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VIDA E MORTE DE JESUS


A VIDA DE CRISTO

I.             OS PRIMEIROS ANOS

Jesus “o Senhor é salvação”
Jesus Cristo é retratado no Novo Testamento como Salvador do mundo, e o nome Jesus em si significa "Salvador". Conforme escreveu João no final de seu evangelho, "estes [sinais], porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome'.
INFÂNCIA
A mãe de Jesus, Maria, deitou o bebê Jesus numa manjedoura quando ele nasceu em Belém, onde os pastores o visitaram. Jesus foi apresentado no templo, e depois Maria e José, padrasto de Jesus, fugiram para o Egito com Jesus após a visita dos magos. Eles retomaram posteriormente a Nazaré, onde José trabalhou como carpinteiro. Além da visita de Jesus ao templo quando tinha doze anos, quando ele ouviu os mestres e lhes fez perguntas, nada mais é conhecido à respeito da sua infância.
TRÊS ANOS DE MINISTÉRIO
Quando Jesus tinha cerca de 30 anos, João Batista o batizou no rio Jordão, antes de Jesus ir para o deserto a fim de ser tentado por Satanás. Após isto, Jesus iniciou seu ministério público, escolhendo doze apóstolos para estarem com ele. Jesus fez muitos milagres, como transformar a água em vinho em Caná, e muitas curas, como a ressurreição da filha de Jairo. Ele também pregou freqüentemente, como no Sermão do Monte, e contou numerosas parábolas memoráveis, como a do bom samaritano e do filho pródigo.
A ÚLTIMA SEMANA
Os autores dos quatro evangelhos se concentram nos últimos sete dias da vida de Jesus. No domingo que precedeu sua morte, Jesus entrou em Jerusalém num jumento, aplaudido pelas multidões. Na quinta-feira seguinte, Jesus tomou a íntima Ceia com seus discípulos, antes de se dirigir ao jardim de Getsêmani para orar, onde Judas o traiu. Jesus foi preso, injustamente julgado, injustamente condenado à morte, crucificado como um criminoso comum e sepultado. Más no domingo seu túmulo foi encontrado vazio, pois ele havia ressurgido dos mortos. Quarenta dias depois Jesus subiu ao céu, após ter aparecido ressurreto muitas vezes, prometendo que ele voltaria um dia.
O Antigo Testamento predisse a vinda de grande e maravilhoso Rei da Linhagem da família de Davi, o qual governaria e abençoaria o mundo inteiro. Muito antes de aparecer, esse rei foi chamado “Messias” (hebraico), ou “Cristo” (grego). As duas palavras significam “Ungido”: “O Ungido de Deus” para realizar a obra mundial de que falaram os profetas. “Jesus” que significa: “O Senhor é Salvação” era seu nome pessoal. “Messias” ou “Cristo” expressavam o ofício que ele veio exercer. Mas Jesus, apesar de ser narrada sua aparição só no Novo Testamento, é o tema central da Bíblia. No Antigo Testamento Ele é aquele que havia de vir para salvar o mundo, e no Novo Testamento Ele é o que veio para morrer para nos salvar e é O que virá outra vez para trazer julgamento aos que não creram nele e levar para o Pai os que se fizeram Seus seguidores.

A.   INTRODUÇÕES AOS EVANGELHOS

1.    MATEUS ( 1: 1 – 27 )
a.    A introdução de Mateus é genealógica.
b.    Voltando para Abraão, pai da nação israelita, esta genealogia corresponde bem a natureza judaica do livro.
c.    Se arranja a genealogia em três seções de 14 nomes cada provavelmente interessado em manter o dobro do número 7.
d.    Nota – se o testemunho claro a respeito do nascimento virginal de Jesus.
2.    MARCOS ( 1: 1 )
a.    Marcos não tem introdução formal.
b.    Inicia seu evangelho com o título, “O Princípio do evangelho de Jesus Cristo”
3.    LUCAS ( 1: 1 – 4 )
a.    Pode – se dizer que Lucas tem uma introdução histórica.
b.    Demonstra o método histórico de Lucas que é de pesquisar e evangelizar seu material.
c.    A evidência indica que Lucas é muito preciso nas suas referências históricas.
4.    JOÃO ( 1: 1 – 18 )
a.    A  introdução de João é teológica.
b.    Abrange mais tempo que os outros voltando até antes da criação e descreve a relação entre o Pai e Filho.
c.    O pano de fundo do vocábulo LOGOS ( 1: 1.14 ).
1)   Paralela à sabedoria em Pv. 8.
2)   O uso da palavra por parte de Filo – Para João é pessoal e encarnado.
3)   O conceito de logos entre os Estóicos.
d.    Conteúdo de Jo 1: 1 – 18.
1.    A existência pré – encarnada de Jesus Cristo.
2.    O precursor de Cristo ( 1:6 – 9. 15 ).
3.    A encarnação ( 10 – 14 )
4.    Conseqüências da encarnação ( 1: 16 – 18 )
B.   ANÚNCIOS DE NASCIMENTOS DE JOÃO E JESUS.
1.            O anúncio concedido para Zacarias  ( Lc. 1: 5 – 25 ).
a.            Zacarias era um entre a minoria sincera justa que esperava a vinda do Messias.
b.            Ganhou o raríssimo privilégio de queimar incenso no tempo do sacrifício diário no templo.
c.            O anúncio pelo anjo indicou que o filho de Zacarias e Elizabet seria:
1)           Nomeado João “Jehová é misericordioso”  v. 13
2)           Seria um nazireu ( 1: 15 ).
3)           Traria um grande avivamento ( 1: 16 – 17 ).
4)           Seria um segundo Elias ( 1: 17 ).
d.            A incredulidade de Zacarias foi punida com a incapacidade de falar.
2.    O ANÚNCIO A MARIA; ( Lc 1: 26 – 38 ).
a.    Foi seis meses após o anúncio feito a Zacarias ( Lc. 1: 36 ).
b.    O anúncio enfatiza a natureza messiânica do Filho ( 1: 31 – 33 ).
3.    O ANÚNCIO FEITO A JOSÉ ( Mt 1: 18 – 25 ).
a.    O tempo deste acontecimento era após a verificação que Maria estava com filho.
b.    O anúncio para José é redentivo ( 1: 21 ); Jesus significa, “Jeová é Salvação.”
4.    O NASCIMENTO DE JOÃO (  Lc.  1: 57 – 80 ).
a.    Cumpriu – se acuradamente a predição – nasceu um filho.
b.    A circuncisão do menino se deu no oitavo dia como devia segundo a Lei.
c.    Os pais obedeceram o mandamento do Senhor nomeando o filho, “João”.
d.    Pela inspiração do Espírito Santo, Zacarias falou profeticamente acerca do ministério e caráter do seu filho ( Lc. 1: 67 – 79 ).
1.    Esta  mensagem  tem  o  título de “Benedictus”  ( cf. v. 68 ).
2.    A primeira parte se refere ao Messias ( Lc. 1: 68 – 75 ).
3.    O ministério de João se prediz em vv. 76 – 79 ( df. Mal. 3: 1  e 4: 2 ).
e.    Os primeiros anos da vida de João se passaram no deserto talvez tendo contacto com os Ensinos de Qumran.
5. O Nascimento de Jesus ( Lc. 2:1 – 20 )
a.    Detalhes significantes aparecem no relatório.
1.    “Mundo”  ( v. 1 ), refere – se ao mundo habitado ou o Império Romano.
2.    “Manjedoura”  ( v. 7 )  –  Justino Martir  ( c 150 ) diz  que  Cristo  nasceu  numa  caverna ( agora pela igreja da natividade ).
b.    A data do Seu Nascimento.
1.    Não se conhece essa data.
2.    Inicialmente foi celebrada no dia 6 de janeiro; mais tarde essa data cedeu para 25 de dezembro no ocidente.
3.    O dia 25 de Dezembro era dia festivo em honra do deus sol, o sol invictus, i.e. não conquistada.
4.    Sendo que o Mitraismo foi grande rival do Cristianismo foi natural que os pais da igreja favoreceram uma festa cristã nesse dia.
5.    O ano do nascimento de Cristo.
1.    Sabemos que nasceu antes do ano 4 a.C.
a.    Herodes o Grande morreu nesse ano pouco antes da Páscoa.
b.    Jesus nasceu antes da morte de Herodes ( Mt 2:1 )
2.    Os anos em que Quirino foi governador ( Lc 2:2 )
a.    Segundo Sir Wn Ramsay Também demonstra que o primeiro recenseamento ocorreu em 8 – 7 a.C. na Síria e no ano 6 ( possivelmente 5 ) a.C. na Palestina.
3) CALCULANDO DO MINISTÉRIO DE JOÃO BATISTA.
a.  ( Lc 3: 1 – 2 )  coloca o início do ministério de João no ano 15 de Tibério César, provavelmente  o ano 26 a.D.
b.    Pilatos também foi apontado governador da Judéia no ano 26 d.C.
c.    Segundo Lucas 3:23 Jesus tinha mais ou menos 30 anos.
d.    Calculando o ano 26 uns 30 anos chegamos a 5, ou 6 a.C.
4. A DATA DO INÍCIO DA CONSTRUÇÃO DO TEMPLO DE HERODES.
a.    O Templo foi iniciado no ano 20/19 a.C.
b.    Jó 20:19,20 indica que durante a primeira parte do ministério de Cristo essa construção tinha durado 46  anos.
c.    Isto  daria  m/m  26/ 7 d.C. para  o início do Seu  ministério  e os anos 5/4 a.C. para seu nascimento.
6.    A circuncisão de Jesus e a purificação de Maria ( Lc 2: 21 – 38 ).
7.    A visita dos magos ( Mt 2: 1 – 12 ).
a.    Estes homens não eram reis, mas sábios, astrólogos estudantes da religião       ( compare. Dn 1:20; 2: 27 ).
b.    Parece certo que os magos não visitaram a Jesus até depois dos pastores.
1. Os pastores vieram para a manjedoura ( Lc 2: 16 ) os magos para a casa           ( Mt 2: 11 )
2. Podem Ter vindo até dois anos depois do nascimento de Jesus ( mt 2: 7, 16 )
3. Nota – se que as crianças foram mortas antes de Herodes morrer no ano 4 a.C.
4. Dois anos antes, seriam 6 a.C. ou possivelmente 7 a.C.
5. E provável que passaram um ou até um ano e meio entre o nascimento de Cristo e a vinda dos magos.
8. A fuga para o Egito e a volta para Nazaré ( Mt 2: 13 – 15, 19 – 23 ).
a. Herodes morreu logo antes da Páscoa do ano 4 a.C.
b. A fuga para o Egito então se deu antes e a volta depois da Páscoa desse ano.
c. A volta do Egito era  uma espécie de tipo do êxodo (confira Mt 2:15             com Os. 11:1 ).
d. Após a morte de Herodes, Judéia e Samaria foram governadas por Arquelau, filho de Herodes.
1.    Galiléia sendo governada pelo menos cruel Herodes Antipas, José e Maria Voltaram para a Galiléia, i.e. Nazaré.
2.    Arquelau governou até o ano 6 d.C. quando foi banido para Gaulia.
3.    Os governadores que seguiram foram romanos chamados procuradores.
a.    Copinio, 6 – 10 d.C.
b.            Marco Ambivio, 10 – 13 d.C.
c.    Anio Rufo, 13 – 15  d.C.
d.    Valério Grato, 15 – 26  d.C.
e.         Poncio Pilatos, 26 – 36  d.C.
f.          Felix e Feste dos caps. 24,25 de Atos forma procuradores depois daqueles alistados acima.
9.         VISITA AO TEMPLO COM 12 ANOS DE IDADE ( Lc. 2: 41 – 52 ).
a.         Ex. 23:14 – 17 relata o mandamento de subir para a festa da Páscoa anualmente.
1.         Machos  foram  obrigados  a  assistir  três  festas   cada   ano   –   Páscoa,   Pentecostes, e Tabernáculos.
2.         A Lei nada fala da necessidade das mulheres assistirem as festas mas foi a opinião de Hilel que deviam ir pelo menos uma vez cada ano.
3.         Com a idade de 12 anos os rapazes judeus assumiram as responsabilidades e privilégios espirituais do adulto.
a)        Ele se tornou um “Bar Mitzvah” – “filho da Lei”.
b)        Talvez fosse tal ocasião que levou Jesus a subir para o templo neste caso.
c)         Neste único episódio na vida de Cristo relatado entre os primeiros meses de sua vida e o começo do seu ministério vemos sua “consciência Messiânica”. Cf. Lc 2:49 onde Jesus distingue entre José e Seu Pai, Deus.
O MINISTÉRIO E CARREIRA DE JOÃO BATISTA ( Mt 3: 1 – 12; Lc 3: 1 – 20 ).
a.         João era último dos profetas do A.T.
1.         Não foi o fundador da Igreja Batista.
2.         Ele ministrou no estilo e padrão de Elias.
a)        Veio No Espírito e poder de Elias ( Lc.  1: 17; Mt 11: 14; 17:10 – 13 )
b)        Vestiu – se como Elias.
c)         Foi profeta de Julgamento como foi Elias.
d)        Como Elias não escreveu nada que saibamos.
3.         Durante o período interbíblico não apareceu nenhum profeta.
a)        Imagine o efeito manifestando – se o profeta João !
b)        Significantemente veio cumprindo as Escrituras ( Mt 3: 1 ).
c)         Ainda que muitos negaram sua mensagem, ele proclamou que judeus não se salvariam automaticamente ( Mt 3: 7 – 9 ).
d)        João proclamou que a vinda do Messias seria um tempo de julgamento e, contraste com a opinião popular.
e)        Chamou o povo ao arrependimento que não concordou com a opinião dos soberbos filhos de Abraão.
b.        É evidente que João era um Nazireu desde seu nascimento ( Lucas: 1:15 e Números: 6:1–8).
c.         João cumpriu o cargo do arauto que precedia um rei oriental ( Is. 40: 3 – 5 ; Mal. 3: 1 ).
a)        Seu propósito foi de criar uma antecipação diante da vinda do Messias.
b)        Devia suscitar um sentimento de pecaminosidade, anunciar a vinda do Messias e depois retirar – se para a obscuridade comparativa ( cf Mc. 1: 14 ).
d.        João foi o “batizador.
1)        A palavra “batizar” significa “colocar debaixo da água e tirar.”
2)        Parece que este rito não originou com João.
a)        Sabe – se que os Judeus batizaram os prosélitos pela imersão.
b)        Era humilhante para um judeu se submeter ao batismo prosélito.
3)        O batismo de João era um batismo de arrependimento ( Atos 19: 4 ).
a)        Seria um batismo caracterizado pelo arrependimento  ( Mt 3: 11; At. 2: 38 ).
b)        É evidente que João só batizou aqueles que tinham arrependido.
10.      O batismo de Jesus ( Mt. 3: 13 – 17 ).
a)        Este acontecimento quebrou o silêncio que perdurou desde Jesus Ter 12 anos.
b)        Sendo o batismo de João o de arrependimento por que seria importante Jesus se batizar ?
1.         Jesus se identificou com aqueles que veio para salvar tomando sobre si os pecados dos arrependimentos.
2.         Deste modo estabeleceu o rito iniciador do N.T. com o significado de morte, sepultamento e ressurreição.
11.      A TENTAÇÃO DE JESUS.  ( Mt. 4: 1 – 11; Lc. 4: 1 – 3 ).
a)        O propósito da Tentação
1.         Foi ordenado por Deus ( cf. Mc. 1:12 ) porque Jesus foi levado pelo Espírito para ser tentado.
2.         Tinha as seguintes previsões:
a)        Foi teste de caráter, uma disciplina do Filho ( Hb 5: 7 – 9 )
b)        Foi necessário para qualificar Jesus como nosso sumo Sacerdote fiel e compassivo ( Hb. 4: 15, 16 )
c)         Foi  para nosso exemplo, ensinando – nos como enfrentar a tentação.
b)   A Natureza da Tentação
1.    A SOLICITAÇÃO PARA O PECADO FOI INTEIRAMENTE EXTERNA.
a)           Em Cristo não existiu depravação ou desejo pecaminoso.
2)   O aspecto interno da tentação foi o desejo para comida que não é pecado.
3)   A Tentação foi real.
a)   Isto levanta a questão da pecabilidade de Cristo.
b)   Historicamente houve duas posições.
_ Não foi capaz de pecar ( non potuit peccare ).
_ Ele foi capaz de não pecar ( potuit non peccare ).
c)    Segundo ambas as opiniões Jesus era absolutamente sem pecado.
d)   No lugar do Segundo Adão foi uma tentação real em que pela Sua onipotente vontade, Ele voluntariamente negou  o pecado.
II.            VISTA DE RELANCE DO MINISTÉRIO DE JESUS CRISTO.
A.           O INÍCIO DO MINISTÉRIO.
1.    Do inicio do batismo de Jesus até a primeira Páscoa.
2.    O preparo para o aparecimento de Jesus se encontra no ministério de João Batista.
3.    Os eventos deste período.
a.    O batismo de Jesus ( Mt. 3: 13 – 17 )
1)   Lugar: Betânia, além do Jordão.
2)   Tempo: tarde do ano 26 ou início de 27 d.C.
3)   Foi o primeiro passo no seu ministério publico.
4)   Foi a ocasião em que João revelou a pessoa de Cristo para Israel.
b.    A Tentação de Jesus ( Mt. 4: 1 – 11 )
1)   Antes do Messias começar o seu ministério, o Espírito o conduziu para o deserto para o testar.
2)   Foi o local da luta do Segundo Adão.
c.    Os primeiros discípulos de Cristo ( Jo 1:29 – 51 )
1)   João levou vários dos seus discípulos transferir para Jesus ( Jo 1: 35 – 37 ).
2)   Nessa ocasião João, André,  Pedro, Filipe, Natanael, João e Tiago tornaram seguidores mas não discípulos seguindo o tempo todo.
d.    O primeiro milagre em Canã de Galiléia ( Jo 2:1 – 11 ).
1)   É descrito por João como um “sinal” revelando Sua deidade e sua morte.
2)   Jesus aqui marca o padrão do seu ministério, não ascético, como João, mas social, misturando – se com os Homens.
Rápida viagem para Cafarnaum ( Jo 2: 12 ).

B.   O Primitivo Ministério na Judéia ( Jo 2: 13 – 4: 42 )
1.    Localidade – Jerusalém e Judéia.
2.    Época foi a primeira páscoa no ministério de Jesus.
a.    Notamos quatro páscoas ( prováveis )
b.    Jo 2: 13; 5: 1 ( não indicada por nome ); 6: 4; 12: 1 ( a crucificação ).
c.    Estas seriam então as páscoas dos anos sucessivos 27, 28, 29 e 30.
3.    Os eventos deste período.
a.    A primeira purificação do Templo ( Jo 2: 13 – 22 )
1)   Não se deve confundir esta purificação com aquela que se deu durante a semana santa ( Mc 11: 15 – 18  e passagens paralelas ).
2)   Cristo neste ato se manifestou como Senhor do Templo, que só podia ser purificado pelo Sinédrio, um profeta ou o Messias ( Ml 3: 1 ).
3)   Nessa ocasião Jesus predisse Sua ressurreição.
b.   A entrevista com o fariseu Nicodemos ( Jo 3: 1 – 29 ).
1)   Nessa ocasião Jesus promulgou claramente a doutrina da regeneração que Escrituras posteriores desenvolveriam.
2)   Percebemos que alguns no sinédrio estavam abertos para com Cristo.
c.    O ministério paralelo de Jesus a João ( Jo 3: 22 – 30 ).
d.   A viagem através da Samaria ( Jo 4: 5 – 42 ).
1)   O acontecimento principal foi a entrevista com a mulher de Samaria.
2)   Esse encontro contém uma declaração clara da parte de Jesus que Ele era o Messias – a primeira declaração aberta.
C.   O grande Ministério na Galiléia.
1.    Localidade – a região ao norte da Palestina conhecida como Galiléia.
2.    Época – do outono, d.C. 27 até a primavera de 29 d.C. ( um ano e meio ) Cf. Jo 6:40.
3.    Os acontecimentos desta época foram:
a.    Uma manifestação progressiva de si mesmo.
b.    O treinamento progressivo dos doze discípulos para continuarem seu trabalho após a ascensão.
c.    A hostilidade crescente dos líderes de Israel contra Jesus.
* Estes três fatores conduzem diretamente Jesus para a cruz.
4.    Vista de relance do período.
a.    O primeiro período do ministério Galiléia ( Mc. 1: 14 – 3: 12 )
             da chegada na Galiléia até a escolha dos doze.
             Desde o outono 27 d.C. até a cedo no verão de 28 d.C.  ( c  6 meses ).
1)   A rejeição em Nazaré e novo quartel geral em Cafarnaum ( Lc. 4: 14 – 30 ).
2)   A primeira viagem pela Galiléia com os quatro pescadores e a chamada de Mateus na volta ( Mc 1: 35 – 2: 22 ).
3)   A controvérsia a respeito do Sábado em Jerusalém e Galiléia (Jo 5:1–18;  Mc 2:23–3:5 )
b.    O segundo período do ministério galiléio ( Mc 3: 13 – 6: 31 ).
-      Desde a escolha dos Doze até o primeiro afastamento.
-      Desde cedo no verão, 28 d.C. até a páscoa de 29 d.C. ( c 10 meses ).
1)   A escolha dos Doze e o sermão da Montanha ( Mc. 3: 13 – 19; Mt 5 – 7 )
a)   Foi a época em que a popularidade de Cristo estava no auge.
b)   Muitos vieram de todas as regiões da Palestina, muitos foram curados.
2)   A Segunda viagem pela Galiléia ( Lc. 7: 11 – 8: 3 )
a)   Acompanhado pelos discípulos, esta viagem se marca pela oposição marcada dos fariseus.
b)   Durante esta viagem João Batista mandou dois discípulos para pedir mais informações acerca de Jesus.
3)   O primeiro grande grupo de parábolas (Mt 13 e paralelos ).
a)   Foram apresentados em Cafarnaum perto do Mar da Galiléia.
b)   Depois fez sua última visita para Nazaré ( Mc. 6: 1 – 6 )

4)   A terceira viagem pela Galiléia ( Mc 6: 7 – 31 ).
a)   Nesta viagem Jesus seguiu os Doze que tinha previamente mandado.
b)   Herodes ficou preocupado que a possível volta de João dos mortos.

D.   Afastamento da Galiléia e Treinamento Especial dos Doze

1.    O ambiente.
a.    Localidade: Distritos por volta da Galiléia.
b.    Época – desde a primavera de 29 d.C. até o outono de 29 ( 6 meses - conferir  Jo 6: 4 – 7: 2 ).
-      Desde a alimentação dos 5.000 até a última partida para Jerusalém.
-      Este período começou um ano antes da crucificação.
2.    O motivo para os afastamentos.
a.    Quis evitar as astúcias de Herodes Antipas ( Mc 6: 14 – 29 ).
b.    Quis se separar dos fanáticos que queriam faze – lo Rei ( Jo 6: 15 ).
c.    Quis evitar a hostilidade dos líderes judaicos ( Mc. 7:1 – 23 ).
d.    Quis instruir seus discípulos.
3.    Os quatro afastamentos
a.    O afastamento para o lado leste do mar da Galiléia ( Mc. 6: 32 – 52 ).
1)   Aí Ele alimentou os 5.000 ( Jo 6 ).
2)   Provocou um movimento popular de fazer Jesus Rei pela força ( J0 6:15 ).
3)   Voltou para Cafarnaum, Jesus pronunciou o discurso sobre o Pão da Vida renunciando assim o interesse num messianismo político.
4)   Em conseqüência muitos deixaram de segui – lo ( Jo 6: 60 – 71 ).
b.    Afastamento para a região de Tiro e Sidônia ( Mc 7:24 – 30 ).
1)   Ficou assim fora do território de Herodes Antipas.
2)   Nesta área Jesus curou o filho à mulher siro – fenícia.
c.    Afastamento passando pelo norte da fenícia e depois sul para Decápolis            ( Mc. 7: 31–8: 9 ).
1)   Nota – se como Jesus evitou cuidadosamente o território de Herodes.
2)   Nesta viagem Jesus alimentou os 4.000 na região de Decápolis ( Mc.8:1–9).
d.    Afastamento passando pelo norte da fenícia e depois sul para Decápolis.
1)   Aqui Pedro fez sua grande confissão ( Mc. 8: 27 – 38; Mt. 16: 13 – 20 ).
2)   Aqui Jesus prediz Sua Morte.
3)   Aqui, provavelmente no Monte Hermon perto de Cesaréia, Filipos Jesus foi transfigurado ( Mc. 9:1 – 29 ).
4)   Depois voltou para a galiléia ( Mc. 9: 30 – 50 ).

E.   O Ministério Posterior na Judéia.
1.    O ambiente.
a.    Localidade: Jerusalém e a região da Judéia.
b.    Época – outono de 29 d.C. até dezembro de 29 d.C.
-      desde a festa de Tabernáculos ( Jo 7:1  e 8: 59 ) até a festa de Dedicação         ( Jo 10: 22 – 39 ).
c.    somente relatado por João e Lucas.
1) João relata o ministério em Jerusalém em Judéia ( Lc 10: 1 e 13: 21 ).
2) Lucas relata o ministério fora de Jerusalém em Judéia ( Lc. 10: 1 – 13: 21 ).
2.    Eventos deste período
a.    Em Jerusalém
1)   Ministério durante a festa de Tabernáculos ( Jo 7: 11 – 52 ).
2)   Controvérsia com os fariseus ( Jo 8: 12 – 58 ).
3)   Cura do homem nascido cego ( Jo 9 ).
4)   Parábola do Bom Pastor ( Jo: 1 – 21 )
b.    No território de Judéia.
1)   A missão dos 70 discípulos ( Lc 10: 1 – 24 ).
2)   Incidentes e ensinamentos em Judéia ( Lc 10: 25 – 13: 21 ).
c.    Em Jerusalém de novo: na festa de dedicação ( jo 10: 22 – 39 )

F.   O ministério na Beréia

1.    O ambiente
a.    Localidade – a região além do Jordão governada por Herodes Antipas.
b.    Época – desde a festa de Dedicação, dezembro de 29 d.C. até a última viagem para Jerusalém, várias semanas  antes da última páscoa do ano 30.
c. Propósito – cobrir a Peréia da mesma maneira que fez em Galiléia e Judéia deste modo completando a evangelização de toda a Palestina.
d. Fontes – João nos dá um sumário ( Jo 10:40 – 42 ).
_  Lucas relata extensivamente este ministério ( 13: 22  - 19: 28 ).
2.    OS  MOVIMENTOS DE JESUS DURANTE ESTE PERÍODO.
a.    Afastou – se de Judéia para a Peréia onde  evangelizou ( Jo 10: 40 – 42 ).
b.    Daí atendeu o pedido de Maria e Marta que voltasse até Betânia para ressuscitar a Lázaro ( Jo 11: 1 – 46 ).
c.    Em seguida afastou – se para o norte até Efraim ( Jo 11: 46 – 54 ).
d.    Sua última viagem foi pela Samaria e Galiléia e novamente por Peréia até Betânia ( Lc. 17: 11  e 19: 27  e Jo 12 :1).

G.   A Semana da Paixão

1.    O AMBIENTE
a.    Localidade: Betânia e Jerusalém.
b.    Época: Domigo de entrega Triunfal até Domingo da Páscoa ( ano 30 d.C. )
2.    OS EVENTOS DA SEMANA.
a.    A entrada triunfal – Domingo ( Mc. 11: 1 – 11 ).
b.    A Segunda purificação do Templo – Segunda-feira (Mc 11: 15 – 26 ).
c.    A última controvérsia com os líderes judaicos – Terça-feira – o último dia do ministério público de Jesus ( Mc 11: 27 –12: 40 ).
d.    O discurso profético do Monte das Oliveiras ( Mt 24: 25 ) Terça-feira à tardinha.O segundo ungimento dos pés de Jesus ( veja Lc. 7: 36 – 50 )  Terça-feira `a tardinha ( Mc 14: 3 – 9 ).
e.    Judas faz seus planos com os judeus – Terça-feira à noite ( Mc 14: 10: 11 ).
f.     Um dia de descanso em Betania – Quarta-feira.
g.    Preparos para a páscoa – Quinta-feira à tarde ( Mc 14: 12 – 31).
h.    Jesus é preso em Getsêmani ( Quinta-feira à noite Mc 14: 32 – 52 ).
i.     O julgamento diante de Anás, sumo - sacerdote aposentado, madrugada de Sexta-feira ( Jo 18: 12 – 13 ).
j.      O julgamento diante de Caifás o sumo – sacerdote – madrugada de Sexta ( Mc.  14: 53 – 72 ).
k.    O julgamento diante do Sinédrio – Sexta de manhã ( Lc. 22: 66 – 71 ).
l.      Primeiro aparecimento diante de Pilatos – Sexta-feira de manhã ( Lc.23:1–5).
m.  Aparecimento diante de Herodes Antipas – Sexta-feira de manhã                     (Lc.23:6–12 ).
n.    Segundo aparecimento diante de Pilatos – Sexta-feira de manhã                            ( Lc.23: 13 – 25 ).
o.    Crucificação – Sexta-feira entre 9 e 15 horas ( Mc 15: 16 – 41 ).
p.    Sepultamento – Sexta-feira à tarde ( antes das 18 horas quando começava o Sábado ( Mc :15: 42 – 47 ).
q.    Um dia no túmulo – Sábado
r.     Ressurreição – Domingo de manhã, muito cedo ( Mc 16: 1 - 8 ).
H.   Os aparecimentos após a ressurreição.
1.    AMBIENTE.
a.    Localidades: Jerusalém, Emaús, Galiléia e Betânia.
b.    Tempo: 40 dias entre a ressurreição e a ascensão, ano 30 d.C.
2.    Aparecimentos do Cristo ressurreto.
a.    No Domingo da páscoa.
1)   Maria Madalena perto do túmulo ( Jo 20: 11 – 18 ).
2)   Outras mulheres que voltavam do túmulo ( Mt 28: 8 – 10 ).
3)   Pedro ( Lc. 24: 34).
4)   Dois discípulos a caminho de Emaús ( Lc. 24; 13 – 32 ).
5)   Aos 10 ( Tomé ausente ) em Jerusalém ( Jo 20: 19 – 25 ).
b.    Em tempos posteriores.
1)   Aos onze ( Tomé presente ) provavelmente em Jerusalém ( Jo 20: 26 – 29 ).
2)   Aos sete discípulos no Mar da Galiléia ( Jo 21 ).
3)   Aos 500 irmão na Galiléia ( I Cor. 15:6  e Mt 28: 16 – 20 ).
4)   À Tiago,  irmão do Senhor ( I Cor. 15:7 ).
5)   Aos onze em Jerusalém ( Lc. 24: 50 – 53 ) ocasião em que Jesus ascendeu.


OS ENSINAMENTOS DE CRISTO



I.     CRISTO COMO MESTRE

A.   Características do Seu  ensino.

1.    SIMPLICIDADE.
a.    Tratou de profundas verdades mas as apresentou em terminologia acessível ao povo comum.
b.    Há muitos casos em que Seu ensino não pode ser entendido sem ser crente – cf. as parábolas de Mt 13.
2.    INFORMALIDADE.
a.    Não se encontra indicações que Cristo preparou lições ou discursos.
b.    Jesus ensinou em toda e qualquer localidade ( cf. Mt. 5:1; Lc. 4: 16 – 27;             Mc. 4:1 ).
c.    Houve interrupções, perguntas e respostas.
d.    Em todas as situações jesus ensinou naturalmente.
3.    CONCRETO.
a.    Jesus ensinou verdades abstratas usando exemplos concretos.
b.    Usou de parábolas e ilustrações abundantes.
c.    Mesmo no Sermão da Montanha princípios de conduta vêm sendo ilustrados com exemplos concretos (cf. Mt. 5:13 – 16, 23, 29, 30, 38 – 42 etc. )

4.    AUTORIDADE
a.    O ensinamento dos escribas dependeu dos seus professores e tradições humanas.
b.    Jesus ensinou com Sua própria autoridade ( Mc 1: 22 ).
5.    Progresso.
a.    Jesus começou com verdades velhas e conduziu para verdades novas;  progrediu do conhecido para o desconhecido ( Mt 5: 21 ).
b. Olhando para Seu ministério como um todo, percebemos que Jesus desenvolveu Seu ensinamento numa maneira progressiva.
1) Primeiro notamos uma proclamação do evangelho em termos semelhantes aos 
de João Batista ( Mc 1: 14,15 ).
2) Daí encontramos um desenvolvimento progressivo do conceito do Reino.
3)   Depois encontramos uma revelação de Sua deidade.
4)   Logo começa a ensinar os discípulos acerca de Sua morte ( Mt. 16: 21 )
5)   Em último lugar trata de escatologia ( Mt 24: 25 ).
6.    Personalidade.
a.    Seu ensinamento é sempre sustentado pela Sua pessoa e caráter.
b.    Ele é sempre a personificação de Seu ensino.
c.    Ele mesmo é a melhor prova de autenticidade.
7.    FUNDAMENTAL.
a.    Percebe-se esta realidade em comparação com as epístolas.
b.    Cristo apresenta a verdade básica deixando o desenvolvimento para os escritores das epístolas.
c.    Veja, por exemplo, regeneração, a Igreja, justificação etc.
8.    MÉTODOS PEDAGÓGICOS.
1.    Uso de figuras de linguagem
a.    Símile ( Mt 23: 27 )
b.    Metáfora ( Mt 10: 6 )
c.    Hipérbole ( Mt 23: 24 )
d.    Paradoxo ( Lc 14: 11 )
2.    Parábolas.
a.    Parábola é um símile extenso.
b.    As parábolas de Jesus usam muitas imagens ( Mt 13: 3 ).
c.    Serviram para revelar a verdade para os indicados mas para encobrir a verdade para os rebeldes.
d.    Deve – se distinguir parábolas de alegorias.
3.    Jesus usou de objetos concretos para descrever verdades espirituais.
a.    Água ( Jo 4: 7 ss; 7: 37, 38 ).
b.    Uma moeda ( Mc 12: 14 – 17 ).
c.    Pão ( Jo 6: 26, 27, 35 ).

4.    Usou de perguntas.
a.    Para provocar pensamento mais profundo ( Jo 3: 12 ).
b.    Para atrair a atenção ( Mc. 4: 30 ).
c.    Para incentivar convicção ( Jo 21: 15 – 17 ).
d.    Para ganhar um ponto num debate ( Mt. 22: 42 ).

5.    Usou ditados.
a.    Tais ditados sumarizam a verdade.
b.    Servem de auxiliar à memória.
c.    Cf. Mt. 18: 3; 18: 11; 15: 11; 12; 33, 34; 10: 39.

6.    Usou o Antigo Testamento.
a.    Era terreno bem familiar para os ouvintes de Jesus.
b.    Jesus utilizou o A.T. demonstrando que estava completamente familiar com seu ensinamento; cf. Mt. 5: 17 s, 21, 27; Mc. 2: 25; 4: 12; Jo 10: 34.

II. O Tema Central do Ensino de Jesus.

A. Fica claro que esse tema foi o Reino de Deus.
1.    Mateus usa a expressão, “reino do céu.”
2.    Contrário à opinião de alguns, o “reino de Deus” e o “reino dos céus” são sinônimos.
3.    O termo “céus” substitui “Deus” para judeus piedosos que temiam blasfemar o nome sagrado.

B.   Que o Reino de Deus seja o tema do ensino de Jesus se verifica os seguintes fatos:
1.    É o tema do ensino primitivo de Cristo como também de Sua pregação. ( Mt 4: 17, 23; Mc. 1: 14, 15; Jo 3: 3, 5 ).
2.    É um dos temas principais do Sermão da Montanha (Mt. 5:3,10,19, 20; 6:10, 33; 7: 21).
3.    É a chave do ensinamento de Jesus nas parábolas de Mt. 13 ( cf vv 11, 19, 24, 31, 33, 38, 44 ).
4.    É tema o tema de instrução dos discípulos ( Mt 13; 16: 19; 18: 3, 4, 23; Mc 9: 43; 22: 2 ).
5.    É um dos temas principais das controvérsias que Jesus teve com os líderes judaicos ( Mt.12: 28; 21: 31; 43; 22: 22; 23: 13 ).
6.    Aparece no Julgamento de Jesus ( Jo 18: 36, 37 ).
7.    Foi um dos temas de ensino depois da ressurreição ( At.  1: 3 ).

III. Um Sumário do Ensinamento de Jesus Concernente ao Reino de Deus.
A.   Nos evangelhos há evidência que o Reino tem três aspectos.
1.    Existe o reino presente que é espiritual de natureza.
2.    No futuro, haverá o reino material combinado com características dum reino social, político e espiritual.
3.    Futuro eterno.

B.   O presente reino espiritual.
1.       Cristo proclamou um reino que estava chegando logo ( Mc. 1: 15; Lc 10: 9,11; Mt.12:28 ).
a.    Era  um  reinado divino  que foi apresentado aos homens como boas novas.         ( Mt. 4: 23; Lc 8: 1 ).
b.    Foi inicialmente proclamado por João Batista ( Mt 3: 2 ).
c.    Depois foi a mensagem de Jesus. ( Mc. 1: 14, 15 ).
d.    Depois Jesus entregou esta mensagem para Seus discípulos. ( Lc. 9: 1,2, 60;  10: 9, 11 ).
e.    Esta proclamação deve continuar até a volta de Cristo. ( Mt.13: 3–8, 18, 19; Mt. 24: 14 ).

2.       Era um reinado ao qual os homens podiam se aproximar.
a.    O escriba por meio de sua compreensão espiritual aproximou – se do reino. ( Mc 12: 34 ).
b.    Os homens entram presentemente no reino violentamente. ( Mt. 11: 12;  Lc 16: 16 ).

3.       Era um reino ao qual os homens eram chamados a se submeterem.
a.    Devem se arrepender. ( Mt. 4: 17 )
b.    Devem crer. ( Mc 1: 15 )
c.    Devem ser regenerados ( Jo 3: 3, 5 )
d.    Devem ser discípulos  do reino ( Mt 13: 52 )
e.    Devem dar lealdade total ( Lc 9: 60, 62 )
f.     Devem demonstrar um alto nível de justiça ( Mt 5: 20 )

4.       Era um reino que podia ser aberto ou fechado aos homens.
a.    Os fariseus fecharam-no. ( Mt 23: 13 )
b.    Pedro recebeu chaves para abri – lo. ( Mt 16: 19 )
5.       Foi oferecido aos judeus e depois para os gentios.
a.    Veja ( Mt 21: 43; 22: 2 – 14 )
b.    Cf. romanos 11 e a ilustração da oliveira.
6.       E um reino que cresce e expande.
a.            O grão de mostarda. ( Mt 13: 31, 32 )
b.            A levedura. ( Mt 3: 33 )
c.            Crescimento espontâneo. ( Mc 4: 26 – 29 ).
7.            Contém no sentido mais amplo, tanto elementos genuínos e não genuínos.              ( Mt 13: 24 , 38 – 42, 47 – 50 ).
8.            O reino começa com a vinda de Cristo e continuará até o fim da época. ( Mt 13: 30, 39, 49 e 50 ).
9.            Os seus súditos devem ser caracterizados por qualidades tais como:
a.            Justiça. ( Mt 5: 20 )
b.            Humildade e docilidade ( Mt 18: 3, 4 )
c.            Pobreza de espírito ( Mt 5: 3 )
d.            Prontidão para sofrer perseguição por causa de Cristo. ( Mt 5: 10 )
e.            Amor por outros. ( Mt 25: 34; Mt 5: 43 – 48 )
f.             Perdão ( Mt 18: 21 – 23 ss;  Mt 6: 14, 15 )
C.           O Futuro Reino Visível.
1.            Neste sentido o reino é ainda futuro. ( Mt 26: 29; Lc 22: 18; At.  1: 6, 7 )
2.            Terá aspectos políticos. ( Mt 10: 28; 20: 21, 23; Lc 22, 29, 30;  At. 1: 6, 7 )
3.            Terá aspectos sociais. ( Mt 8: 11, 12 Lc 22: 16, 18, 30; Mt 26: 29 )
4.            Chegará após certos sinais. ( Lc 21: 31 )

D.           O Reino Futuro Eterno

1.            Este seria o estágio final perfeito do Reino.
2.            Neste sentido se  identificam com a vida eterna e o estado eterno final ( Mt 25: 34, 46 ).

IV.          O ENSINAMENTO ÉTICO DE CRISTO NO SERMÃO DA MONTANHA.

A.           Introdução ( Mt 5: 1, 2 )
1.            Compare Lc 6: 17 – 20.
2.            Segundo Mateus o S/M foi endereçado principalmente aos discípulos, ainda que a multidão se aproximou  para escutar ( cf. Mt 7: 28 ).
B.           O caráter do súdito do Reino ( Mt 5: 3 – 12 )
1 Descrição                                                Galardão                                                          
a. Pobre em espírito                          a. Possui o reino
b. Choram ( cf Is 61: 2 )                    b. Conforto ( cf Is 40: 1, 2; Lc 2: 25)
c. São mansos                                    c. Herdam a terra
d. Têm fome e sede de justiça           d. Têm satisfação espiritual
e. São misericordiosos                       e.  Recebem misericórdia
f. Puros de coração                             f.  Visão de Deus
g. Pacificadores                                  g.  Declarados filhos de Deus
h. Perseguidos                                    h. Possuem o reino e prêmio celestial
2. Notas gerais acerca das bem aventuranças.
a.            Não descreve oito pessoas diferentes, mas uma só.
b.            Não se refere a um ideal futuro mas presente.
c.            Os galardões são presentes e futuros sendo possuídos na totalidade após a vinda de Cristo.
d.            Descrevem a ética da “graça”.
1)           Não são um ética que legalísticamente pode ser cumprida para alcançar favor divino e ganhar entrada no céu.
2)           São qualidades dadas aos que reconhecem sua carência destas qualidades e dependem totalmente de Deus  para receber Sua graça.
3)           A real prática desta ética se manifesta no Fruto do Espírito.( Gal. 5: 22, 23.)
C.           A influência do Reino. ( Mt 5: 13 – 16 ).
1.            Só podem Ter sido endereçadas estas palavras à discípulos genuínos de Cristo.
2.            Jesus explica aqui como o Reino como se estende.
3.            O mesmo assunto se apresenta nas parábolas do grão de mostarda e da levedura. ( Mt.  13: 31 – 33 )
D.           A relação do reino a Lei ( Mt 5: 17 – 48 ).
1.            Uma declaração positiva de Cristo a respeito ( 5: 17 – 19 )
a.            Jesus veio para cumprir a Lei. ( 17 )
1)           Dando a verdadeira interpretação da Lei.
2)           Guardando perfeitamente a Lei.
3)           Morrendo para cumprir as exigências justas da Lei.
b.            O Reino não anula a Lei ( 19 )
c.            O discípulo deve cumprir a essência da Lei ( Rm  8: 4 )
2. Uma série de contrastes.
a.            O principio geral. ( v. 20 )
b.            Concernente a homicídio. ( 21 – 26 )
c.            Concernente ao adultério. ( 27 – 30 )
d.            Concernente ao divórcio. ( 31, 32 )
e.            Concernente a juramento. ( 33 - 37 )
f.             Concernente a vingança. ( 38 – 42 )
g.            Concernente ao amor. ( 43 – 48 )
h.            Pela interpretação padrão judaica nos casos acima, a interpretação foi exteriorizada e tornada superficial.
i.             Jesus restaura as leis para sua perspectiva a intenção divina original.
E.           O culto do Reino. ( Mt 6: 1 – 18 )
1.            Esmolas ( 6: 1 – 18 )
2.            Oração ( 6: 5 – 15 )
3.    Jejum ( 6: 16 – 18 )
4.    Nestas  três  áreas  de  culto  prático,  Jesus  combate  a  tendência  natural  do  homem  de ser   hipócrita  –  demonstrando seu culto para ser bem visto.
5. Em contraste com as práticas comuns Jesus apela para uma espiritualidade genuína, piedade interna, não externa. 
F.   A Lealdade do Reino. ( Mt 6: 19 – 34 )
1.    Devoção sem divisão e distração. ( 6: 19 – 24 )
2.    Preocupação sem divisão e distração. ( 6: 25 – 34 )
a.    O discípulo não se deve preocupar sobre necessidades  materiais ( 25,31, 34)
b.    Deve buscar em primeiro lugar o reino de Deus. ( v. 33 )
G.   Relações com outros membros do Reino. ( Mt 7: 1 – 6, 12 )
1.    O princípio em geral ( 7: 1 )
2.    Ilustrações do princípio. ( 7: 2  - 5 )
3.    Aviso contra o extremo oposto. ( 7: 6 )
4.    Afirmação geral da ética cristã.
H.   Oração. ( Mt 7: 7 – 11 )
H.1.Tríplice aplicação e apelo. ( Mt 7: 13 – 27 )
1.    A chamada para entrar no reino ( 7: 13, 14 )
2.    A chamada para discernimento. ( 7: 15 – 23 )
3.    A chamada para praticar os padrões do reino. ( 7: 24 – 27 ).
J. Últimas palavras de conclusão. ( Mt 7: 28, 29 )
V. Parábolas Descrevendo a Natureza do Reino Presente ( Mt 13 )
A.   Os quatro solos. ( Mt 13: 3 – 9; 18 – 23 )
1.    Trata-se da proclamação da mensagem do reino. ( V. 19 )
2.    Descreve a variedade da recepção da mensagem durante esta época.
B.   O Joio ( Mt 13: 24 – 30, 36 – 43 )
1.    Esta parábola explica a mistura do genuíno crente com o não genuíno.
2.    Trata-se da área de profissão de fé.
3.    Nota-se que esta característica de mistura continuará até ao fim da época.               ( V. 39 )
C.   A semente que cresce sozinha. ( Mc 4: 26 – 29 )
1.    Jesus explica a reação à mensagem do reino quando semeada em terra boa.
2.    Mostra como o evangelho produz espontaneamente quando está misturado com fé.
D.   O grão de mostarda. ( Mt 13: 31, 32 )
1.    Deparamos com o crescimento do reino de um começo insignificante.
2.    A ênfase cai sobre o aspecto externo do crescimento.
E.   O fermento. ( Mt 13: 33 ).

A TRANSFIGURAÇÃO DE CRISTO
Quando Deus veio à terra, na pessoa de Jesus, adotou uma forma humana. Fisicamente, Jesus se parecia como qualquer outro homem. Ele teve fome, sede, cansaço, etc. Sua divindade foi vista apenas indiretamente, em suas ações e suas palavras. Mas, numa ocasião, a glória divina interior de Jesus resplandeceu e se tornou visível. A história é contada em Mateus 17:1-8:
Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Então disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me compra-zo; a ele ouvi. Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo. Aproximando-se deles, tocou- lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos e não temais! Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus.
A GLÓRIA DE CRISTO
A Bíblia revela um Deus unido, composto de três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. João 1:1-2 diz: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus". Jesus estava com o Pai desde o princípio, compartilhando de sua natureza divina. Então, Jesus deixou o céu e veio à terra. "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai" (João 1:14). Fisicamente, Jesus tinha todas as características de um homem; espiritualmente, ele compartilhava da natureza de Deus. Na transfiguração, sua glória interna tornou-se visível externamente.
Temos que chegar a ver em Jesus a glória de Deus. Uma razão por que Jesus se tornou um homem foi para manifestar a natureza de Deus. Jesus é "o resplendor da glória" de Deus e "a expressão exata do seu Ser" (Hebreus 1:3). Ele reflete perfeitamente a natureza e o caráter de Deus. Quando olhamos para Jesus, podemos ver "a glória do Senhor" (2 Coríntios 3:18 - 4:6). A conversa de Jesus com Filipe ilustra estes pontos: "Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto. Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras" (João 14:7-10). Jesus é a revelação, a manifestação do Pai (João 1:18). Você já pensou no que Deus faria, diria ou pensaria se fosse um homem? Olhe para Jesus. Tudo o que Jesus disse e fez foi exatamente o que o Pai diria e faria se viesse à terra como um homem. Que pensamento espantoso: Deus se revelou a nós em forma humana. O reconhecimento da glória do Pai, em Jesus, torna o estudo da vida de Cristo uma experiência profundamente comovente.
A AUTORIDADE DE CRISTO
As religiões são, freqüentemente, baseadas em ensinamentos, filosofias, visões, etc. A religião de Cristo é baseada na História. Pedro, um dos três que testemunharam a transfiguração, indicaram-na como evidência de que o evangelho não era uma fábula ou lenda: "Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo" (2 Pedro 1:16-18). Este exemplo coloca Jesus numa categoria totalmente diferente da dos líderes de outras religiões do mundo. Qual deles foi transfigurado? A fé em Cristo não é um salto no escuro, mas um passo razoável baseado em evidência histórica concreta.
Jesus está acima de tudo. Ele possui toda a autoridade no céu e na terra (Mateus 28:18). Ele está "acima de todo o principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro" (Efésios 1:21). Jesus merece nossa honra, respeito, adoração e obediência. O Cristo que é soberano sobre o universo inteiro, deverá reinar também sobre minha vida.
Muitos há que reagem como Pedro. Quando viu Jesus, Moisés e Elias, juntos na montanha, ele recomendou a construção de três tendas. Que Pedro sugerisse três tendas já era admirável. Moisés era o grande legislador e libertador do Velho Testamento. Elias estava entre os maiores dos profetas do Velho Testamento, arrebatado da terra sem morrer. Quão maravilhoso estar na presença deles! Podemos entender o desejo de Pedro de construir uma tenda para Moisés e outra para Elias. Mas, por que três tendas? Ah, ele estava elevando Jesus à mesma posição: Vamos dar para ele uma tenda também! Para Pedro, em vista da sua herança judia, ter posto Jesus a par com os grandes Moisés e Elias era algo admirável.
A resposta de Deus mostrou que não deveria haver três tendas, nem duas, mas uma só. "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi". Moisés desvaneceu. Elias desapareceu. Somente Jesus permaneceu. Devemos construir somente uma tenda. Muitos constroem mais. Muitos constroem tendas para Moisés e Elias, não reconhecendo que não estamos mais sob a lei do Velho Testamento. Muitos constroem tendas para grandes líderes religiosos: Buda, Kardec, Joseph Smith, Ellen G. White, Edir Macedo, etc. Muitos levantam tendas para os pais, bem junto da tenda para Jesus. Outros armam uma tenda para sua igreja ou tradição religiosa. Colossenses 2 diz, vigorosamente, que toda a sabedoria, todo o conhecimento e a plenitude da divindade estão em Cristo. Portanto, "Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo" (v. 8). Temos que aceitar nada mais, nada menos do que Cristo. Ele tem toda a autoridade no céu como na terra.
A TRANSFIGURAÇÃO DOS SEGUIDORES DE CRISTO
"E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em Glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (2 Coríntios 3:18). Temos que permitir que nossas vidas sejam transformadas pela glória de Cristo. Deus quer que compartilhemos de sua natureza divina (2 Pedro 1:4), e que Cristo habite em nós (Colossenses 1:26-28; Gálatas 4:19; Efésios 2:19-22). Paulo escreveu: "Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gálatas 2:19-20). Imagine-se acordando uma noite, com Jesus ao lado de seu leito. Você deixa seu corpo e Cristo entra nele. Agora, seu corpo ainda pareceria exatamente o mesmo. Mas de agora em diante é Cristo quem realmente habita em seu corpo. É claro que este evento não ocorrerá exatamente assim, mas seu resultado tem que ser assim. Tenho que permitir que minha vida, minhas ações, minhas palavras e até meus pensamentos sejam moldados como a imagem de Cristo.
Mas como podemos realizar esta transformação? Depois que Moisés esteve na presença de Deus, sua face mostrou-se tão brilhante que ele teve que cobrí-la com véu para que as pessoas pudessem olhar para ele. Paulo usa isto como uma ilustração de nossa transfiguração por Cristo (2 Coríntios 3). Temos que olhar para Cristo e deixar sua imagem nos transformar. Esta mudança ocorre através do conhecimento de Cristo (2 Pedro 1:2-8; Colossenses 1:26-28). Em nosso estudo das Escrituras, temos que olhar para Cristo e começar a agir como ele agia, falar como ele falava e pensar como ele pensava. Temos que chegar a conhecer Cristo tão intimamente (por meio das Escrituras) e admirá-lo tão profundamente que o imitamos em cada pormenor. Muitas pessoas religiosas acabam fazendo umas poucas mudanças externas e chamam a isso cristianismo. Mas a glória de Cristo era interna. Temos, não somente, que vestir uma máscara religiosa, mas temos que deixar a vida de Cristo renovar nossas vidas de dentro para fora. Somente então Cristo terá terminado sua obra em nossas vidas.
LIVRO DO PROF. BAIMA BOLLONE
NOTICIA publicada no Jornal Italiano"La Republica" de grande circulação na Europa – 31.05.1999 pagina 21

ROMA – Os evangelhos não possuem apenas um valor teológico, mas ao narrar a paixão de Jesus, fornecem dados para "um verdadeiro boletim médico" que nos permite de reconstruir em termos clínicos, as últimas horas da vida de Cristo; é esta a tese que o Professor Pierluigi Baima Bollone, diretor do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Torino –Itália, relata em seu último livro, "Os últimos dias de Cristo" Em uma entrevista ao cotidiano "Avvenire", Baima Bollone, explica de ter lido diversas vezes os relatos dos evangelhos, - em especial o de Lucas, que havia conhecimento médico – para poder reconstruir os sofrimentos de Jesus, que vai da noite escura no Jardim do Getsemani até Sua morte na cruz, afirmando que "o estudo médico legal é completamente a favor do relato bíblico e historia dos evangelhos". O especialista torinense reconstruiu a ficha clinica de Jesus, que desde menino houve um "desenvolvimento normal e harmônico", como demonstra as longas viagens que fazia junto aos seus pais, e que ao retornar a Jerusalém, adulto, "tinha uma boa saúde, mas estava um pouco magro", e de fato os fariseus o confundiam como alguém que tivesse 50 anos. No horto do Getsemani, afirma Prof. Baima Bollone, Jesus manifesta alguns dos 16 sintomas típicos da "síndrome do pânico", que "não indica apenas um simples estado de medo, mas um profundo resultado de vários sofrimentos". Ao suor, junta-se o desejo de fugir, o medo de morrer, a queda por terra e a angustia, que por fim, se transformam em suor de gotas de sangue, das quais falam os evangelhos, tudo isto perfeitamente explicável pela medicina como um total trabalho neurovegetativo. Portanto diante de Caifas, a reação de Jesus, quando diz: "tu dizes" em resposta as perguntas do sumo sacerdote, demonstra, segundo Baima Bollone, como o interrogado "sob forte stress, tende a declarar a sua visão dos fatos, para reabilitar-se das falsas acusações e recuperar o senso de auto estima". A este stress psicológico se somam às torturas físicas: os extenuantes interrogatórios, as pancadas dos soldados, a violência das 39 flagelações e o arrancar das vestes, que segundo o estudioso italiano, "deve ter provocado o mesmo efeito de quando se arranca com violência, um curativo de uma ferimento ainda aberto". Quanto a causa final da morte de Jesus, Baima Bollone, pensa que tenha sido provavelmente "asfixia, complicada por ataque cardíaco terminal, e trombose coronária" ocorridas depois de poucas horas sobre a cruz, pois "Jesus se encontrava fraco, devido as torturas recebidas". Todos estes dados são perfeitamente compatíveis com o que se lê nos evangelhos.
Tradução do texto: Pastor Valmir Farinelli (pastor e missionário em Siracusa - Itália)


Boletim Médico das últimas horas de Jesus Cristo

Leia atentamente:
Relato aqui a descrição das dores de Jesus feita por um grande estudioso francês, o médico Dr. Barbet : dando a possibilidade de compreender realmente as dores de Jesus durante a sua paixão. "Eu sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei a fundo anatomia. Posso portanto escrever sem presunção."
01.Jesus entrou em agonia no Getsemani - escreve o evangelista Lucas – orava mais intensamente. "E seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra". O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas . E o faz com a precisão dum clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. Se produz em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.
02. Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.  Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.
03. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).
04. Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.
05. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la é atroz.  Alguma vez vocês tiraram uma atadura de gaze de uma grande chaga? Não sofreram vocês mesmos esta experiência, que muitas vezes precisa de anestesia? Podem agora vos dar conta do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Como aquela dor atroz não provoca uma síncope?
O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos; horrível suplício! Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), o apoiam sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. No mesmo instante o seu pólice, com um movimento violento se posicionou opostamente na palma da mão; o nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se, como uma língua de fogo, pelos ombros, lhe atingindo o cérebro. Uma dor mais insuportável que um homem possa provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos. De sólido provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. Pelo menos se o nervo tivesse sido cortado!  Ao contrário (constata-se experimentalmente com freqüência) o nervo foi destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha.  A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas. 
O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregaram dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos o laceraram o crânio. A pobre cabeça de Jesus inclinou-se para frente, uma vez que a espessura do capacete o impedia de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudíssimas.  Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. As feições são impressas, o vulto é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. Se diria um ferido atingido de tétano, presa de uma horrível crise que não se pode descrever. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.  Jesus atingido pela asfixia, sufoca. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Que dores atrozes devem ter martelado o seu crânio!
Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus tomou um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforçando-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração se torna mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.  Porque este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".  Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés, inimaginável!
Enxames de moscas, grandes moscas verdes e azuis, zunem ao redor do seu corpo; irritam sobre o seu rosto, mas ele não pode enxotá-las.  Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura se abaixa.  Logo serão três da tarde. Jesus luta sempre: de vez em quando se eleve para respirar. A asfixia periódica do infeliz que está destroçado. Uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancaram um lamento: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Jesus grita: "Tudo está consumado!". Em seguida num grande brado disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito".
E morre.
"Ele fez tudo isso por amor a você!  E você, o que faz por ele?!?" 



ASPECTOS MÉDICOS DA CRUCIFICAÇÃO DE JESUS CRISTO
João 3:16: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna.
Compiled by David Terasaka, M.D. ©1996. All Rights Reserved, David Terasaka, M.D. However, permission is hereby granted to copy and distribute free of charge for non-commercial purposes only.
Hebreus 12:2 - " Fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus."
Nas ultimas horas da vida de Jesus o que ele suportou, e que vergonha ele sofreu? 
EXCRUCIAR: causar grande agonia, atormentar, torturarLatim : ex : sobre, por causa de / cruciar : cruz"por causa da cruz" 
O tom dessa apresentação poderá ser melhor resumida dentro da palavra "excruciar", (a raiz da palavra "cruciante") a qual se refere a algo que causa grande agonia ou tormento. As raízes em Latim da palavra são :"ex", que significa por causa de ou sobre, e "cruciar", que significa cruz. A palavra "excruciar" vem do Latim para "por causa de , ou sobre, a cruz".(Websters)
VISÃO GERAL 
Jesus passou as suas últimas horas antes da crucificação em diversos lugares em Jerusalém. Ele começou a noite no Cenáculo, no sudoeste de Jerusalém. Na última ceia, Ele disse aos discípulos que Seu corpo e Seu sangue deviam ser dados por eles. (Mateus 26: 26-29) Saindo Ele da cidade indo ao jardim de Getsêmane. Ele foi então preso e levado de volta para o palácio do sumo sacerdote. Onde Ele foi questionado por Anás, antigo sumo sacerdote, e Caifás, genro de Anás. Posteriormente, Ele foi julgado pelo sinédrio, e foi declarado culpado de blasfêmia ao se proclamar Filho de Deus. Ele foi sentenciado a pena de morte. Sendo que apenas aos romanos era dado o direito de executar criminosos, Ele foi mandado a Pôncio Pilatos na fortaleza Antonia. Pilatos, não encontrando nada de errado, mandou-o para o rei Herodes, que devolveu-o a Pilatos. Pilatos, submetendo-se a pressão da multidão, então ordenou que Jesus fosse chicoteado e crucificado. Ele foi finalmente conduzido para fora dos muros da cidade para ser crucificado no Calvário.  
A SAÚDE DE JESUS E A DEMANDA DO SOFRIMENTO 
É razoável supor que Jesus estava com a saúde boa antes do sofrimento que Ele enfrentou nas horas que antecederam a sua morte. Ter sido um carpinteiro e viajando por toda a região durante Seu ministério requeria que Ele estivesse em boas condições físicas. Antes da crucificação, entretanto, Ele foi forçado a andar 4 quilômetros depois de uma noite sem dormir, durante a qual Ele sofreu grande angustia por seus seis julgamentos, foi escarnecido, ridicularizado e severamente golpeado, e foi abandonado por seus amigos e seu Pai. (Edwards)
O CENÁCULO OU QUARTO SUPERIOR 
O sofrimento começou no Cenáculo de uma casa que nós chamamos agora de a Ultima Ceia, onde Jesus, deu a primeira comunhão, profetizando que Seu corpo e sangue seria dado.(Mateus. 26:17-29). Hoje em Jerusalém, qualquer pessoa pode visitar o Cenáculo ou Cenaculum (latim para sala de jantar), um quarto que está construído sobre onde acredita-se ser o local do Cenáculo, (Kollek) que está localizado no sudoeste na direção da velha cidade. 
GETSÊMANE: prensa de óleo 
Lucas 22:44 E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que caíam sobre o chão. 
"o Espirito de Deus....esmagado" 
Do Cenáculo, Jesus foi para fora dos muros da cidade onde passou algum tempo em oração no Jardim de Getsêmane. Hoje em dia o jardim tem muitas antigas árvores de oliva, algumas delas podem ter crescido das raízes das árvores que estavam presentes na época de Jesus. (Todas as árvores em volta de Jerusalém foram cortadas quando os Romanos conquistaram a cidade em 70 D.C. Árvores de oliva podem regenerar-se de suas raízes e viver por milhares de anos.) O nome "Getsêmane", vem do Hebreu Gat Shmanim, significa "prensa de óleo" (Kollek). Desde que "óleo" é usado na Bíblia para simbolizar o Espirito Santo, pode-se dizer então que o jardim é onde "o Espirito de Deus foi esmagado". (Missler). Era aqui que Jesus agonizou em oração sobre o que deveria ocorrer. É importante saber que este é o único lugar na Bíblia, (segundo a versão de KJV), onde a palavra "agonia" é mencionada. (Strong's Concordance) A palavra Grega para agonia significa "empenhado em combate" (Pink) Jesus agonizou sobre o que Ele teria que passar, sentindo que Ele está ao ponto de morrer (Marcos14:34 ). Contudo Ele orava, "Não se faça a minha vontade, mas a tua."
De importância medica, é que Lucas menciona: Ele tendo suado sangue. O termo médico para isto, "hemohidrosis" ou "hematidrosis" tem sido visto em pacientes que experimentaram, extremo stress ou choque nos seus sistemas. (Edwards) Os capilares em volta dos poros suados tornam-se frágeis e começam a pingar sangue no suor. Um caso na história é descrito em que uma menina que tinha medo de ataques aéreo, na Primeira guerra mundial, desenvolveu estas condições depois que ocorreu uma explosão de gás na casa vizinha a dela. (Scott) Outro relatório menciona uma freira que, ao estar ameaçada de morte pelas espadas dos soldados inimigos, "estava tão aterrorizada que ela sangrava por toda parte do seu corpo e morreu de hemorragia na presença de seus atacantes."(Grafenberg) Em memorial ao sofrimento de Jesus, a igreja que agora está em Getsêmane é conhecida como a Igreja da Agonia. (também chamada de Igreja das Nações porque muitas nações doaram dinheiro para sua construção).(Kollek) 
ABANDONADO PELOS HOMENS 
Mateus 26:56b: "Então todos os discípulos, deixando-o fugiram."
Salmos 22:11: "Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem acuda."
Enquanto estava em Getsêmane, Jesus é traído por Judas e preso pelos Judeus. Todos os seus discípulos o abandonaram, até mesmo ao custo de ter que correr nu (Marcos 14:51-52). Ele é preso (João 18:12) então levado de volta para a cidade e para corte do Sumo Sacerdote, onde é localizada perto do Cenáculo.
ASPECTOS ILEGAIS DO JULGAMENTO DE JESUS 
A seguir estão alguns dos aspectos ilegais do julgamento de Jesus: Os julgamentos poderiam ocorrer somente nos lugares de reunião regular do Sinédrio (não no palácio do Sumo Sacerdote) Os julgamentos não podiam ocorrer na véspera do Sabat ou de Festas e nem a noite .Uma sentença de "culpado" somente poderia ser pronunciada no dia seguinte ao julgamento 
A INTRODUÇÃO DAS TESTEMUNHAS 
Deut 19:15: "Uma só testemunha não se levantará contra alguém por qualquer iniquidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado cometido; pela boca de duas ou de três testemunhas se estabelecerá o fato."
Deut 17:6: "Pela boca de duas ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; pela boca duma só testemunha não morrerá."
Marcos 14:56: "Porque contra ele muitos depunham falsamente, mas os testemunhos não concordavam."
Enquanto na corte do Sumo Sacerdote, Ele foi questionado por Anás (João 18:13) e golpeado por um soldado (João 18: 22). Ele foi trazido então a Caifás e ao Sinédrio, que procuravam por Jesus à morte pelo testemunho falso de muitas testemunhas. As testemunhas trazidas contra Ele não concordavam. Pela lei, ninguém poderia ser posto a morte sem a concordância de duas ou três testemunhas nos seus testemunhos. Embora as testemunhas não concordassem, Ele foi considerado culpado de blasfêmia quando Ele lhes disse de Sua identidade como Filho de Deus. Ele foi sentenciado a morte. Jesus sofreu escarnecimento dos guardas do palácio, que cuspiram nEle, bateram nEle e esbofetearam Sua cara. (Marcos 14:65.) Durante o julgamento, Pedro nega-lhe três vezes. Os procedimentos do julgamento de Jesus violaram muitas das leis da Sua sociedade. Entre algumas das outras leis violadas estão: (Bucklin)
1.Nenhuma aprisionamento poderia ser feito a noite.
2.A hora e a data do julgamento eram ilegais porque ocorreu a noite e na véspera do Sabat. Neste momento impossibilitando alguma chance para o requerimento da suspensão da pena no dia seguinte ao evento da condenação.
3.O Sinédrio era sem autoridade para incitar acusações. Era somente suposto para investigar acusações trazidas perante ele. No julgamento de Jesus, a própria corte formulou as acusações.
4.As acusações contra Jesus foram mudadas durante o julgamento. Ele foi inicialmente acusado de blasfêmia baseado na sua declaração de que poderia destruir e reconstruir o Templo de Deus dentro de três dias, e também de ser Filho de Deus. Quando Ele foi trazido perante Pilatos, a acusação era que Jesus era um Rei e não defendia o pagamento de impostos aos Romanos. 
5.Como indicado acima, a exigência de duas testemunhas de acordo para condenar a pena de morte não foi cumprida..
6.A corte não se reuniu no regular local de reuniões do Sinédrio, como é requerido pela lei Judia.
7.A Cristo não foi permitido uma defesa. Pela a lei judia, deveria ter ocorrido uma busca exaustiva nos fatos apresentados pelas testemunhas.
8.O Sinédrio pronunciou a sentença de morte. Pela a lei, ao Sinédrio não era permitido condenar e colocar a pena de morte em efetivo. (João 18:31)
Hoje, se pode visitar o palácio do Sumo Sacerdote. onde se pode estar no meio das ruínas do pátio. E está disponível um modelo das estruturas do palácio no tempo de Jesus. 
VEREDICTO DE PILATOS 
Marcos 15:15 - "Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhe Barrabás; e tendo mandado açoitar a Jesus, o entregou para ser crucificado."
O Sinédrio reuniu-se cedo na manhã seguinte e sentenciou-O a morte.( Mateus 27:1) Jesus foi levado perante a Pilatos, porque aos judeus não era dado como aos romanos o direito de realizar execuções. A acusação foi agora mudada para a alegação que Jesus reivindicava ser Rei e proibia a nação de pagar impostos a César. (Lucas 23:5 ) Apesar de todas as acusações, Pilatos não encontrou nada errado. Ele mandou Jesus a Herodes. Jesus ficou calado perante Herodes, exceto para afirmar que Ele é o Rei dos Judeus. Herodes mandou-O de volta a Pilatos. Pilatos é incapaz de convencer a multidão da inocência de Jesus e ordena Jesus a ser posto a morte. lgumas fontes indicam que era lei romana, que um criminoso que estava para ser crucificado teria que primeiro ser chicoteado.(McDowell) Outros acreditam que Jesus foi primeiramente chicoteado por Pilatos na esperança de livra-lo através de uma punição mais leve.(Davis).
Apesar do seu esforços, os Judeus permitiram que Barrabás fosse liberado e exigiram que Jesus fosse crucificado, ainda gritando que, "O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!" ( Mateus 27:25 ) Pilatos entrega Jesus para ser chicoteado e crucificado.
É neste momento que Jesus sofre um violento espancamento físico. (Edwards) Durante as chicotadas, a vitima era amarrada a um poste, deixando suas costas inteiramente exposta. Os Romanos usavam um chicote, chamado flagrum ou flagellum o qual consiste em pequenas partes de osso e metal unidos a vários cordões de couro. O número de chicotadas não é registrado nos evangelhos. O número de golpes na lei judia foi estabelecido em Deuteronômio 25:3 em quarenta, mas mais tarde reduzido a 39  para prevenir golpes excessivos por um erro de contagem. (Holmans). A vítima frequentemente morria por causa do espancamento. (39 golpes acreditava-se trazer o criminoso a " um da morte".) A lei romana não colocava nenhum limite sobre o número de golpes a se dar. (McDowell) Durante as chicotadas, a pele era arrancada das costas, expondo uma massa ensanguentada de músculo e osso ( "hambúrguer " : Metherall). Ocorria extrema perda de sangue pelo espancamento, enfraquecendo a vítima ,as vezes, ao ponto de ficar inconsciente.
   SOLDADOS ROMANOS ESCARNECEM E BATEM EM JESUS
    Mateus 27:28-30 (Os soldados) despiram-No e colocaram-No um manto escarlate então trançaram uma coroa de espinhos e fixaram em sua cabeça. Eles colocaram uma cajado na Sua mão direita e ajoelharam-se na sua frente e o escarnecia dizendo: "Salve, rei dos judeus!". Eles cuspiram nEle, e pegaram o cajado e golpearam-O na cabeça várias vezes. Jesus foi então espancado pelos soldados romanos. No escarnecimento, eles vestiram-No no que era provavelmente a capa de um oficial romano, o qual era de cor roxo escuro ou escarlate. (Bíblia Amplificada) Ele também usava a coroa de espinhos. Ao contrário da coroa tradicional a qual é descrita por um anel aberto, a verdadeira coroa de espinhos pode ter coberto o escalpo inteiro.(Lumpkin) Os espinhos podem ter tido 2.54 a 5.08 centímetros de comprimento. Os evangelhos indicam que os soldados romanos continuamente bateram na cabeça de Jesus. Os golpes dirigiram os espinhos para dentro do escalpo (uma das áreas mais vascular do corpo) e na testa, causando sangramento severo.
  A COROA DE ESPINHOS E O MANTO 
Gênesis 3:17b-18: "Maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo. "Isaías 1:18 "Vinde, pois, e arrazoemos," diz o SENHOR. "Ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelho como o carmesim, tornar-se-ão como lã." O significado do manto escarlate e a coroa de espinhos é para enfatizar Jesus tomando os pecados do mundo sobre Seu corpo. A Bíblia descreve o pecado pela cor escarlata (Isaías 1:18) e aqueles espinhos que apareceram logo depois da queda do homem, como um sinal da maldição. Assim, os artigos que Ele usou são símbolos para mostrar que Jesus tomou os pecados (e maldições) do mundo sobre Ele mesmo. Não é claro se Ele usou a coroa de espinhos na cruz. Mateus descreve que os romanos removeram Suas roupas depois do espancamento, e então colocaram Suas próprias roupas de novo nEle. (Mateus 27:31) 
A SEVERIDADE DO ESPANCAMENTO 
Isaías 50:6: "Ofereci as minhas costas aos que me feriam, e as minhas faces aos que me arrancavam a barba; não escondi o meu rosto dos que me afrontavam e me cuspiam." 
Isaías 52:14: "..... Como pasmaram muitos à vista dele -- pois o seu aspecto estava tão desfigurado que não era o de um homem, e a sua figura não era a dos filhos dos homens --" 
A severidade do espancamento não é detalhada nos evangelhos. Entretanto , no livro de Isaías, ele sugere que os romanos arrancaram Sua barba.(Isaías 50:8 ) Também é mencionado que Jesus foi espancado tão severamente que seu aspecto não parecia como "a dos filhos dos homens" e  como uma pessoa. "O seu aspecto estava tão desfigurado que não era o de um homem, e a sua figura não era a dos filhos dos homens." As pessoa ficavam horrorizadas ao olhar para Ele (Isaías 52:13). Seu desfiguramento talvez possa explicar porque Ele não foi reconhecido facilmente em Suas aparições pós ressurreição.(Missler) Hoje, se pode visitar o local conhecido como Lithostrotos, aonde acredita-se ser o chão da Fortaleza de Antônio.(todavia recente escavações talvez ponha em dúvida esta teoria (Gonen)) O chão está marcado para jogos uma vez jogados por soldados romanos.
Do espancamento, Jesus andou num trajeto, chamado agora de Via Dolorosa, para ser crucificado em Gólgota. A distância total tem sido estimada em 595 metros. (Edwards). Uma rua estreita de pedra, era provavelmente cercada por mercados no tempo de Jesus. Ele foi conduzido através das ruas aglomeradas de gente carregando a barra transversal da cruz (chamada patibulum) em contato com Seus ombros. A barra transversal provavelmente pesava entre 36 e 50 quilos. Ele era cercado por um guarda dos soldados romanos, o qual carregava uma placa que anunciava Seu crime o de ser "o Rei dos Judeus" em Hebreu, em Latim e em Grego. No caminho, Ele ficou incapaz de carregar a cruz. Alguns teorizam que Ele talvez tenha caído ao ir descendo os degraus da Fortaleza de Antônio. Uma queda com o pesado patibulum nas Suas costas talvez tenha causado uma contusão do coração, predispondo Seu coração a ruptura na cruz. (Ball) Simão o Cireneu (atualmente norte da África (Tripoli)), que aparentemente foi afetado por estes eventos, foi intimado a ajudar.
Dolorosa foi marcada no século 16 sendo a rota na qual Cristo foi conduzido a Sua crucificação.(Magi) Quanto a localização do Calvário, a verdadeira localização da Via Dolorosa é disputada. Muita da tradição a respeito do que aconteceu a Jesus é encontrada na Via Dolorosa hoje em dia. Há 14 estações de "eventos" que ocorreram e 9 igrejas no caminho hoje em dia. As estações da cruz foram estabelecidas em 1800. (Magi) Hoje em dia, há uma seção no trajeto onde se pode andar nas pedras que foram usadas durante a época de Jesus. 
SOFRIMENTO NA CRUZ 
Salmo 22:16-17: " Pois cães me rodeiam; um ajuntamento de malfeitores me cerca; transpassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos. Eles me olham e ficam a mirar-me." 
  O evento da crucificação é profetizado em diversos lugares por todo o Velho Testamento. Um dos mais impressionantes é narrado em Isaías 52:13, onde ele diz que, "Eis que o meu servo procederá com prudência; será exaltado, e elevado,    e mui sublime." Em João 3 , Jesus fala sobre o cumprimento dessa profecia quando Ele diz, "E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê tenha a vida   eterna." Ele refere aos eventos narrado em Números 21:6-9 . O Senhor tinha mandado uma praga de serpentes impetuosas no povo de Israel e morderam o povo de modo que muitas pessoas morreram. Depois que o povo confessou seus pecados a Moisés, o Senhor perdoou eles tendo feito uma serpente de bronze. O bronze é um símbolo do julgamento e a serpente é um símbolo da maldição. Quem quer que fosse mordido por uma serpente e então olhasse a serpente de bronze, era salvo da morte. Estes versos são profecias que apontam a crucificação, em que Jesus seria (levantado) na cruz para julgamento do pecado, para que todo aquele que nele crê não pereça, (a morte eterna) mas tenha a vida eterna. II Cor 5 :21 Amplifica este ponto, nisso "Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que Nele fôssemos feitos justiça de Deus."(Pink) É interessante que o símbolo de Aesculapius que é o símbolo da profissão médica hoje em dia, teve suas raízes da fabricação da serpente de bronze.(Metherall) Certamente, Jesus é quem cura a todos! Jesus é conduzido ao lugar da caveira (Latim: Calvário, Aramaico: Golgota) para ser crucificado. A atual localização do Calvário está também em disputa. No fim da Via Dolorosa, há uma "T bifurcação ". Se virarmos a esquerda, nós iremos a Basílica do Santo Sepulcro. Se virarmos para direita, nós iremos ao Calvário de Gordon. A Basílica do Santo Sepulcro tem se acreditado por muito tempo ser o local tradicional da crucificação.
Calvário de Gordon possivelmente tem uma razão profética para ser o lugar da crucificação. Em Gênesis 22, Abraão é testado por Deus para sacrificar Isaque no topo da montanha. Percebendo que ele estava agindo fora da profecia, que "Deus proverá para si o Cordeiro", Abraão chama o lugar do evento de "Jeová-Jiré", "No monte do senhor se proverá." Se nós pegarmos isso como evento profético da morte de Jesus, então Jesus morreu no terreno mais elevado de Jerusalém. Calvário de Gordon é o ponto mais elevado de Jerusalém, 777 metros acima do nível do mar. (Missler: Map from Israel tour book) Hoje em dia, no Calvário de Gordon, as cavernas na rocha estão situadas de tal maneira que dão ao local a aparência de uma caveira.
Jesus foi então crucificado. Crucificação era uma prática que se originou com os Persas e foi mais tarde passado para os Carthaginians e os fenícios. Os romanos aperfeiçoaram como um método de execução o qual causava máxima dor e sofrimento em um período de tempo. Aos crucificados incluíam escravos, provincianos e os tipos mais baixos de criminosos. Cidadãos romanos, exceto talvez para soldados que desertavam, não eram sujeitados a esse tratamento. (McDowell)
O local da crucificação "era escolhido propositadamente para ser fora dos muros da cidade porque a Lei proibia tais de ser dentro dos muros da cidade… por razões sanitárias... o corpo crucificado era as vezes deixado para apodrecer na cruz e servir como uma desonra, um convincente aviso e dissuasivo para os que ali passavam." (Johnson) Às vezes, o subordinado era comido quando vivo e ainda na cruz por bestas selvagens. (Lipsius)
O Procedimento da crucificação pode ser resumido conforme o seguinte. O patibulum era colocado sobre a terra e a vitima colocada em cima dele. Os pregos, com aproximadamente 18 centímetros de comprimento e com 1 cm de diâmetro eram cravados nos pulsos. Os pregos entrariam na proximidade do nervo mediano, causando que choques de dor fosse irradiado por todo o braço. Era possível colocar os pregos entre os ossos de modo que nenhuma fratura (ou ossos quebrados) ocorressem. Estudos tem mostrado que os pregos provavelmente estiveram cravados através dos ossos pequenos do pulso, desde que pregos na palma da mão não suportariam o peso de um corpo. Em terminologia antiga, o pulso era considerado ser parte da mão. (Davis) Posicionado no local da crucificação estariam postes em pé, tendo aproximadamente 2.15 metros de altura.(Edwards) No centro dos postes estava um ordinário assento, chamado sedile ou sedulum, no qual servia como suporte para a vítima. O patibulum era então levantado sobre os postes. Os pés eram então pregados aos postes. Para permitir isto, os joelhos teriam que ser dobrados e girados lateralmente, deixando numa posição muito desconfortável. O titulo era pendurado sobre a cabeça da vitima.
  Havia diversos tipos diferentes de cruzes usadas nas crucificações. Na época de Jesus, era mais provável que a cruz usada fosse no formato de T (ou "tau" cruz,), não a popular cruz no formato t a qual é aceita nos dias de hoje.(Lumpkin)
SOFRIMENTO FÍSICO NA CRUZ 
Salmos 22:14-15: "Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas. A minha força secou-se como um caco e a língua se me pega ao paladar; tu me puseste no pó da morte." 
Tendo sofrido pelo espancamento e pelas chicotadas, Jesus sofreu de severa hipovolemia pela perda de sangue. Os versos acima descrevem Seu estado desidratado e a perda de Sua força.
Quando a cruz era erguida verticalmente, havia uma tremenda tensão posta sobre os pulsos, braços e ombros, resultando num deslocamento dos ombros e juntas dos cotovelos.(Metherall) Os braços, sendo preso para cima e para fora, prendendo a caixa torácica numa fixa posição final inspiratória na qual dificulta extremamente o exalar, e impossibilitava ter completa inspiração do ar. A vítima poderia apenas ter pequenas respiradas.(Isto talvez explique o porque Jesus fez pequenas declarações enquanto estava na cruz). Enquanto o tempo passava, os músculos, pela perda de sangue, falta de oxigênio e posição fixa do corpo, passariam por severas cãibras e contrações espasmódicas. 
ABANDONADO POR DEUS -- MORTE ESPIRITUAL 
Mateus 27:46: "Cerca da hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactani; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" 
Com o pecado do mundo sobre Ele, Jesus sofreu a morte espiritual (separação do Pai).Isaías 59:2 diz que o pecado causa separação de Deus, e que Ele esconde Sua face de vós de modo que Ele não ouça. O Pai teve que virar a face de Seu Filho Amado quando estava na cruz. Pela primeira vez, Jesus não dirige a Deus como Seu Pai.(Courson) 
MORTE POR CRUCIFICAÇÃO:
  Respiração superficial causando colapso em pequenas áreas do pulmão.
  Diminuição do oxigênio e aumento de gás carbônico causando acidez nos tecidos.
  Líquido formado nos pulmões. Piorando a situação citada na 2ª etapa.
  O coração é estressado e eventualmente para.
O lento processo do sofrimento e consequência da morte durante a crucificação pode ser sumariado como segue:
"... aparentemente parece que o mecanismo da morte na crucificação era asfixia. A corrente de eventos no qual conduziram finalmente a asfixia são as seguintes: Com o peso do corpo que está sendo suportado pelo sedulum, os braços eram puxados para cima. Causando o intercostal e o músculo peitoral a ser esticado. Além disso, o movimento destes músculos era oposto pelo peso do corpo. Com os músculos respiratórios esticados assim, a respiração torna-se relativamente fixa. Enquanto dispnea desenvolve e dor nos pulsos e braços aumentam, a vítima era forçada a levantar o corpo do sedulum, transferindo desse modo o peso do corpo aos pés. A respiração tornam-se mais fácil, mas com o peso do corpo sendo exercido pelos pés, a dor nos pés e pernas aumentava. Quando a dor se tornava insuportável, a vítima repentinamente abaixava outra vez para o sedulum com o peso do corpo puxando os pulsos e outra vez esticando os músculos intercostal. Dessa maneira, a vítima alterna entre levantar seu corpo do sedulum a fim de respirar e repentinamente abaixando no sedulum para aliviar a dor nos pés. Eventualmente, ele torna-se esgotado ou fica inconsciente de modo que não poderia mais levantar seu corpo do sedulum. Nesta posição, com os músculos respiratórios essencialmente paralisados, a vitima sufocava e morria.(DePasquale and Burch) 
Devido a defeituosa respiração, os pulmões da vitima começavam a ter colapsos em pequenas áreas causando hipoxia e hipercarbia. Uma acidez respiratória, com a falta de compensação pelos rins devido a perda de sangue decorrentes das numerosas surras, resultou em um aumento da pressão cardíaca, que bate mais rápido para compensar. Acumulam líquidos nos pulmões. Sob o stress da hipoxia e acides o coração eventualmente falha. Há diversas teorias diferentes na real causa da morte. Uma teoria declara que houve um enchimento do pericárdio com liquido, que pôs uma pressão fatal na habilidade do coração de bombear sangue (Lumpkin). Uma outra teoria declara que Jesus morreu de ruptura cardíaca." (Bergsma) A real causa da morte de Jesus , entretanto, " pode ter sido por múltiplos fatores e relacionado primeiramente a choques hipovolemicos, exaustante asfixia e talvez aguda falha cardíaca. " (Edwards) Uma fatal arritmia cardíaca pode ter causado o evento terminal. (Johnson, Edwards) 
UMA ÚLTIMA BEBIDA DO VINAGRE 
João 19:29-30: 
"Estava ali um vaso cheio de vinagre. Puseram, pois, numa cana de hissopo uma esponja ensopada de vinagre, e lha chegaram à boca. Então Jesus, depois de ter tomado o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espirito. 
Tendo sofrido severa perda de sangue de suas numerosos espancamentos e desta forma em um estado desidratado, Jesus, em uma das suas últimas declarações, diz "Tenho sede." Foi 2 vezes oferecido bebida a Ele na cruz. A primeira, na qual Ele recusou, era vinho drogado (misturado com mirra). Ele escolheu enfrentar a morte sem uma mente turvada. Edersheim escreve: 
"Era uma prática de misericórdia Judaica dar aqueles conduzidos a execução uma poção de um forte vinho misturado com mirra para entorpecer a consciência" (Mass Sem 2.9; Bemid. R. 10). Esta função caritativa era realizada à custa de, se não por, uma associação de mulheres em Jerusalém (Sanh. 43a). A poção foi oferecido a Jesus quando Ele alcançou Gólgota. Mas tendo provado....Ele não beberia....Ele encontraria com a Morte, mesmo no seu mais severo e violento modo, e conquistar submetendo-se ao todo....(p.880). 
A segunda bebida, a qual Ele aceita momentos antes da Sua morte, é descrita como um vinagre de vinho. É importante notar dois pontos. A bebida foi dada em "cana da planta de hissopo". Lembre-se que estes eventos ocorreram na festa da Páscoa. Durante esta festa, (Êxodo 12:22) hissopo foi usado para aplicar o sangue do cordeiro da Páscoa nos umbrais de madeira dos judeus. É interessante o final desta cana de hissopo apontando para o sangue do cordeiro perfeito o qual era aplicado na cruz de madeira para salvação de toda a humanidade. (Barclay) Em adicional, o vinagre é um produto da fermentação, o qual é feito de suco de uva e fermento. A palavra literalmente significa "aquilo o qual é azedado" e é relacionado com o termo em Hebreu para "aquilo o qual é levedado". (Holmans) Fermento ou levedo, é um símbolo Bíblico do pecado. Quando Jesus tomou esta bebida, (i.e. a bebida no qual era "levedada") assim sendo simbólico Dele tomando os pecados do mundo sobre Seu corpo.