Arquivo do blog

Postagens populares

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SALMO 23


 

TÍTULO

Não há nenhum título inspirado para este salmo, e não é necessário, pois ele não registra nenhum evento especial, e não precisa de outra chave além daquela que todo cristão pode encontrar em seu próprio peito. É a Pastoral Celeste de Davi; uma obra poética excelente, que nenhuma das filhas da música pode superar. A clarinada da guerra aqui dá lugar ao cachimbo da paz, e aquele que tão recentemente chorou as mágoas do Pastor em melodia ensaia as alegrias do rebanho. Sentado sob uma árvore frondosa, com seu rebanho em volta, como o pastorzinho de Bunyan no Vale da Humilhação, visualizamos Davi cantando essa pastoral incomparável com um coração cheio de alegria; ou, se o salmo é o produto de seus anos avançados, temos certeza de que sua alma se voltou em contemplação para os solitários ribeiros de água que ondulavam sussurrantes entre os pastos do deserto, onde nos primeiros dias ela fazia sua morada. Esta é a pérola dos salmos, cujo esplendor suave e puro deleita os olhos; uma pérola da qual Helicon não precisa se envergonhar, embora o Jordão o reivindique. Desse canto delicioso pode-se afirmar que sua piedade e sua poesia são iguais, sua doçura e sua espiritualidade são incomparáveis.
A posição deste salmo é digna de nota. Segue o salmo 22, que é peculiarmente o Salmo da Cruz. Não há pastos verdes, não há águas tranqüilas do outro lado do salmo 22. Só depois que lemos "Meu Deus, meu Deus, porque me desamparaste?" é que chegamos a "O Senhor é meu Pastor". Precisamos conhecer por experiência o valor do derramamento de sangue, e vermos a espada acordada contra o Pastor, antes que possamos verdadeiramente conhecer a doçura do cuidado do bom pastor.
Já se disse que aquilo que o rouxinol é entre os pássaros, esta ode divina é entre os salmos; pois tem soado docemente nos ouvidos de muitos pranteadores em sua noite de choro, e o tem podido esperar por uma manhã de alegria. Eu me aventuro a compará-la também à cotovia, que canta enquanto sobe, e sobe enquanto canta, até que some de vista, e mesmo então não nos deixa sem ouvi-la. Observe as últimas palavras do salmo - "Habitarei na casa do Senhor para sempre" -; são notas celestiais, mais adequadas às mansões eternas do que a esses lugares de moradia abaixo das nuvens. Ó, que nós possamos entrar no espírito do salmo enquanto o lemos, e então viveremos a experiência dos dias do céu aqui na terra!

DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. Trabalhe a comparação entre um pastor e suas ovelhas. Ele governa, guia, alimenta e as protege; e elas o seguem, o obedecem, o amam e confiam nele. Pesquise se somos ovelhas; mostre a sina dos cabritos que se alimentam ao lado das ovelhas.
VERS. 1 (segunda cláusula). O homem que está além do alcance da penúria para o tempo presente e a eternidade.
VERS. 2 (primeira cláusula). O descanso de crer.
1. Vem de Deus - "Ele me faz".
2. É fundo e profundo - "deitar", repousar.
3. Tem sustento sólido - "em verdes pastagens".
4. É assunto para louvor constante.
VERS. 2. O elemento contemplativo e o elemento ativo são satisfeitos.
VERS. 2. A frescura e a riqueza das Sagradas Escrituras.
VERS. 2 (segunda cláusula). Em frente. O Guia, o caminho, os confortos da estrada, e o viajante nela.

VERS. 3. Restauração graciosa, direção santa e motivos divinos.
VERS. 4 O silêncio macio do trabalho do Espírito.
VERS. 4. A presença de Deus é o único apoio seguro na morte.
VERS. 4. Vida na morte e luz nas trevas.
VERS. 4 (segunda cláusula). A calma e a quietude do fim do homem bom.
VERS. 4 (última cláusula). Os sinais do governo divino - a consolação dos obedientes.

VERS. 5. O guerreiro banqueteado, o sacerdote ungido, o hóspede satisfeito.
VERS. 5 (última cláusula). Os meios e os usos do ungir do Espírito Santo contínuas vezes.
VERS. 5. Providenciais abundâncias, e qual o nosso dever a respeito disso.

VERS. 6 (primeira cláusula). A bem-aventurança do contentamento.
VERS. 6. Na estrada e em casa, ou atendentes celestiais e mansões celestiais.


 

SALMO 24


TÍTULO
Um salmo de Davi. Pelo título nada aprendemos senão sua autoria, que é interessante e nos leva a observar as maravilhosas operações do Espírito sobre a mente do doce cantor de Israel, capacitando-o a tocar a corda lamentosa no salmo 22, a despejar gentis notas de paz no salmo 23, e aqui a pronunciar tons majestosos e triunfais. Podemos fazer ou cantar todas as coisas quando o Senhor nos fortalece.
Este hino sacro provavelmente foi escrito para ser cantado quando a arca da aliança foi tirada da casa de Obede-Edom, para permanecer dentro de cortinas sobre o monte de Sião. As palavras não são impróprias para a dança sagrada de alegria na qual Davi foi à frente no caminho naquela ocasião jubilosa. O olho do salmista olhava, no entanto, além da subida típica da arca para a sublime ascensão do Rei da glória. Nós o chamaremos O CANTO DA ASCENSÃO.

DIVISÃO
O salmo forma um par com o salmo 15. Consiste de três partes. A primeira glorifica o verdadeiro Deus e canta o seu domínio universal; a segunda descreve o verdadeiro Israel, aquele que pode ter comunhão com ele; e a terceira retrata a subida do verdadeiro Redentor, que abriu as portas do céu para a entrada de seus eleitos.



DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1. O grande proprietário, suas terras e seus servos, seus direitos e sofrimentos.
VERS. 1. "Do Senhor é a terra."
1. Mencione outros requerentes - ídolos: papa, homem, diabo.
2. Julgue a causa.
3. Execute o veredicto. Use nossa substância, pregue em toda parte, reivindique todas as coisas para Deus.
4. Veja como fica gloriosa a terra quando ela leva o nome de seu Mestre.
VERS. 1 (última cláusula). Todos os homens pertencem a Deus. Seus filhos ou súditos, seus servos ou escravos, suas ovelhas ou seus bodes.
VERS. 2. Propósitos divinos realizados por meios singulares.
VERS. 2. Fundou-a sobre os mares. Instabilidade de coisas terrestres.

VERS. 3. A pergunta importantíssima.
VERS. 4 (primeira cláusula). Ligação entre moralidade externa e pureza interna.
VERS. 4 (segunda cláusula). Homens julgados por seus gostos que lhe dão prazer.
VERS. 4. "Mãos limpas."
1. Como limpá-las.
2. Como conservá-las limpas.
3. Como poluí-las.
4. Como conseguir que fiquem limpas de novo.

VERS. 4, 5. Caráter manifesto e favor recebido.
VERS. 5 (segunda cláusula). O homem bom recebendo justiça e precisando de salvação, ou o sentido evangélico de passagens aparentemente jurídicas.

VERS. 6. Aqueles que realmente buscam comunhão com Deus.


VERS. 7. Acomode o texto à entrada de Jesus Cristo em nossos corações.
1. Há obstáculos, "portais", "portas".
2. Precisamos removê-los: "abram-se".
3. A graça precisa capacitar-nos: "abram".
4. Nosso Senhor entrará.
5. Ele entra como "Rei", e "Rei da glória".
VERS. 7. A ascensão e suas lições.


VERS. 7-10:
1. Seu título - "O Senhor dos Exércitos".
2. Suas vitórias, implícitas na expressão. "O Senhor forte e valente na guerra".
3. Seu título como mediador, "o Rei da glória".
4. Sua entrada com autoridade no lugar santo. ("Messias" de John Newton).


VERS. 8. O poderoso herói. Seu status, seu poder, suas batalhas, suas vitórias.


VERS. 10. A soberania e a glória de Deus em Cristo.