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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

LIDERANÇA ATRAVÉS DOS RELACIONAMENTOS (COMUNHÃO)


“Os líderes são os grandes responsáveis pelo sucesso e pelo fracasso das organizações” (Eduardo Capaiolo).
“Se um líder com sua postura, com suas escolhas, com o que diz e como diz, define a forma de operar de uma organização e com isso acumula mais e mais poder para si mesmo, em vez de desenvolver o potencial de cada um dos indivíduos que compõem a organização, cava sua própria sepultura”.
Liderança é o exercício de influenciar a outro. Uma definição um pouco mais ampla e profunda seria: “Liderança é o impacto da minha biografia na biografia de outros. Ao se relacionarem, dois seres humanos causarão sempre uma interferência na trajetória da vida do outro. Uma grande influencia não ocorre apenas em grandes momentos, mas principalmente a cada instante”.
Os tempos em que vivemos são diferentes. O modo de pensar do próprio mundo com relação à liderança mudou muito. Se nós não mudarmos nossa forma de liderar, não alcançaremos ninguém.
Relacionamento é a palavra-chave para as organizações hoje. Um líder precisa saber disso e fazer tudo para alcançar um bom relacionamento com sua equipe ministerial. Certa vez perguntaram a um grande conferencista sobre que conselhos daria aqueles líderes que desejavam melhorar e rever sua postura diante dos liderados. Sua resposta imediata foi: “Humildade”,

Pv 29.23 - "A soberba do homem o abaterá; mas o humilde de espírito obterá honra".

Mt 11.29 - "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas".
Mt 18.4 - "Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus".
2Co 10.1 - "Ora eu mesmo, Paulo, vos rogo pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que, na verdade, quando presente entre vós, sou humilde, mas quando ausente, ousado para convosco'.
Humildade é o que precisamos para voltar aos relacionamentos saudáveis. Para voltar ao caminho proposto por Deus para nós.
Gálatas 2: 6-10 - "Ora, daqueles que pareciam ser alguma coisa (quais outrora tenham sido, nada me importa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me acrescentaram; antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me fora confiado, como a Pedro o da circuncisão (porque aquele que operou a favor de Pedro para o apostolado da circuncisão, operou também a meu favor para com os gentios), e quando conheceram a graça que me fora dada, Tiago, Cefas e João, que pareciam ser as colunas, deram a mim e a Barnabé as destras de comunhão, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com diligência".
Esta palavra nos mostra a importância da mutualidade nos relacionamentos e a aceitação da diferença de visões e idéias propostas para um único fim. É sair da “Síndrome do umbigo” ou seja, parar de olhar somente para sí mesmo.
1Co 12: 14-27 - "Porque também o corpo não é um membro, mas muitos.
Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixará de ser do corpo.
E se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixará de ser do corpo.
Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato?
Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.
E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?
Agora, porém, há muitos membros, mas um só corpo.
E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós.
Antes, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários;
e os membros do corpo que reputamos serem menos honrados, a esses revestimos com muito mais honra; e os que em nós não são decorosos têm muito mais decoro,
ao passo que os decorosos não têm necessidade disso. Mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela, para que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns dos outros.
De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.
Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros".

Estas palavras foram dirigidas a uma igreja fragmentada, onde cada um escolhia um grupo onde estar e não se importava com mais ninguém. O segredo está em entender acima de tudo e em primeiro lugar que alguns no corpo vão sofrer e outros vão ser honrados, estamos preparados para isso? Ou por inveja e ciúmes nos fechamos, porque queremos líderes conforme o nosso padrão de julgamento! Mas Deus também usa os que sofrem, tanto quanto os que são honrados. O problema é que não preparamos líderes e não deixamos eles serem preparados, o resultado é que estamos atirando em nosso próprio pé.
Dentro desta idéia de relacionamentos para o crescimento ministerial, quais princípios ajudariam um líder a tornar sua liderança mais influente?

1. Um líder equilibrado não centraliza poder
1Co 3:10 - "Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele"
Um líder equilibrado serve ao Senhor, reconhece o serviço alheio e não se põe acima dos demais. Paulo não tinha uma visão exclusivista. Nós também não podemos ter.
2. Um líder equilibrado entende que discordar não é se opor
Gl 2: 9-12 - "e quando conheceram a graça que me fora dada, Tiago, Cefas e João, que pareciam ser as colunas, deram a mim e a Barnabé as destras de comunhão, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com diligência.
Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe na cara, porque era repreensível.
Pois antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios; mas quando eles chegaram, se foi retirando e se apartava deles, temendo os que eram da circuncisão".

2Pd 3:15,16 - "e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; como faz também em todas as suas epístolas, nelas falando acerca destas coisas, mas quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, como o fazem também com as outras Escrituras, para sua própria perdição".
3. Um líder equilibrado sabe perdoar
Cl 3:12 - "Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade"...
Tito 3:2 - "que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas moderados, mostrando toda a mansidão para com todos os homens"
1Pd 2:23 - "sendo injuriado, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente".

Sabe perdoar, não depois quando reflete e entende que cometeu algum erro ou que deveria ter ignorado a ofensa. Ele é capaz de perdoar no momento em que está sofrendo a ofensa. Isso se chama “Domínio próprio”. Não há em nenhum lugar na Bíblia a mera possibilidade de que devemos responder as pessoas, a altura da ofensa. A rispidez, a estupidez, a agressividade, a cobrança exasperada ou a agressividade não deve ser uma postura de um servo de Deus, sob nenhuma circunstância.
4. Um líder equilibrado abre espaços para uma nova geração
- Sabe repartir a liderança
- Sabe dar espaço a outros

Infelizmente vemos que: “A igreja é formada pelo único exército do mundo que atira nos seus próprios soldados”.
ASPECTOS IMPORTANTES DA COMUNHÃO
Ef 2: 19-22 - “Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor. Nele vocês também estão sendo edificados juntos, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito”.

Que a vida cristã exige relacionamentos por sua natureza, e que muitas vezes esses relacionamentos são difíceis, isso nós já sabemos e experimentamos. O que se ignora totalmente, e se não fora assim, os relacionamentos cristãos seriam bem diferentes, é que os relacionamentos são de muita importância para o nosso serviço a Deus.
Certos princípios biblicos só ocorrem plenamente onde há relacionamentos. Por isso dedicar tempo a relacionamentos é importante para a saúde do nosso ministério .

Hb 10: 24,25 - "e consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia"
A relação entre crescimento e comunhão é obvia quando entendemos duas coisas importantes:
Primeiro: nossa verdadeira natureza como pessoas humanas.
Segundo: como nosso crescimento pessoal está interligado com o dos outros.

G.Ernest Wrigth, erudito do Antigo Testamento disse que: “Segundo o AT, a maior maldição que pode recair sobre o homem é estar sozinho”.
Vamos ver alguns aspectos:
1. A comunhão afirma a nossa identidade
Em nossa cultura ocidental existe a idéia que a nossa identidade fica perdida quando nos tornamos parte de um grupo. Mais o oposto é que é verdadeiro. Israel como povo tinha uma identidade única, e mesmo disperso, nunca perdeu essa identidade. Podemos ter diferentes formas de fazer as coisas certas. Podemos estar até em lugares diferentes, mas fazer parte de um grupo específico nos dá uma mesma identidade.
Nós temos uma identidade Apostólica e Profética que poucos tem. Se não firmarmos essa identidade, ficamos isolados de outros, ou porque não nos encaixamos ou porque não nos aceitam. O isolamento é inevitável, devemos entender que outros tem o que precisamos e temos o que os outros precisam.

2. A comunhão provê conhecimento
Na Bíblia, o crescimento espiritual significa crescer em nossa capacidade de viver em harmonia com os outros. Quase todas as obras da carne, têm a ver com a discórdia: ódio, ciúmes, ira, inimizades, dissensões, facções (Gl 5: 19-21).
Enquanto o fruto do Espírito encoraja relacionamentos harmoniosos: Paciência, longanimidade, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão (Gl 5: 22,23).
Os frutos e os dons exigem a presença de pelo menos mais um ser humano para serem exercidos.
O conhecimento das questões espirituais não é obtido em isolamento, antes é obtido na interação com outros.

Ef 3: 17 – 19 - "que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor, possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus ".
Quando cada um de nós contribui com a nossa parte para o relacionamento do grupo, chegamos a uma maior compreensão das questões espirituais que ajudam a nutrir mais conhecimento e crescimento.
Como aprendemos:
• Com os dons que eu tenho e o outro tem
• Com as experiências do outro
• Observando a vida do outro: como interage, como age com os filhos, como trata a esposa, como maneja o dinheiro, etc...
Podemos aprender e crescer com as experiências e perspectivas uns dos outros. Ver a verdade exemplificada em outra vida pode ser mais poderoso do que simplesmente conhecê-la intelectualmente.
“Sou estimulado pelo que os outros estão fazendo. Mas será que o que eu estou fazendo está estimulando alguém ou ninguém está vendo?”

3. A Comunhão provê crescimento
Em Efésios 4, Paulo deixa bem claro a importância dos relacionamentos para o crescimento do corpo. "Ef 4.7 - Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo". Cada um de nós. "Ef 4.12 - tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo". A edificação do Corpo de Cristo é o resultado do ministério de todos os crentes " (Ef 4.15) antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.
Ef 4.16 - "do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor".

No tempo do Antigo Testamento os construtores usavam o processo de ralar uma pedra na outra para ajustá-las para que se encaixassem.

Cl 2.19 - "e não retendo a Cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo com o aumento concedido por Deus".
– podemos dizer que o nosso crescimento ajustado requer até mesmo tirar as asperezas.

4. A comunhão da força
Ec 4:12 - "E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa".

Somos mais valentes quando estamos acompanhados e somos medrosos quando estamos desacompanhados. Estar acompanhado me ajuda a ter mais valentia para arriscar. Quem está sozinho arrisca menos.
5. A comunhão provê prestação de contas
Hb 3:13 - "antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado ".
O pecado exige o homem a sós. Quanto mais isolada a pessoa estiver, mais destrutivo será o poder do pecado sobre ela. A santidade solitária é desconhecida no Novo Testamento. O problema é que a falta de prestação de contas leva a outro mal que encontro na igreja hoje, a falta de administração. Alguns pastores não administram o mínimo por isso não alcançam o máximo. Uma má administração gera outro problema: a desobediência. Se você não administrar bem as finanças, Deus não será responsável em te dar muito, pois Deus não tenta ninguém. Administre bem as finanças e você verá a abundância de Deus sobre o seu ministério.
ESFORÇANDO-NOS PARA OS RELACIONAMENTOS
Rm 15:7 - "Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus".
1Jo 3:16 - "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos".

Tempo e recursos são esforços que devemos fazer em favor dos relacionamentos ministeriais para a benção do corpo, para a saúde do corpo. Não podemos culpar outros porque não fazemos o que temos que fazer. Viver juntos seria muito mais fácil se cada um cumprisse sua responsabilidade crucial.
Que mais podemos fazer:
1- Buscar a imagem de Deus em nós

Gn 2.18 - "Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea".
A declaração de que não é bom que o homem esteja só, está relacionada com o crescimento cristão, tanto quanto qualquer outra parte da vida humana. O remédio de Deus para a solidão do primeiro Adão foi criar outro ser humano. Mesmo que focalize o relacionamento conjugal entre o homem e a mulher, este versículo também afirma a verdade a respeito dos seres humanos. Nossa natureza comunitária é também evidente no fato de termos sido criados à imagem de Deus (Gn 1:26-27).
Deus é um ser social, envolvido em seu ser único, três pessoas comungam.

2- Amar uns aos outros
1Jo 3.16 - "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos".
Fazemos isso dando nossa vida pelo relacionamento que temos no Senhor. Alguns de nós não estamos fazendo nenhum esforço pelo tempo de comunhão que temos. Há tempos que não temos que fazer muito esforço pela unidade, mas, há outros tempos que temos que nos sacrificar.
Esse é o tempo, pelo bem do povo e pelo bem da obra do Senhor.

Publicado com autorização do autor
CMC Brasil
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