo aperfeiçoamento.

• É um veículo de adoração e louvor a Deus. Tanto no Pentecostes, quanto na casa de Cornélio as pessoas falavam em línguas, glorificando a Deus. Atos 2:11 e 10:46.

• Comunhão com Deus - nosso espírito entra em comunhão com Deus, através do Espírito Santo.  I Coríntios 14:2.

• Edifica a Igreja quando é interpretada.

“... como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da Igreja”. I Coríntios 14:12.

Diversas religiões e seitas, também utilizam línguas, racionalmente, a nível mental e não como um dom sobrenatural, nem para edificação pessoal, nem para comunhão com Deus, mas como energia psicológica, para ser transmitida aos outros através da imposição de mãos. A diferença principal é que a língua como dom de Deus é recebida de cima, isto é, vem de fora para dentro; e nas outras religiões, a energia é do próprio homem, de sua mente, vem de dentro para fora. Exemplo: Mormons, Messiânica, Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, e outras.

 

Recomendações:

• Este dom deve ser usado sempre com sabedoria e discernimento, e nunca por hábito, porque se tornaria inútil.

• Evitar usar em cultos públicos sem que haja intérprete.

• Quanto mais usado, tanto mais será aperfeiçoado.

• Cuidado com as vãs repetições. Uso de uma só expressão durante longo tempo. Atenção para não ficar repetindo termos e expressões ouvidas dos outros (imitação).

A recomendação de Jesus, em relação à oração, deve ser aplicada em relação às línguas, porque elas, também, são orações.

“E, orando, não useis de vãs repetições...”. Mateus 6:7.

• Estimular as pessoas a receberem o dom de línguas, já que no batismo, disse as primeiras letras, alguma palavra ou frase.

Utilidade do uso do Dom de Línguas:

• Louvor e adoração em cânticos pessoal e congregacional;

• Edificação particular, intimidade com Deus;

• Durante a intercessão por pessoas, acontecimentos e pela nação, expressões de louvor em línguas;

• Um clamor, um pedido de socorro, entremeados com louvores em línguas;

• Garante a certeza da presença de Deus para proteção, ensino, edificação e livramento.

Cânticos Espirituais:

“Falando entre vós em salmos, e hinos e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração...”.

Efésios 5:19-21. Ler Colossenses 3:16.

Ao surgir um cântico espiritual, o grupo deve ficar em silêncio, com atenção para que a Igreja seja edificada. Pode haver uma interpretação se for um cântico acompanhado de línguas. Também pode ser individual ou em conjunto, duas pessoas cantando, como num dueto, três, como num trio, ou mais pessoas, como num coral. A Igreja também é abençoada com cânticos no vernáculo.

As Línguas e o Batismo com o Espírito Santo:

O batismo com o Espírito Santo é uma experiência que pode acontecer no momento da conversão ou do batismo nas águas. Na maioria das vezes, acontece algum tempo após o batismo. A conversão, o batismo nas águas e o batismo com o Espírito, são experiências separadas que se completam.

O livro de Atos dá três exemplos em que as línguas estranhas são a evidência de que alguém recebeu o batismo com o Espírito Santo.

• No dia do Pentecostes, quando todos falaram em línguas desconhecidas. Atos 2:4.

• Alguns dias depois, convidado a pregar perante Cornélio e um grupo de pessoas, pagãos se converteram e falaram em línguas louvando a Deus. Atos 10:45-46

• Em Éfeso, anos após, homens que tinham sido batizados por Apolo, no batismo de João, foram batizados em nome de Jesus. Paulo impôs as mãos sobre eles e todos falaram em línguas e profetizaram. Atos 19:1-7. O revestimento com o Espírito é um acontecimento separado da conversão e do batismo nas águas, ainda que muitas vezes, possas estar juntos. O livro de Atos registra dois exemplos onde não são mencionados:

• Pedro e João foram enviados, pelos apóstolos, a Samaria. Ali, oraram e impuseram as mãos sobre os samaritanos e eles receberam o Espírito Santo.

Pode-se perfeitamente deduzir que a perplexidade de Simão, ao querer comprar o dom de imposição de mãos, teria sido por ter ele presenciado algo diferente, e isso, bem poderia ter sido o falar em línguas estranhas. Atos 8:14-17.

• Ananias impôs as mãos sobre Paulo, para que recebesse o Espírito Santo. Atos 9:17-18.

Mais tarde, vemos o depoimento de Paulo sobre línguas estranhas, em suas cartas às Igrejas.  Ler I Coríntios 14.

Este dom é ilógico, incompreensível?

Lembre-se de que “Deus usa as coisas “loucas” para confundir as sábias; as coisas fracas para confundir as fortes”.

“Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos nem os vossos caminhos os meu caminhos”. Isaías 55:8

A atuação de Deus está muito além do que podemos planejar, fazer ou pensar.

Este dom é tão importante e útil que satanás o imita.

O dom precisa ser usado para ser aperfeiçoado e não ser desprezado por falta de fé ou de exercício. Precisa também ser disciplinado, para que haja ordem no culto, como o registro de Paulo: “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas”. I Coríntios 14h32min.

Então, há um domínio da pessoa sobre suas emoções, contudo, reconhecemos que há momentos em que sobrevém sobre o povo um poder e uma tão grande bênção que revelam a manifestação e a glória de Deus.

É como se vivessemos um ambiente dos céus na terra.

Quem já provou sabe; quem lê entenda!

 

      Ele nunca leva o homem a dizer

      "Graças a Deus, Sou tão jus."

      Mas muda o Seu olhar para ver

      O sangue de Jesus.

 

      Imensas graças Ele nos dê

      Mas tudo a Jesus - O Verdadeiro

      Ele felizmente diz e crê

      "A salvação é pelo Cordeiro."

    Joseph Hart

 

 

 


              O Calendário Judaico

 

      

CALENDÁRIO JUDAICO


Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Nisã
Zive
Sivã
Tamuz
Ab
Elul
Etanim

 

Novembro
Dezembro
Janeiro
Fevereiro
Março
 
Bul
Quislev
Tebete
Sebate
Adar
Veadar



÷ Nisã ÷ Sivã ÷ Etanim

1 – Ano Novo 50 dias depois da Páscoa – Pentecostes 1 Festa dos Trombetas

14 – Páscoa 10 Grande Dia da Expiação

15 – Festa Dos Pães Asmos 15 Festa dos Tabernáculos

16 – Festa das Primícias

l Entre Pentecostes e a Festa dos Trombetas
Há um Intervalo Simbólico da Era da Graça


O primeiro mês do ano judaico é Nisã. O mês de Veadar foi aumentado sete vezes em cada 19 anos. Foi aumentado cada ano que a cevada não estava pronta no dia 16 de Nisã. Não podia ser aumentado dois anos em seguida.

As Festas Judaicas do Velho Testamento

Festa
Simbolismo
Comentário
Páscoa
O Cordeiro de Deus sacrificado para salvar o pecador da ira de Deus.
Festa comemorativa da liberdade dos judeus do Egito.
Festa dos Pães Asmos
Fala da vida nova que o salvo tem em Jesus Cristo.
O pão asmo era da Páscoa. É o resultado do cordeiro sacrificado – Santidade.
Festa das Primícias
Fala da Ressurreição de Jesus Cristo, Ele ressuscitou primeiro, depois nós os salvos por ele.
Expressar gratidão pela ceifa que Deus deu. Devemos expressar a nossa gratidão pela vitória.
Pentecostes
O Espírito Santo deu poder a sua igreja para fazer a sua obra. Dois pães, judeu e gentio.
O fim da ceifa da cevada e a ceifa apresentada a Deus.
Festa dos Trombetas
A Segunda Vinda de Cristo. Quando vier para arrebatar o seu povo e ajuntar Israel.
Comemorar os eventos de Sinai.
Grande Dia da Expiação
A Revelação de Cristo, Israel salvo e arrependido por causa da sua rejeição do Messias.
O dia para Israel fazer expiação pelo pecado por mais um ano.
Festa dos Tabernáculos
O Milênio – Jesus Cristo reinando com Israel de Jerusalém e também todos os salvos com Ele.
Lembrança da vida nas tendas no deserto.

 

 

MAPA DOS REINOS JUDAICOS E SEUS REIS E PROFETAS


Reino Hebraico Unido
(120 anos) - 1102 – 982 a.C.
Saul (40)
Davi (40)
Salomão (40)
Reinos Hebraicos Divididos (260 anos)
Reino de Judá
 
Reino de Israel
Roboão (17)
Profetas do V. T.
Jerobão (22)
Abias (3)
Judá
Israel
Nadabe (2)
Asa (41)
 
 
Baasa (24)
Josafá (25)
Elá (2)
Josafá (8)
Zinri (7 dias)
Acazias (1)
Onri (12)
Atalia (6)
Elias
Acabe (22)
Joás (40)
Eliseu
Acazias (2)
Amazias (29)
Obadias
 
Josafá (12)
Uzias (52)
Isaías
Jeú (28)
Jotão (16)
Miquéias
Jeoacaz (17)
Acaz (16)
 
Jonas
Joás (16)
Ezequias (29)
Oséias
Jeroboão II (41)
Judá Só (135 anos)
Amós
Zacarias (6 meses)
Manassés (55)
 
Salum (1 mês)
Amom (2)
Menaém (10)
Josias (31)
Pecaías (2)
Jeocaz (3 meses)
Peca (20)
Jeoaquim (11)
Jeremias
Oséias (9)
Zoaquim (3 meses)
Naum
Cativeiro Assírio 722 a.C.
Zedequeias (11)
Sofonias Habacuque
 
Cativeiro Babilônico
587 a.C. (49 anos)
 
Jerusalém Destruída
Daniel e Ezequiel
Restauração (147 anos)
 
Zorobabel
Esdras
Neemias
 
Ageu
Zacarias
Malaquias
Entre Os Testamentos
(386 anos)
 
Nascimento de Cristo 4 a.C.
Crucificação de Cristo 30 d.C.

Autor: David Alfred Zuhars, Jr., Pr
PRIMEIRA IGREJA BATISTA DO JARDIM DAS OLIVEIRAS

Rua Dr. João Maciel Filho, 207: 60.821-500 Fortaleza, CE  
Pastor David Zuhars